A divulgação, nesta quarta-feira (12/08/2026), de novos trechos do livro “Eu disse não! — Uma trincheira antigolpista”, do tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, acrescentou detalhes sobre as reuniões realizadas no Palácio da Alvorada após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022. Segundo o ex-comandante da Aeronáutica, o então presidente tentou pressioná-lo ao afirmar: “BJ, eu já te dei dois cartões amarelos”. A obra, com lançamento previsto para 15/09/2026 pela Autêntica Editora, apresenta a versão do militar sobre as disputas internas nas Forças Armadas, a resistência a medidas de exceção e a estratégia adotada para garantir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro de 2023.
O episódio dos “cartões amarelos” não possui, até o momento, gravação ou registro documental público independente. A frase é apresentada como relato direto de Baptista Junior, testemunha dos encontros e personagem central da crise. O contexto descrito no livro, contudo, coincide com depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de documentos examinados na Ação Penal 2.668, que resultou na condenação de Bolsonaro e de integrantes do núcleo central da tentativa de golpe.
O livro possui valor documental por ser o primeiro relato extenso de um integrante da cúpula militar que participou diretamente das reuniões posteriores à eleição de 2022. Sua tese reforça uma conclusão incômoda: o respeito ao resultado das urnas, embora fosse dever constitucional elementar, dependeu também da recusa concreta de comandantes que detinham capacidade operacional. O cumprimento da Constituição não deve ser tratado como concessão heroica, mas a dimensão das pressões relatadas torna indispensável registrar quem resistiu, quem hesitou e quem aderiu.
Como toda memória de protagonista, a narrativa também cumpre uma função de autointerpretação. Baptista Junior procura explicar sua presença nas reuniões como parte de uma “defesa elástica” e construir a imagem de uma trincheira legalista. A relevância pública está na exposição da fragilidade do controle civil sobre as Forças Armadas e na demonstração de que propostas de ruptura circularam no nível mais elevado do governo.
Entenda o contexto da narrativa
“Dois cartões amarelos” seriam recado contra posições legalistas
De acordo com o trecho publicado pelo SBT News, Bolsonaro dirigiu a advertência a Baptista Junior durante uma reunião realizada em novembro de 2022, quando o ex-presidente permanecia no Palácio da Alvorada e recebia ministros e comandantes militares para discutir o cenário criado por sua derrota nas urnas.
O brigadeiro afirma ter interpretado a declaração como uma tentativa de constrangê-lo pelas manifestações públicas em que assegurara o respeito ao resultado eleitoral. Na metáfora do futebol, dois cartões amarelos equivalem à expulsão, o que conferia ao recado um sentido de advertência sobre sua permanência no comando da Aeronáutica.
A identificação documental das duas manifestações mencionadas no livro ainda não está inteiramente esclarecida. Dois posicionamentos públicos, entretanto, são compatíveis com a interpretação apresentada pelo militar.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada em 30/01/2022, Baptista Junior declarou: “Nós prestaremos continência a qualquer comandante supremo das Forças Armadas, sempre”. A manifestação e sua repercussão foram registradas pelo Jornal Grande Bahia (JGB).
Em 23/05/2022, durante encontro com jornalistas, o comandante voltou a afirmar que a Força Aérea Brasileira (FAB) era legalista e cumpriria a legislação independentemente do vencedor da eleição. A declaração foi publicada pelo UOL. As informações reunidas pelo JGB comprovam a existência de ao menos duas manifestações legalistas anteriores à votação.
Crise militar de 2021 antecedeu tensão eleitoral
O recorte temporal informado pela editora começa no início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a pandemia de Covid-19 e chega à crise militar de março de 2021. Naquele momento, o presidente substituiu Fernando Azevedo e Silva no Ministério da Defesa pelo general Walter Braga Netto.
Em seguida, deixaram seus cargos os comandantes Edson Leal Pujol, do Exército; Ilques Barbosa Junior, da Marinha; e Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica. A saída conjunta, sem mudança de governo, não tinha precedente desde a redemocratização.
