ONU pede US$ 148 milhões para resposta ao terremoto na Colômbia, que afetou 280 mil pessoas

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, na sexta-feira (21/08/2026), um plano de resposta ao terremoto que atingiu a Colômbia e solicitou US$ 148 milhões para ações humanitárias de emergência. Segundo dados oficiais do governo colombiano, 319 pessoas morreram e aproximadamente 280 mil foram afetadas pelo sismo, que destruiu mais de 31 mil casas e provocou danos em outras estruturas, incluindo escolas, centros comunitários e unidades de saúde.

Do total solicitado pela ONU, US$ 82 milhões são destinados às prioridades máximas, com o objetivo de atender cerca de 127 mil pessoas consideradas em situação de alta vulnerabilidade. O plano prevê ações nas áreas de saúde, alimentação e nutrição, abrigo, água, saneamento e higiene, educação de emergência e proteção.

O terremoto ocorreu 11 dias antes do lançamento do plano e agravou uma situação humanitária que já era marcada por dificuldades relacionadas ao conflito armado e ao acesso limitado a serviços básicos. As áreas rurais e a região da costa do Pacífico, onde fica o epicentro do tremor, estão entre as regiões afetadas pela emergência.

ONU complementa resposta das autoridades colombianas

A equipe humanitária da ONU na Colômbia informou que o plano foi estruturado para complementar as ações das autoridades nacionais e locais. O documento funciona como um adendo ao plano de resposta às necessidades humanitárias já existente no país, direcionando recursos adicionais para as áreas atingidas pelo terremoto.

Em Genebra, o representante do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Jens Laerke, explicou que o organismo recebeu, pouco depois do terremoto, uma solicitação do governo colombiano para apoiar a mobilização de recursos e a coordenação dos esforços humanitários.

A equipe da ONU iniciou o atendimento às necessidades imediatas antes mesmo da conclusão do plano de resposta. Segundo Laerke, essa atuação antecipada é necessária porque a elaboração do documento depende de avaliações de danos, levantamento das necessidades humanitárias, consultas às autoridades e articulação entre os diferentes atores envolvidos.

US$ 35 milhões já foram recebidos para a emergência

O plano de resposta ao terremoto está inserido em um contexto humanitário mais amplo. A previsão anual da ONU para as necessidades humanitárias na Colômbia é de aproximadamente US$ 472 milhões, valor que, no momento da divulgação do novo apelo, apresentava 62% de financiamento.

Para a emergência provocada pelo terremoto, a ONU informou já ter recebido US$ 35 milhões de doadores. O montante representa recursos destinados especificamente às ações relacionadas ao desastre e será utilizado de acordo com as prioridades identificadas pelas equipes humanitárias em conjunto com as autoridades.

Além dos recursos provenientes dos doadores, o Fundo Central de Resposta a Emergências (Cerf) destinou US$ 5 milhões para intervenções consideradas vitais e imediatas. A verba integra os mecanismos de financiamento utilizados pela ONU para responder rapidamente a crises humanitárias.

Saúde, abrigo e alimentação estão entre as prioridades

A assistência à saúde está entre as necessidades prioritárias identificadas pela equipe humanitária. O terremoto também comprometeu moradias e estruturas comunitárias, aumentando a demanda por abrigo temporário, água potável, saneamento e condições adequadas de higiene para as famílias atingidas.

A segurança alimentar e a nutrição também fazem parte das áreas previstas no plano, assim como a continuidade das atividades educacionais. A ONU incluiu ainda ações de proteção para atender pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente da emergência e das condições humanitárias preexistentes.

O impacto sobre a infraestrutura amplia a necessidade de assistência em diferentes setores. Mais de 31 mil casas foram destruídas, enquanto milhares de outras sofreram danos. Escolas, centros comunitários e unidades de saúde também foram atingidos, comprometendo serviços essenciais para as comunidades afetadas.

Costa do Pacífico concentra impactos em meio a desafios humanitários

A região da costa do Pacífico, apontada como área do epicentro, enfrenta dificuldades adicionais relacionadas ao acesso a serviços básicos e à situação humanitária provocada pelo conflito armado. A emergência sísmica passou a se sobrepor a essas vulnerabilidades já existentes.

