O 3º Festival de Reggae do Vale do Capão – Nós Somos o Mundo será realizado entre 9 e 11 de outubro de 2026, no Vale do Capão, na Chapada Diamantina, com programação gratuita que reúne artistas da Bahia, atrações internacionais, sound systems, oficinas, dança e apresentações de arte circense. A organização também mantém uma campanha de financiamento colaborativo para custear a realização do evento.
Entre os destaques anunciados está a apresentação da Maca Reggae Samba, projeto criado pelo músico e produtor cultural baiano Victor Souza, que vive nos Estados Unidos desde 2007. A apresentação contará com a participação do pianista e produtor Jaime Hinckson e da cantora e compositora norte-americana Sailor Jane.
A programação também inclui artistas e projetos ligados à cena do reggae baiano e da Chapada Diamantina, além de atividades gratuitas de formação e expressão artística. A organização afirma que o festival é realizado sem cobrança de ingressos e depende de contribuições para financiar estrutura, som, iluminação, acolhimento e despesas relacionadas aos artistas.
Maca Reggae Samba reúne música baiana e reggae jamaicano
Idealizada por Victor Souza, a Maca Reggae Samba surgiu da proposta de aproximar elementos da música produzida na Bahia da sonoridade do reggae jamaicano. O projeto desenvolve uma fusão entre referências do samba baiano e diferentes vertentes do reggae.
Segundo as informações divulgadas pela organização do festival, a banda recebeu o prêmio Focus Brasil de Melhor Banda Brasileira nos Estados Unidos em 2016 e 2017. O grupo também registra apresentações ao lado de nomes como The Wailers, Black Uhuru, Sizzla, Carlton Coffie, Pato Banton, Los Cafres, Cidade Negra e Margareth Menezes.
No Festival de Reggae do Vale do Capão, a Maca Reggae Samba terá como convidados Jaime Hinckson e Sailor Jane. A apresentação é anunciada como um dos encontros musicais da programação de 2026.
Jaime Hinckson e Sailor Jane participam da programação
Jaime Hinckson é apresentado pela organização como pianista, diretor musical e produtor jamaicano-americano ligado ao reggae e ao jazz. De acordo com o material divulgado, ele recebeu dois prêmios Grammy como compositor e produtor na categoria de Melhor Álbum de Reggae, referentes às edições de 2023 e 2024.
O músico também é citado por trabalhos realizados com artistas como Julian Marley, The Wailing Souls e Hempress Sativa. Sua participação no festival ocorrerá ao lado da Maca Reggae Samba, ampliando a presença de músicos de diferentes países na programação.
A cantora e compositora Sailor Jane, dos Estados Unidos, também integra a apresentação. Seu trabalho combina referências de reggae, soul e ritmos tropicais, segundo a descrição divulgada pela organização do evento.
Artistas da Bahia integram a programação
A programação do festival inclui nomes ligados à produção musical da Bahia. Entre eles está Sistah Noëmi, cantora e compositora de Salvador com repertório voltado ao reggae autoral e a temas relacionados ao feminino.
Também participa o projeto Pedras Elementais, no formato sound system, comandado pelo produtor e engenheiro de som chileno Pablo Molina, radicado no Vale do Capão. O projeto terá participações de Tereza Raquel, Leonardo Frodo, Frankko, Passáro Celeste e Raquel Roriz.
Outro nome anunciado é Flavus Selectah, DJ com mais de duas décadas de trajetória e pesquisa musical concentrada em reggae, dancehall, afrolatinidades e ritmos nordestinos.
Chapada Roots e Conexão Ponte Velha representam a cena regional
A programação também inclui a cantora, compositora e musicoterapeuta Baronesa, que trabalha com voz, percussão e referências relacionadas à espiritualidade e à justiça social.
A banda DichavA, formada no Vale do Capão, representa a produção musical local e reúne influências do reggae do Recôncavo Baiano. O grupo integra a programação ao lado do Chapada Roots, de Barra do Mendes, que desenvolve trabalho relacionado ao reggae e às sonoridades da Chapada Diamantina desde 2000.
Também participa o Conexão Ponte Velha, banda autoral e familiar formada na zona rural de Palmeiras. O grupo apresenta no festival o disco de estreia “Da Chapada Para o Mundo”, estabelecendo relação entre a produção musical da região e o circuito de reggae.
Festival terá oficinas de dança, artesanato e espetáculo de fogo
Além dos shows, o festival terá atividades de formação e expressão artística. O artista circense Dery Lima, idealizador e produtor do evento, apresentará o espetáculo solo de fogo “Nós Somos o Mundo”.
A programação também prevê oficinas de dança reggae com o Jahmove Reggae Steps, ministradas por Paty Crespí nos dias 9 e 10 de outubro.
Nos dias 10 e 11 de outubro, o Danda Roots Ateliê promoverá uma oficina gratuita de crochê e artesanato, conduzida por Amanda Abade, no Coreto da Vila.
Festival mantém entrada gratuita e campanha de financiamento
Por não cobrar ingressos, o Festival de Reggae do Vale do Capão afirma depender de financiamento colaborativo para viabilizar a edição de 2026. A organização solicita contribuições de moradores, visitantes, simpatizantes e empresários locais.
Os recursos são destinados, segundo a organização, aos custos de estrutura, sonorização, iluminação, acolhimento e logística dos artistas. As contribuições podem ser realizadas pelo site oficial informado pelo festival.
A proposta de financiamento é apresentada como parte da estratégia para manter o evento com acesso gratuito ao público. A organização associa a continuidade do festival à participação financeira da comunidade e de pessoas interessadas na programação.
Evento movimenta economia local e ações socioambientais
Além da programação cultural, o festival é apresentado pela organização como uma atividade com impacto sobre a economia do Vale do Capão e do município de Palmeiras. A expectativa é de movimentação em segmentos como hospedagem, alimentação, turismo e comércio.
Entre os setores mencionados estão pousadas, restaurantes, guias turísticos e estabelecimentos comerciais do distrito de Caeté-Açu e de Palmeiras. A presença de visitantes durante o período do festival tende a ampliar a circulação de pessoas nesses serviços.
O evento também associa sua realização a ações de caráter comunitário e socioambiental, embora o material divulgado não apresente indicadores quantitativos específicos sobre esses impactos.
Programação combina atrações internacionais e produção regional
A terceira edição do Festival de Reggae do Vale do Capão reúne diferentes formatos de atividades em uma programação que combina música, dança, artes circenses, artesanato e formação comunitária.
O encontro entre a Maca Reggae Samba, Jaime Hinckson e Sailor Jane ocupa posição central na grade anunciada, enquanto artistas e projetos da Bahia ampliam a participação da produção regional.
Com realização prevista para 9, 10 e 11 de outubro de 2026, o festival mantém a proposta de acesso gratuito e busca recursos por meio de financiamento colaborativo. A organização informa que as contribuições são destinadas à estrutura necessária para a realização do evento na Chapada Diamantina.








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