O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) cassou, na quinta-feira (13/08/2026), o mandato do vereador Diogo Azevedo, eleito em 2024 com 6.017 votos e apontado como o parlamentar municipal mais votado da história de Vitória da Conquista. Após o julgamento, Azevedo afirmou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), classificou o processo como resultado de “perseguição política” e criticou a falta de apoio do União Brasil, legenda da qual se desfiliou fora da janela partidária. Segundo fonte do Jornal Grande Bahia, ACM Neto tinha conhecimento e teria anuído com a ação proposta pelo suplente Alisson da Educação.
Cassação pelo TRE-BA será contestada no TSE
Diogo Azevedo afirmou ter recebido “com muita tranquilidade” a decisão do Tribunal Regional Eleitoral. Segundo o vereador, o resultado já era esperado diante da condução do processo e dos indeferimentos de requerimentos apresentados por sua defesa.
O parlamentar declarou que teria solicitado a oitiva de outras testemunhas, mas os pedidos não foram acolhidos. Embora tenha criticado esses indeferimentos, reiterou confiança no sistema judicial e anunciou a apresentação de recurso à instância superior.
“A gente confia na Justiça. A gente vai recorrer ao TSE.”
A manifestação indica que a controvérsia jurídica prosseguirá no Tribunal Superior Eleitoral. O conteúdo fornecido, entretanto, não apresenta o número do processo, o inteiro teor da decisão, os fundamentos adotados pelo colegiado nem informações sobre os efeitos imediatos do julgamento.
Vereador acusa perseguição política
Na declaração divulgada após a cassação, Azevedo sustentou que a perda do mandato estaria relacionada a uma perseguição de natureza política. Ele afirmou que sua defesa apresentou testemunhos, documentos e gravações para respaldar essa versão.
“Eu falo claramente sobre perseguição política, foi o que aconteceu. Nós provamos através de testemunhas, de documentos, de áudios.”
A afirmação constitui a versão do vereador sobre o processo. O material disponibilizado não reproduz os documentos, os áudios ou os depoimentos mencionados, o que impede a análise independente do conteúdo e do alcance probatório desses elementos.
O parlamentar também relacionou o conflito à atuação da prefeita de Vitória da Conquista. Sem mencionar o nome da gestora na transcrição, afirmou que a direção local do União Brasil estaria subordinada politicamente a ela.
“Do partido em Vitória da Conquista quem manda é a prefeita.”
Ao associar o processo a interesses políticos locais, Azevedo deslocou a controvérsia para além da discussão jurídica sobre fidelidade partidária. A declaração expõe uma ruptura dentro do grupo ao qual esteve vinculado durante mais de duas décadas e revela o grau de tensão entre o vereador e a direção política municipal da antiga legenda.
Saída do União Brasil ocorreu fora da janela partidária
A controvérsia teve origem na desfiliação de Diogo Azevedo do União Brasil, realizada fora da janela partidária. De acordo com o relato apresentado junto ao áudio, o vereador sustenta que deixou a legenda depois de receber anuência partidária e a sinalização de que a mudança não resultaria na perda do mandato por infidelidade partidária.
Apesar dessa expectativa, o suplente Alisson da Educação ingressou com a ação que resultou no julgamento do TRE-BA. Segundo fonte, coube a suposta iniciativa e que a mesma teria ocorrido com o conhecimento e a anuência de ACM Neto.
O vereador não registra menção nominal a ACM Neto nem contém a palavra “traição”. Nela, o vereador concentra as críticas na reduzida assistência que, segundo afirma, recebeu do União Brasil e no comando exercido pela prefeita sobre a estrutura partidária local.
A distinção é editorialmente relevante: a vinculação direta de ACM Neto à ação aparece na apresentação que antecede o áudio, enquanto a declaração transcrita comprova apenas que Azevedo se queixou da falta de apoio partidário e atribuiu o conflito a uma perseguição política.