Milhares de famílias que viviam nessas condições passaram a necessitar de assistência adicional após o terremoto. A combinação entre danos materiais, deslocamentos e limitações de acesso exige coordenação entre as autoridades colombianas, organizações humanitárias e demais instituições envolvidas na resposta.

Em Quibdó, no departamento de Chocó, estruturas existentes foram adaptadas para receber famílias afetadas. O Coliseu de Boxe, por exemplo, passou a funcionar como abrigo temporário, oferecendo espaço para pessoas que perderam suas moradias ou não puderam permanecer em suas residências após o tremor.

Avaliações definem distribuição dos recursos

A definição das prioridades do plano depende de avaliações realizadas pelas equipes humanitárias em campo. O trabalho inclui o levantamento dos danos provocados pelo terremoto, a identificação das necessidades das populações afetadas e a análise da capacidade de resposta disponível em cada localidade.

O processo também envolve diálogo com o governo colombiano e autoridades locais. A partir dessas informações, a ONU e os parceiros humanitários estabelecem as áreas que precisam de maior apoio e definem a aplicação dos recursos mobilizados.

O objetivo do apelo de US$ 148 milhões é ampliar a capacidade de atendimento à população afetada e apoiar as ações conduzidas pelas autoridades. A ONU informou que a resposta continuará sendo ajustada conforme novas avaliações indiquem mudanças nas necessidades humanitárias.

Resposta humanitária acompanha evolução da emergência

O terremoto atingiu a Colômbia em um momento de necessidades humanitárias preexistentes, especialmente em áreas rurais e na costa do Pacífico. A ocorrência do desastre aumentou a demanda por serviços básicos e assistência para famílias que já enfrentavam restrições de acesso a recursos e infraestrutura.

Segundo os dados divulgados pelas autoridades colombianas, 319 pessoas morreram e cerca de 280 mil foram afetadas. Os danos materiais incluem mais de 31 mil casas destruídas, além de impactos em escolas, centros comunitários e unidades de saúde.

A ONU informou que a mobilização de recursos e a coordenação com o governo colombiano continuarão durante a resposta à emergência. O plano busca garantir atendimento à saúde, alimentação, abrigo, água, saneamento, educação e proteção, com prioridade para aproximadamente 127 mil pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Recursos internacionais ampliam capacidade de atendimento

O apelo internacional ocorre paralelamente aos esforços nacionais e locais. A atuação da ONU inclui mobilização financeira, coordenação entre organizações humanitárias e apoio técnico para identificar as necessidades mais urgentes da população.

Até o lançamento do plano, US$ 35 milhões haviam sido recebidos de doadores, enquanto o Cerf destinou US$ 5 milhões para ações imediatas. A diferença entre os recursos já disponíveis e o valor total solicitado indica a necessidade de novas contribuições para financiar integralmente as medidas previstas.

A resposta dependerá da continuidade das avaliações de campo e da capacidade de direcionar os recursos para as comunidades mais afetadas. Para a ONU, a coordenação com as autoridades colombianas é fundamental para evitar sobreposição de ações e ampliar o alcance da assistência humanitária.

Plano prevê atendimento a 127 mil pessoas vulneráveis

A principal parcela do financiamento emergencial será direcionada às 127 mil pessoas classificadas como em situação de alta vulnerabilidade. A estratégia concentra recursos em serviços essenciais e medidas destinadas a reduzir os efeitos imediatos do desastre sobre as famílias.

O plano contempla diferentes setores porque os impactos do terremoto ultrapassam os danos às moradias. A destruição ou interrupção de serviços de saúde, educação e infraestrutura comunitária cria necessidades simultâneas de atendimento e recuperação.

Com o apelo de US$ 148 milhões, a ONU pretende ampliar a resposta à emergência e complementar as ações das autoridades colombianas. A mobilização financeira, as avaliações de danos e a coordenação entre instituições deverão orientar a aplicação dos recursos durante as próximas etapas da resposta.

*Com informações da ONU News.


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