Para substituir a cúpula, foram indicados Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira para o Exército, Almir Garnier Santos para a Marinha e Baptista Junior para a Aeronáutica. Paulo Sérgio tornou-se ministro da Defesa em março de 2022, sendo sucedido no Exército pelo general Marco Antônio Freire Gomes.
Segundo a apresentação editorial, o livro procura mostrar como aquele rearranjo produziu efeitos na crise de 2022. A composição que passou a discutir o cenário político após a eleição reunia Baptista Junior, Freire Gomes, Garnier e Paulo Sérgio. O autor chama informalmente esse núcleo de “grupo dos quatro”.
Derrota de Bolsonaro ampliou reuniões no Alvorada
O segundo turno presidencial ocorreu em 30/10/2022. Na totalização definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula obteve 60.345.999 votos, equivalentes a 50,90% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro recebeu 58.206.354 votos, ou 49,10%. Os números constam do resultado oficial divulgado pelo TSE.
Em trecho antecipado pela imprensa, Baptista Junior recorda uma reunião em 1º/11/2022, quando ministros, comandantes e aliados foram ao Alvorada. Bolsonaro realizou um breve pronunciamento, agradeceu aos eleitores e não reconheceu expressamente a vitória de Lula, embora tenha afirmado que continuaria cumprindo a Constituição.
Os chefes militares decidiram não acompanhar o presidente durante a declaração pública. Conforme a versão do autor, a decisão buscou preservar a neutralidade institucional e impedir que os comandantes fossem associados a um ato político.
Baptista Junior interpreta que o pronunciamento não encerrou a contestação eleitoral. Ao atribuir os protestos à sensação de injustiça dos apoiadores, Bolsonaro teria deixado aberta a mobilização que alimentou bloqueios rodoviários e acampamentos diante de instalações militares.
“Defesa elástica” teria sido usada para ganhar tempo
Um dos elementos centrais revelados pela obra é a estratégia que Baptista Junior afirma ter acertado com Freire Gomes. Os dois teriam recorrido ao conceito militar de defesa elástica, pelo qual se cede espaço para obter tempo, reduzir a intensidade de uma ofensiva e preservar posições fundamentais.
Aplicada à crise política, a tática consistiria em participar de reuniões prolongadas, escutar propostas e evitar confrontos precipitados, enquanto o calendário avançava em direção à posse de Lula. O objetivo, segundo o ex-comandante da FAB, era impedir uma decisão abrupta e tornar progressivamente inviáveis as alternativas de ruptura.
A tese oferece uma explicação para a presença reiterada de chefes legalistas em reuniões nas quais eram discutidas medidas incompatíveis com a normalidade constitucional. Ao mesmo tempo, essa descrição deverá ser examinada à luz do conteúdo integral da obra e dos documentos judiciais: a permanência em encontros desse tipo pode ser interpretada tanto como tentativa de contenção quanto como risco de normalização de propostas antidemocráticas.
Divergências entre Exército, Aeronáutica e Marinha
O livro atribui posições distintas aos três comandantes militares. Baptista Junior sustenta que ele e Freire Gomes mantiveram resistência às alternativas de exceção, enquanto Almir Garnier buscava obter o apoio do Exército.
Segundo o autor, Garnier teria avaliado que uma ruptura não dependeria da unanimidade das Forças, mas do apoio de ao menos duas delas. O almirante também teria afirmado que a Marinha necessitava da adesão do Exército porque seus aproximadamente 14 mil fuzileiros navais não seriam suficientes e porque a Aeronáutica poderia ser dispensada por “não ter tropas”.
Essa é a versão de Baptista Junior. Em seu interrogatório no STF, em 10/06/2025, Garnier negou ter colocado tropas à disposição de Bolsonaro ou ter empregado essa expressão. O almirante sustentou que permaneceu dentro de suas atribuições institucionais e contestou os relatos dos antigos colegas de comando.
