O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada no domingo (02/08/2026), em São Paulo (SP), que a política para terras raras e minerais críticos será tratada como prioridade em um eventual quarto mandato. O evento oficializou sua candidatura à reeleição e confirmou a manutenção da chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Em seu discurso, Lula declarou que pretende reforçar a proteção dos recursos minerais estratégicos brasileiros, afirmando que o país deve controlar a exploração dessas riquezas. Segundo o presidente, “nem chinês, nem americano, nem francês vai meter o dedo nas nossas terras raras”, ao defender que esses recursos sejam utilizados em benefício da população brasileira.
A declaração ocorre em meio às negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre as tarifas impostas por Washington. Segundo informações divulgadas anteriormente, o governo norte-americano teria pressionado o Brasil a restringir investimentos estrangeiros no setor de minerais considerados estratégicos.
Presidente inclui defesa nacional entre prioridades de eventual novo mandato
Durante a convenção, Lula afirmou que pretende ampliar os investimentos na defesa nacional, relacionando o tema à preservação da soberania brasileira.
Ao abordar o assunto, o presidente citou o caso envolvendo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mencionando que deseja preparar o país para evitar qualquer tentativa de violação da soberania nacional. Em sua fala, declarou: “Eu quero estar preparado para que ninguém invada este país.”
O presidente também defendeu que partidos de esquerda ampliem o debate sobre políticas de defesa e afirmou que o tema deve integrar as prioridades estratégicas de um eventual novo governo.
Lula critica redução da influência do Executivo sobre o Orçamento
Outro tema abordado durante a convenção foi a relação entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional. Lula afirmou que houve redução da capacidade de atuação do governo federal na condução do Orçamento e criticou o fortalecimento das emendas parlamentares.
Segundo o presidente, um eventual novo mandato buscará discutir mudanças na distribuição do poder orçamentário entre Executivo e Legislativo. A declaração ocorre em um contexto de ampliação da participação do Congresso na definição da execução de recursos públicos.
O tema das emendas parlamentares tem ocupado espaço no debate político nacional nos últimos anos, especialmente após alterações que ampliaram a influência do Legislativo sobre parcelas do Orçamento da União.
Convenção reúne aliados e confirma composição da chapa presidencial
A convenção contou com a presença de lideranças da base de apoio ao governo. Entre os participantes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), além das ministras Marina Silva e Simone Tebet, da deputada Benedita da Silva e do ministro Márcio França.
Durante os discursos, Alckmin destacou a importância da eleição presidencial de 2022 para o cenário político brasileiro. Já Fernando Haddad relembrou a trajetória política de Lula desde sua origem em Garanhuns (PE).
A candidatura presidencial de Lula será apoiada pela Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB), pelo PSB, pelo PDT e pela Federação PSOL/Rede, mantendo Geraldo Alckmin como candidato à Vice-Presidência da República.
*Com informações da Sputnik News.








Deixe um comentário