O Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) conta nesta edição com uma Sala Sensorial destinada a crianças e adolescentes neurodivergentes. A iniciativa foi desenvolvida por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), a Articulação da Educação Especial e o Centro Municipal Integrado de Educação Inclusiva Colbert Martins da Silva.
O espaço foi estruturado para oferecer descanso, conforto e autorregulação sensorial durante a realização do festival. A proposta considera a necessidade de reduzir estímulos visuais, auditivos e táteis em um ambiente marcado pela circulação de público e pela realização simultânea de atividades culturais.
A iniciativa amplia os recursos de acessibilidade e inclusão disponibilizados durante o FLIFS, permitindo que crianças e adolescentes neurodivergentes possam utilizar um ambiente específico conforme suas necessidades e, posteriormente, retornar à programação do evento.
Sala Sensorial busca reduzir estímulos durante o festival
De acordo com Adriana Castelo Branco, formadora da equipe de Educação Especial do Departamento de Ensino, a Sala Sensorial foi concebida para funcionar como um espaço de acolhimento e regulação. Segundo ela, a estrutura considera necessidades específicas de crianças e adolescentes neurodivergentes.
A proposta permite que os visitantes tenham acesso a um ambiente com menor intensidade de estímulos sensoriais, podendo permanecer no local durante períodos de descanso ou autorregulação. O recurso é integrado à programação do festival sem substituir as demais atividades culturais.
A estrutura também amplia a atuação da Educação Especial em espaços culturais e de lazer, levando estratégias de acessibilidade para ambientes que ultrapassam o cotidiano das unidades escolares.
Profissionais da Educação Especial fazem atendimento
O atendimento da Sala Sensorial durante o FLIFS é realizado por professoras e técnicas da Seduc que atuam na área de Educação Especial. Também participam docentes vinculados às Salas de Recursos Multifuncionais e ao Centro Municipal Integrado de Educação Inclusiva Colbert Martins da Silva.
Esses profissionais são responsáveis pelo acompanhamento dos visitantes que utilizarem o espaço, oferecendo suporte de acordo com as necessidades apresentadas durante a permanência no ambiente.
A presença da equipe especializada integra a proposta de garantir que o recurso de acessibilidade esteja associado ao acompanhamento profissional, permitindo que o espaço seja utilizado como parte das estratégias de participação no festival.
Acessibilidade amplia participação na programação cultural
A criação da Sala Sensorial representa uma iniciativa voltada à ampliação do acesso de crianças e adolescentes neurodivergentes às atividades do FLIFS. O ambiente oferece uma alternativa para visitantes que necessitem interromper temporariamente a exposição aos estímulos do evento.
A ação também aproxima as políticas de Educação Especial e inclusão de espaços de cultura, contribuindo para a presença desse público em atividades realizadas fora do ambiente escolar.
Com a Sala Sensorial, o FLIFS incorpora um recurso específico de acessibilidade à sua programação, combinando estrutura de autorregulação, acompanhamento de profissionais especializados e articulação entre órgãos da Educação Especial para atender visitantes com diferentes necessidades sensoriais.








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