A posição de Garnier acabou examinada no conjunto probatório da Ação Penal 2.668. Em 11/09/2025, ele foi condenado pelo STF a 24 anos de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe, incluindo organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Reuniões de 7 e 14 de dezembro entraram na ação penal
Os depoimentos de Baptista Junior e Freire Gomes tiveram especial importância para a reconstrução de dois encontros. O primeiro ocorreu em 07/12/2022, no Palácio da Alvorada, quando Bolsonaro apresentou considerações sobre medidas como estado de defesa, estado de sítio e Garantia da Lei e da Ordem.
O segundo foi realizado em 14/12/2022, no Ministério da Defesa. Baptista Junior afirmou que Paulo Sérgio Nogueira apresentou aos comandantes um documento destinado a impedir a posse do governo eleito. Ao compreender o conteúdo, teria se recusado a receber o texto e deixado a reunião.
O relato foi abordado pelo JGB na reportagem sobre o depoimento de Baptista Junior ao STF. Segundo o brigadeiro, Freire Gomes também rejeitou a proposta e chegou a advertir Bolsonaro de que teria de prendê-lo caso insistisse em medidas contra o regime democrático.
A formulação exata da advertência foi objeto de versões parcialmente diferentes. Baptista Junior atribuiu ao general a frase direta sobre a prisão, enquanto Freire Gomes rejeitou caracterizar sua manifestação como ameaça. Ambos, porém, apresentaram-se como contrários à ruptura institucional.
Paulo Sérgio Nogueira também negou ter oferecido uma minuta golpista aos comandantes. Em seu interrogatório, afirmou que a reunião de 14/12/2022 buscava preservar a coesão das Forças e encerrar as discussões sobre medidas de exceção. O STF não acolheu essa versão como suficiente para afastar sua responsabilidade e o condenou a 19 anos de prisão.
Condenação de Bolsonaro transformou parte do relato em matéria julgada
A publicação do livro ocorre depois da conclusão judicial do processo contra o núcleo central da tentativa de golpe. Em 11/09/2025, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro, por maioria de quatro votos a um, a 27 anos e três meses de prisão.
A Corte o considerou líder de uma organização criminosa armada e o condenou por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O acórdão da Ação Penal 2.668 foi publicado em 22/10/2025.
Durante o julgamento, a defesa de Bolsonaro negou a existência de uma ordem para executar um golpe, sustentou que nenhum decreto foi assinado e argumentou que as conversas sobre instrumentos previstos na Constituição não constituíam crime. O ministro Luiz Fux abriu divergência e votou pela absolvição do ex-presidente, mas ficou vencido.
Com o esgotamento dos recursos ordinários, o STF determinou o cumprimento das penas em 25/11/2025. A defesa apresentou uma revisão criminal em 12/05/2026, medida que busca desconstituir a condenação, mas que não altera automaticamente a validade do julgamento.
Em 03/02/2026, o Ministério Público Militar apresentou ao Superior Tribunal Militar representações para declaração de indignidade para o oficialato contra Bolsonaro, Garnier, Paulo Sérgio, Walter Braga Netto e Augusto Heleno. Conforme a nota oficial do Ministério Público Militar, cabe ao STM decidir sobre a permanência dos condenados nos respectivos postos e patentes, sem reexaminar o mérito da condenação criminal.
Estrutura da obra e capítulos conhecidos
A Autêntica Editora ainda não disponibilizou publicamente o sumário completo nem os títulos formais dos capítulos. Por esse motivo, não é possível relacionar os capítulos pelo nome sem acesso ao exemplar integral.
A apresentação oficial da obra e os trechos divulgados permitem, entretanto, identificar os principais núcleos narrativos.
Governo Bolsonaro, pandemia e crise militar
O primeiro núcleo remonta a 2019, acompanha a presença crescente de militares no governo e aborda a pandemia de Covid-19. A narrativa conduz à substituição do ministro da Defesa e dos três comandantes das Forças em 2021, episódio que antecedeu a ascensão de Baptista Junior ao comando da FAB.
