O governador da Bahia e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues reafirmou, nesta quinta-feira (20/08/2026), o compromisso de ampliar o ensino em tempo integral e avançar para a universalização do modelo na rede estadual, ao mesmo tempo em que destacou a redução do abandono entre estudantes do ensino médio. Em entrevistas concedidas a uma rádio e a um blog, o governador afirmou que a prioridade de sua política educacional é garantir o acesso e a permanência de crianças e jovens na escola até a conclusão dos estudos. Segundo os dados apresentados por Jerônimo, a taxa de abandono no ensino médio caiu de 13% em 2022 para 3,1% em 2025, enquanto o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) avançou de 3,5 para 3,8, resultado que classificou como o melhor da série histórica.
Jerônimo associa permanência escolar à qualidade do ensino
Ao apresentar a educação como uma das prioridades de sua gestão e de sua proposta para um eventual novo mandato, Jerônimo relacionou sua trajetória pessoal e profissional à defesa da escola pública.
“Eu sou pai, tenho um filho que faz universidade, sou professor e governador. São funções que se dirigem para um mesmo foco: a melhoria da qualidade do ensino para os nossos jovens”, afirmou.
O governador sustentou que a redução do abandono escolar deve ser analisada em conjunto com a evolução da aprendizagem e com as condições oferecidas para que os estudantes permaneçam no ambiente educacional. Nesse contexto, apresentou a expansão do tempo integral como instrumento para ampliar o período de permanência dos alunos na escola.
De acordo com Jerônimo, a política não deve se limitar ao aumento da carga horária. Ele defendeu que o tempo adicional na unidade escolar esteja relacionado à qualidade do ensino e a currículos capazes de estabelecer conexão com a realidade dos estudantes.
“O tema do tempo integral é tão importante porque guarda, protege o menino e a menina mais tempo na escola. A minha regra, a minha determinação no governo, é que nenhuma criança e nenhum jovem fique fora da escola”, declarou.
Abandono escolar cai de 13% para 3,1%, segundo dados apresentados pelo governador
Entre os números destacados durante as entrevistas, Jerônimo afirmou que a taxa de abandono no ensino médio baiano passou de 13% em 2022 para 3,1% em 2025.
A diferença corresponde a uma redução de 9,9 pontos percentuais entre os dois indicadores apresentados. A evolução foi utilizada pelo governador para sustentar a defesa das políticas destinadas à permanência dos estudantes na rede de ensino.
No mesmo período mencionado durante a entrevista, Jerônimo afirmou que o Ideb avançou de 3,5 para 3,8. Segundo o governador, a nota mais recente constitui o melhor resultado da série histórica considerada.
Os dois indicadores foram apresentados como dimensões complementares da política educacional: de um lado, a capacidade de reduzir a saída prematura dos estudantes; de outro, o desafio de elevar a qualidade da aprendizagem.
A declaração coloca a permanência escolar no centro do debate sobre o desempenho da educação pública. A redução do abandono significa que uma proporção maior de estudantes continua vinculada à escola, mas o próprio discurso do governador reconhece que permanência e aprendizagem precisam avançar conjuntamente.
Ensino em tempo integral integra proposta de continuidade da gestão
Como candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues vinculou a ampliação do modelo de tempo integral às prioridades de sua proposta para a educação.
A defesa apresentada nas entrevistas parte do entendimento de que uma jornada escolar ampliada pode oferecer maior proteção aos estudantes e ampliar as possibilidades pedagógicas, desde que esteja acompanhada de qualidade educacional e de conteúdos relacionados à realidade social dos jovens.
Ao afirmar que sua determinação é não deixar crianças e adolescentes fora da escola, o governador também situou a busca ativa e a permanência escolar como objetivos administrativos que ultrapassam a discussão exclusivamente estrutural sobre construção ou ampliação de unidades.
O compromisso político apresentado é, portanto, duplo: ampliar a presença do ensino integral na rede e preservar a redução registrada nos indicadores de abandono, buscando simultaneamente avanço nos resultados educacionais.
Jerônimo defende educação fora da polarização política
Durante as entrevistas, o governador também abordou o debate político em torno das políticas educacionais e defendeu maior articulação entre diferentes esferas administrativas.
“A gente precisa tirar essa pauta da educação de ser esquerda ou direita. Podemos fazer a crítica, mas precisamos de união”, afirmou.
A declaração foi feita em meio à abordagem das condições da educação em Salvador e à defesa de cooperação institucional entre Governo Federal, Governo do Estado e municípios.
No programa de governo mencionado pelo candidato, está prevista a cooperação entre os diferentes níveis da administração pública para ampliar a disponibilidade de vagas em creches e escolas de educação infantil em todo o território baiano.
