A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, o menor percentual da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. No mesmo período, a população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, também o maior contingente já registrado pela pesquisa. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27/08/2026).
O resultado representa a entrada de 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho em relação ao período anterior. Com isso, o nível de ocupação alcançou 58,9%, indicador que corresponde à proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar.
A força de trabalho também atingiu recorde, chegando a 109,2 milhões de pessoas, considerando a soma de ocupados e desocupados. Os números integram o acompanhamento trimestral realizado pela PNAD Contínua sobre emprego, desemprego e renda no país.
Emprego formal alcança maior contingente da série
O mercado de trabalho formal apresentou crescimento no período. O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões, maior contingente registrado pela série histórica da pesquisa.
Entre os empregados do setor privado sem carteira assinada, o contingente foi estimado em 13,8 milhões de pessoas. Somados os trabalhadores com e sem carteira, o setor privado registrou 53,2 milhões de empregados, também o maior número da série histórica.
O contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,4 milhões de pessoas. Já a taxa de informalidade foi estimada em 37,5%, correspondendo a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores.
Rendimento e massa salarial registram recordes
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho. Na comparação com o trimestre anterior, o rendimento médio mensal real permaneceu estável na maior parte dos grupamentos de atividade analisados pelo IBGE.
A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 383,5 bilhões, o maior valor registrado pela série histórica. O indicador representa o total dos rendimentos recebidos habitualmente pelos trabalhadores e acompanha a evolução da renda gerada pelo mercado de trabalho.
Os resultados apontam, portanto, para um período marcado por recordes simultâneos na população ocupada, na força de trabalho, no emprego privado e na massa de rendimentos, enquanto a taxa de desocupação alcançou o menor percentual desde o início da série histórica da PNAD Contínua.
PNAD Contínua acompanha mercado de trabalho brasileiro
A PNAD Contínua é a principal pesquisa do IBGE sobre a força de trabalho no Brasil. O levantamento permite acompanhar, ao longo do tempo, indicadores relacionados ao emprego, desemprego, renda e outras condições socioeconômicas da população.
A pesquisa é realizada em domicílios de todo o território nacional e produz informações trimestrais sobre a força de trabalho. Também são divulgados dados anuais sobre temas como trabalho, cuidados de pessoas, afazeres domésticos e utilização de tecnologias.
Implantada de forma permanente em 2012, a PNAD Contínua permite comparar a evolução dos principais indicadores do mercado de trabalho brasileiro ao longo dos anos. Os dados divulgados em agosto de 2026 mostram que o trimestre encerrado em julho apresentou 5,3% de desocupação e 103,3 milhões de pessoas ocupadas, ambos em níveis recordes dentro da série histórica.








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