Pressão sobre as eleições de 2022
O segundo núcleo trata da relação entre as Forças Armadas e o sistema eleitoral, das declarações públicas do comandante sobre a legalidade do pleito e do aumento das tensões à medida que a possibilidade de derrota de Bolsonaro se consolidava.
Derrota eleitoral e reuniões no Alvorada
O terceiro conjunto concentra os episódios posteriores a 30/10/2022, incluindo a reunião de 1º de novembro, o recado dos “cartões amarelos”, a formação do “grupo dos quatro” e as sucessivas discussões entre Bolsonaro, o ministro da Defesa e os comandantes.
Minutas, medidas de exceção e resistência militar
Outro núcleo aborda as propostas de estado de defesa, estado de sítio e Garantia da Lei e da Ordem, as reuniões de 7 e 14 de dezembro e as posições divergentes de Exército, Marinha e Aeronáutica.
Transição presidencial e 8 de Janeiro
A parte final acompanha o avanço do calendário até a posse de Lula e relaciona a contestação do resultado eleitoral aos atos de 08/01/2023. A editora apresenta esses ataques como o desfecho da crise institucional descrita pelo autor, embora Baptista Junior já estivesse concluindo sua passagem pelo comando da FAB naquele período.
Tese central: ruptura fracassou por decisões tomadas no comando
A principal tese de Baptista Junior é que a continuidade democrática não resultou de um mecanismo automático. Segundo sua interpretação, o fracasso do projeto de ruptura dependeu de decisões individuais tomadas por oficiais que ocupavam posições estratégicas.
O autor coloca a recusa da Aeronáutica e do Exército como fator decisivo para inviabilizar a adesão militar necessária à execução das medidas de exceção. Essa interpretação coincide, em parte, com a conclusão da Polícia Federal e com o julgamento do STF, segundo os quais a tentativa não avançou como pretendido porque Bolsonaro não obteve apoio suficiente nos altos comandos.
A segunda tese da obra é memorial. Baptista Junior afirma ter decidido escrever após constatar que uma parcela expressiva da sociedade continuava a negar o resultado eleitoral e a admitir uma intervenção militar. Ele cita pesquisa AtlasIntel segundo a qual 39,7% dos entrevistados não acreditavam na vitória de Lula e 36,8% apoiavam uma intervenção que anulasse a eleição.
O livro apresenta-se, assim, não apenas como relato autobiográfico, mas como intervenção na disputa sobre a memória de 2022. A intenção declarada é registrar os acontecimentos para as gerações futuras e demonstrar a gravidade das pressões sofridas pela ordem constitucional.
Livro terá 240 páginas e lançamento em setembro
“Eu disse não! — Uma trincheira antigolpista” será lançado na terça-feira, 15/09/2026, durante o período da campanha eleitoral de 2026. A proximidade com o pleito amplia a repercussão política da obra, embora não constitua, por si só, prova de finalidade eleitoral por parte do autor ou da editora.
A edição física possui 240 páginas, formato de 14 por 21 centímetros, acabamento em brochura e ISBN 978-65-5928-789-5. O preço informado pela editora é de R$ 74,90 para o livro impresso e R$ 52,90 para a edição digital. Por ter sido escrito por um protagonista, o livro deve ser compreendido como fonte testemunhal primária.
Quem é Carlos de Almeida Baptista Junior
Carlos de Almeida Baptista Junior ingressou na Força Aérea em 1975, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, e construiu uma carreira de quase cinco décadas. Piloto de caça, acumulou mais de 4.500 horas de voo e ocupou diferentes posições de comando antes de chegar ao posto mais elevado da Aeronáutica.
Ele assumiu a FAB em abril de 2021, durante uma crise provocada pela substituição do ministro da Defesa e pela saída simultânea dos comandantes das três Forças. Permaneceu no cargo até janeiro de 2023, quando transmitiu o comando ao tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, escolhido pelo governo Lula.
Baptista Junior é filho de Carlos de Almeida Baptista, que comandou a Aeronáutica entre 1999 e 2003. Quando foi nomeado por Bolsonaro, o oficial era frequentemente apontado como o integrante da cúpula militar mais próximo do então presidente, percepção associada a manifestações políticas em redes sociais e à sua atuação durante a CPI da Covid-19.