A proposta coloca a articulação federativa como um dos instrumentos para enfrentar déficits de atendimento, especialmente em uma etapa educacional cuja oferta depende diretamente das administrações municipais.
Salvador entra no debate por déficit de vagas em creches
Ao tratar especificamente da capital baiana, Jerônimo criticou a situação do atendimento educacional municipal e mencionou o número de crianças que aguardariam ingresso em creches e unidades de educação infantil.
Um documento oficial da Prefeitura de Salvador apontou a existência de 6.096 crianças aguardando vagas em creches e escolas da educação infantil.
O número foi empregado no debate para sustentar a necessidade de ampliação da capacidade de atendimento da rede municipal e reforçar a proposta de cooperação entre Estado, União e municípios.
A educação infantil ocupa uma posição distinta da rede estadual de ensino médio abordada anteriormente pelo governador. Por essa razão, os indicadores colocados no debate envolvem responsabilidades administrativas diferentes e exigem articulação entre os entes federativos para políticas que pretendam integrar expansão de vagas, permanência e continuidade da trajetória escolar.
Governador critica alimentação oferecida em escola de Salvador
Outro ponto abordado por Jerônimo foi a alimentação escolar na rede municipal da capital.
O governador relatou ter tomado conhecimento de uma situação apresentada por uma professora e classificou a cena como “muito triste”.
“Ontem eu vi uma cena muito triste e fiquei com aquilo na minha cabeça. Uma professora apresentou o que estava sendo oferecido na alimentação escolar de Salvador: três torradas, com alguma coisa parecendo uma goiabada por cima e um suco bastante ralo. Não é justo. Aquilo não alimenta, aquilo não sustenta”, declarou.
A manifestação constitui uma crítica do governador baseada no episódio que afirmou ter visto. O conteúdo fornecido não identifica a unidade escolar em que a refeição teria sido oferecida nem apresenta informações adicionais sobre o cardápio, a circunstância do registro ou eventual manifestação da administração municipal sobre o caso.
A declaração introduz no debate educacional uma dimensão que ultrapassa a aprendizagem em sala de aula. A alimentação escolar integra as condições de permanência do estudante e, por isso, relaciona-se diretamente à discussão apresentada por Jerônimo sobre frequência e continuidade dos estudos.
Educação ganha dimensão política na disputa eleitoral
A condição de candidato à reeleição transforma os indicadores e compromissos apresentados pelo governador em elementos também relacionados ao debate eleitoral.
Jerônimo utilizou os dados sobre abandono escolar e Ideb para apresentar resultados associados à educação estadual e, simultaneamente, estabeleceu como prioridade futura a expansão do ensino em tempo integral.
Ao abordar Salvador, porém, o governador deslocou parte do debate para a responsabilidade municipal, mencionando a demanda por vagas na educação infantil e criticando um episódio envolvendo alimentação escolar.
Essa distinção é relevante porque os diferentes níveis e etapas da educação básica não são administrados integralmente pelo mesmo ente público. A discussão apresentada pelo candidato combina, portanto, resultados atribuídos à rede estadual, propostas de cooperação federativa e críticas relacionadas à rede municipal da capital.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 2022 — Segundo os indicadores apresentados por Jerônimo Rodrigues, a taxa de abandono no ensino médio estava em 13%, enquanto o Ideb utilizado na comparação feita pelo governador era de 3,5. Os dados constituem a referência inicial empregada para avaliar a evolução posterior.
- 2025 — De acordo com os números citados nas entrevistas, a taxa de abandono no ensino médio chegou a 3,1%, uma redução de 9,9 pontos percentuais em relação ao indicador de 2022 apresentado pelo governador. O Ideb atingiu 3,8, resultado descrito por Jerônimo como o melhor da série histórica.
- 2026 — período eleitoral — Como candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues incluiu em seu programa de governo a cooperação com os governos federal e municipais para ampliar vagas em creches e escolas de educação infantil na Bahia.
- 20/08/2026 — Em entrevistas a uma rádio e a um blog, Jerônimo reafirmou o compromisso com a ampliação e a universalização do ensino em tempo integral, relacionou o modelo à permanência dos estudantes, apresentou os indicadores de abandono e Ideb e defendeu que a educação seja tratada acima da polarização entre esquerda e direita.
- 20/08/2026 — Ao abordar Salvador, o governador mencionou um documento oficial segundo o qual 6.096 crianças aguardam vagas em creches e escolas de educação infantil e criticou um episódio envolvendo alimentação oferecida em uma escola da capital.








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