Relação partidária começou em 2003
Diogo Azevedo afirmou que estava filiado desde 2003 ao grupo partidário que atualmente corresponde ao União Brasil, referindo-se também ao antigo PFL. Ao recordar essa trajetória, disse ter percebido “pouca atenção” da legenda durante o processo que poderia resultar na perda de seu mandato.
O tempo de filiação mencionado pelo vereador confere dimensão política ao rompimento. A manifestação demonstra que a disputa não se limita à interpretação das regras sobre desfiliação partidária, mas envolve o encerramento de uma relação construída durante mais de duas décadas.
Azevedo afirmou que continuará “brigando” judicialmente até o último momento. Também procurou tranquilizar apoiadores, relatando ter recebido numerosas mensagens e ligações desde a divulgação da decisão.
Eleição de 2024 deu a Azevedo votação histórica
Nas eleições municipais de 2024, Diogo Azevedo recebeu 6.017 votos. Conforme o conteúdo fornecido, o resultado fez dele o vereador mais votado da história de Vitória da Conquista.
A votação representa um dos principais elementos políticos de sua reação. Ao mencionar o trabalho desenvolvido junto à população, o parlamentar procura sustentar que a legitimidade eleitoral obtida nas urnas deve ser considerada no debate público sobre a perda do mandato.
Do ponto de vista jurídico, entretanto, a votação alcançada e a discussão sobre fidelidade partidária pertencem a planos distintos. A decisão eleitoral decorre da controvérsia sobre a desfiliação realizada fora da janela partidária, enquanto os 6.017 votos demonstram a dimensão do apoio recebido pelo vereador no pleito municipal.
Candidatura a deputado federal será mantida
Mesmo diante da cassação, Azevedo declarou que continuará candidato a deputado federal. Segundo ele, a agenda política será retomada no domingo posterior ao julgamento, com a apresentação de propostas, projetos e ações que afirma ter levado a Vitória da Conquista.
O vereador mencionou, nesse contexto, uma atuação conjunta com o deputado Tiago Correia. Ele não detalhou quais projetos ou benefícios teriam sido destinados ao município, mas afirmou que pretende apresentá-los durante a campanha.
“Mesmo assim, nós continuamos candidato a deputado federal.”
A manutenção do projeto eleitoral amplia os efeitos políticos da decisão. Além da disputa pelo mandato municipal, Azevedo pretende transformar sua defesa pública e jurídica em parte da mobilização para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em sua mensagem, o parlamentar também adotou um discurso de natureza moral e religiosa. Declarou que atua na política para “fazer o bem”, afirmou não desejar mal a ninguém e disse acreditar que a perseguição denunciada por ele não terá sucesso.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- Desde 2003: Diogo Azevedo afirma ter mantido filiação ao grupo partidário hoje organizado como União Brasil, anteriormente identificado como PFL; a referência demonstra a duração da relação política posteriormente rompida.
- 2024: Azevedo é eleito vereador de Vitória da Conquista com 6.017 votos; conforme o conteúdo fornecido, torna-se o vereador mais votado da história do município.
- Período não informado: O parlamentar deixa o União Brasil fora da janela partidária; segundo sua versão, a mudança teria ocorrido com anuência da legenda e sob a expectativa de preservação do mandato.
- Período não informado: O suplente Alisson da Educação ingressa com ação relacionada à desfiliação; o material atribui a Azevedo a alegação de que ACM Neto tinha conhecimento e teria anuído com a iniciativa.
- Durante a tramitação: A defesa solicita a oitiva de outras testemunhas; segundo o vereador, os requerimentos são indeferidos, circunstância apontada por ele como um dos motivos pelos quais já esperava uma decisão desfavorável.
- 13/08/2026: O TRE-BA cassa o mandato de Diogo Azevedo; o vereador acusa perseguição política, critica a assistência recebida do União Brasil e anuncia recurso ao TSE.
- Domingo posterior ao julgamento: Azevedo afirma que retomará as atividades de sua candidatura a deputado federal, com apresentação de propostas, projetos e ações atribuídas à sua atuação política.








Deixe um comentário