Em julho de 2021, o brigadeiro subscreveu, com o ministro da Defesa e os demais comandantes, uma nota de reação às declarações do senador Omar Aziz, então presidente da CPI. Em entrevista posterior, usou a expressão “homem armado não faz ameaça”, declaração criticada por ter sido interpretada como inadequada à subordinação das Forças Armadas ao poder civil.
Esse antecedente é relevante porque a trajetória narrada no livro não parte de um antagonismo permanente entre o oficial e o governo Bolsonaro. A obra descreve um processo de aumento das divergências, sobretudo quando a possibilidade de derrota eleitoral passou a ser acompanhada por pressões sobre o sistema de votação e por discussões sobre instrumentos de exceção.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 2019 — Início do governo Jair Bolsonaro e do período abrangido pela narrativa; a participação de militares na administração federal torna-se um dos antecedentes da crise.
- 29 a 31/03/2021 — Fernando Azevedo e Silva deixa o Ministério da Defesa e os três comandantes das Forças saem dos cargos; Walter Braga Netto assume a pasta e novos chefes militares são anunciados.
- Abril de 2021 — Carlos de Almeida Baptista Junior assume o comando da Aeronáutica, com Paulo Sérgio Nogueira no Exército e Almir Garnier na Marinha.
- Julho de 2021 — Baptista Junior participa da reação da cúpula militar às declarações da CPI da Covid-19; sua conduta reforça a percepção pública de proximidade com o governo Bolsonaro.
- 30/01/2022 — Em entrevista à Folha de S.Paulo, o comandante declara que as Forças Armadas prestarão continência a qualquer presidente eleito.
- 23/05/2022 — Baptista Junior afirma a jornalistas que a FAB é legalista e cumprirá a lei independentemente do resultado eleitoral.
- 30/10/2022 — Lula vence o segundo turno com 50,90% dos votos válidos; Bolsonaro obtém 49,10%.
- 01/11/2022 — Bolsonaro realiza pronunciamento no Alvorada sem reconhecer expressamente a vitória de Lula; comandantes militares evitam acompanhar o ato político.
- Novembro de 2022 — Segundo Baptista Junior, Bolsonaro afirma que já lhe havia dado “dois cartões amarelos”; o brigadeiro interpreta a frase como pressão sobre suas posições legalistas.
- 07/12/2022 — Reunião no Palácio da Alvorada discute medidas como estado de defesa, estado de sítio e Garantia da Lei e da Ordem.
- 14/12/2022 — Novo encontro ocorre no Ministério da Defesa; Baptista Junior relata ter rejeitado um documento que impediria a posse do governo eleito.
- 30/12/2022 a janeiro de 2023 — Ocorrem as substituições nos comandos militares; Baptista Junior entrega a chefia da FAB a Marcelo Kanitz Damasceno.
- 01/01/2023 — Luiz Inácio Lula da Silva toma posse para o terceiro mandato presidencial.
- 08/01/2023 — Invasores atacam e depredam as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF.
- 22/02/2024 — Baptista Junior e Freire Gomes prestam depoimentos à Polícia Federal sobre as reuniões e as propostas de ruptura.
- 21/05/2025 — O ex-comandante da Aeronáutica depõe como testemunha na Ação Penal 2.668 e reafirma sua versão sobre Bolsonaro, Freire Gomes e Garnier.
- 11/09/2025 — O STF condena Bolsonaro a 27 anos e três meses, Garnier a 24 anos e Paulo Sérgio a 19 anos, entre outras penas aplicadas ao núcleo central.
- 03/02/2026 — O Ministério Público Militar apresenta ao STM representações sobre a perda de postos e patentes dos oficiais condenados.
- Agosto de 2026 — Trechos do livro e o episódio dos “dois cartões amarelos” são divulgados pela imprensa.
- 15/09/2026 — Data prevista para o lançamento de “Eu disse não! — Uma trincheira antigolpista”.








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