O governador Jerônimo Rodrigues apresentou como uma das diretrizes de seu plano de governo a ampliação da atividade industrial no interior da Bahia, com a criação de novos eixos de desenvolvimento econômico e medidas destinadas a estimular a instalação de empresas fora dos principais polos industriais do estado. A estratégia está prevista para os próximos quatro anos e concentra ações nos Territórios de Identidade.
Entre as medidas previstas estão incentivos diferenciados, instalação de novos distritos industriais, implantação de parques industriais e ampliação da oferta de crédito para pequenas e médias indústrias. O objetivo é aumentar a distribuição territorial dos investimentos produtivos e ampliar oportunidades de trabalho em diferentes regiões da Bahia.
A prioridade será direcionada principalmente a municípios de pequeno e médio porte, com a expectativa de estimular atividades econômicas locais, ampliar a geração de renda e reduzir diferenças regionais na distribuição dos investimentos. A proposta associa a política industrial à geração de empregos e ao fortalecimento das economias municipais.
Interiorização da indústria concentra estratégia de desenvolvimento
A expansão da indústria para além dos polos já consolidados integra a estratégia de desenvolvimento regional apresentada por Jerônimo Rodrigues. O plano prevê o uso de instrumentos fiscais, financeiros e de infraestrutura para estimular empresas a instalarem ou ampliarem unidades produtivas nos diferentes Territórios de Identidade da Bahia.
A proposta estabelece que a distribuição territorial dos empreendimentos industriais deverá considerar principalmente cidades de menor e médio porte. Nesse modelo, novos investimentos poderiam gerar demanda por trabalhadores, fornecedores, comércio e serviços, produzindo efeitos sobre outras atividades econômicas dos municípios envolvidos.
A ampliação do acesso ao crédito para pequenas e médias indústrias também integra o conjunto de medidas. Esse segmento desempenha papel na diversificação das cadeias produtivas e poderá participar do processo de expansão industrial previsto para o interior do estado.
Governo relaciona proposta aos indicadores sociais e de emprego
Os indicadores apresentados pelo governo para o período da atual gestão apontam redução da proporção de pessoas em situação de extrema pobreza de 15% para 6,9%. Conforme os números divulgados, 1,1 milhão de pessoas deixaram essa condição durante o período considerado.
No mercado de trabalho, os dados apresentados indicam taxa de desemprego de 8,7%, apontada como o menor resultado da série histórica da Bahia. O estado também registrou expansão do emprego com carteira assinada durante o período iniciado em 2023.
Segundo os números apresentados, a Bahia alcançou 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada em 2025 e acumulou mais de 307 mil empregos formais desde 2023. O estado também aparece, nesses indicadores, na liderança do Nordeste em geração de postos formais de trabalho.
Economia baiana cresceu 8,2% entre 2023 e 2025
A estratégia de expansão industrial é apresentada em um cenário no qual a economia da Bahia registrou crescimento acumulado de 8,2% entre 2023 e 2025, correspondente a uma média aproximada de 2,7% ao ano.
Entre os empreendimentos relacionados à expansão da atividade industrial está a BYD, instalada em Camaçari. Conforme os dados apresentados, a operação da fabricante de veículos resultou na geração de cerca de 5 mil empregos diretos, ampliando a atividade da indústria automotiva no estado.
Outro empreendimento citado é o Estaleiro Enseada, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano. Retomado em 2025, o complexo passou a operar com cerca de 600 empregos diretos e possibilidade de alcançar até 900 empregos indiretos, com efeitos sobre atividades comerciais e de serviços nos municípios da região.
Distritos e parques industriais integram proposta para os próximos quatro anos
A criação de novos distritos e parques industriais deverá funcionar como um dos instrumentos para a distribuição regional dos investimentos. A proposta considera a oferta de infraestrutura destinada à instalação de empreendimentos e a utilização de incentivos para ampliar a atratividade econômica de municípios do interior.
O desenho também prevê políticas direcionadas às pequenas e médias empresas industriais. O acesso ao crédito poderá ser utilizado para implantação, expansão e modernização de unidades produtivas, dependendo das regras dos programas que forem estabelecidos durante a execução das medidas.
A implementação da estratégia exigirá a definição dos municípios e Territórios de Identidade contemplados, dos critérios para concessão dos incentivos, das fontes de financiamento e dos investimentos necessários para estruturação dos novos distritos e parques industriais.
Competitividade e distribuição dos investimentos entram no debate econômico
Os indicadores apresentados pelo governo também apontam avanço da Bahia no ranking de competitividade dos estados. Segundo os dados utilizados na apresentação do plano, o estado aparece como o segundo que mais avançou na classificação.
A proposta de interiorização acrescenta uma dimensão territorial à política industrial. Além de atrair empreendimentos, o planejamento pretende distribuir unidades produtivas entre diferentes regiões, especialmente aquelas com menor concentração industrial e disponibilidade mais restrita de empregos formais.
A efetividade da política dependerá, ao longo dos próximos quatro anos, da transformação das diretrizes previstas no plano em programas, investimentos, linhas de financiamento e projetos industriais. Também deverão ser acompanhados indicadores como empregos efetivamente criados, investimentos realizados, número de empresas instaladas, distribuição territorial dos projetos e impacto econômico nos municípios atendidos.








Deixe um comentário