Dia da Árvore: Suzano e Bracell apresentam ações de conservação da biodiversidade e restauração florestal na Bahia

Em referência ao Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, as empresas Suzano e Bracell divulgaram iniciativas relacionadas à conservação da biodiversidade, restauração de ecossistemas e integração entre produção florestal e preservação ambiental. As ações descritas incluem proteção de áreas nativas, monitoramento por tecnologia, formação de comunidades e estabelecimento de metas para ampliar a conservação em diferentes biomas brasileiros.

Na Bahia, as duas companhias mantêm projetos voltados à proteção de remanescentes florestais e à recuperação de áreas degradadas. As iniciativas abrangem territórios do Extremo Sul, do Litoral Norte e de outras regiões inseridas nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

As empresas afirmam que seus modelos de manejo florestal buscam conciliar o cultivo de eucalipto, utilizado na produção de celulose e outros produtos, com a manutenção de vegetação nativa e a proteção de serviços ecossistêmicos. Os dados e compromissos apresentados integram informações institucionais divulgadas pelas próprias companhias.

Suzano mantém política de desmatamento zero e protege áreas nativas

A Suzano informou que mantém uma política de desmatamento zero em sua cadeia de suprimento, que impede o plantio ou a aquisição de madeira proveniente de áreas desmatadas.

Para verificar o cumprimento dessa diretriz, a empresa utiliza sistemas de inteligência geoespacial, imagens de satélite e mecanismos de rastreabilidade. Esses recursos permitem acompanhar a origem da madeira desde o campo até as unidades industriais, além de integrar procedimentos de avaliação dos fornecedores.

Segundo Diomar Biasutti, coordenador de Meio Ambiente da Suzano na Bahia, a empresa utiliza árvores de reflorestamento em suas operações e mantém áreas destinadas à conservação da vegetação nativa.

“Aqui na Bahia nós protegemos cerca de 151 mil hectares de florestas nativas, incluindo áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs), além de executarmos um grande programa de restauração ecológica”, afirmou.

Mais de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa no Brasil

Em âmbito nacional, a Suzano declara manter e proteger mais de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, área correspondente a aproximadamente 40% das terras da empresa.

De acordo com a companhia, essas áreas contribuem para a conservação da biodiversidade, a restauração ambiental, a descarbonização e o fortalecimento da capacidade de resposta dos ecossistemas diante das mudanças climáticas.

Entre os projetos apresentados estão os Corredores Ecológicos, que conectam fragmentos florestais anteriormente isolados. A conexão permite o deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o fluxo gênico entre populações de espécies.

Corredores ecológicos conectam áreas de Mata Atlântica no Extremo Sul da Bahia

Na Bahia, as ações de corredores ecológicos da Suzano estão concentradas no Extremo Sul do estado, em uma faixa que se estende de Mucuri a Porto Seguro e atravessa oito municípios.

Essas estruturas são estabelecidas por meio da restauração de áreas ou de modelos que combinam produção florestal e vegetação nativa. A proposta é ampliar a conectividade entre habitats e contribuir para a conservação de espécies animais e vegetais.

A empresa estabeleceu, em âmbito nacional, a meta de conectar 500 mil hectares de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade até 2030, abrangendo os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.

Projeto Semear Bahia envolve comunidades tradicionais e agricultores familiares

Outra iniciativa apresentada pela Suzano é o Projeto Semear Bahia, desenvolvido em parceria com o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) e o Viveiro Primaflora, localizado em Prado, no Extremo Sul baiano.

O projeto incentiva a produção, coleta e plantio de sementes de espécies nativas da Mata Atlântica. A iniciativa prevê a participação de comunidades tradicionais e agricultores familiares, associando restauração ambiental, valorização de conhecimentos locais e geração de oportunidades de renda.

Segundo o biólogo e cofundador do Viveiro Primaflora, Mário Santana, o programa capacita coletores tradicionais e comunidades locais para o manejo sustentável de sementes, além de estabelecer conexões com o mercado de restauração ecológica.

“A parceria com a Suzano, no âmbito do Projeto Semear, fortalece ações de restauração ambiental e desenvolvimento local. O projeto articula geração de renda, valorização de saberes tradicionais e recuperação de áreas degradadas”, declarou.

As sementes produzidas pelo projeto são destinadas, entre outras finalidades, ao fortalecimento dos Corredores Ecológicos mantidos pela empresa.

Bracell utiliza mosaicos florestais para integrar produção e conservação

A Bracell também divulgou ações relacionadas à conservação ambiental em referência ao Dia da Árvore. O modelo de manejo florestal adotado pela companhia combina áreas de cultivo sustentável de eucalipto com remanescentes de vegetação nativa, formando mosaicos florestais.

Segundo a empresa, essa configuração é aplicada em áreas da Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, abrangendo paisagens associadas aos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

A proposta considera que as florestas plantadas fornecem matéria-prima renovável para a indústria, enquanto as áreas nativas contribuem para a conservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos serviços ecossistêmicos.

Modelo inclui corredores biológicos e proteção de nascentes

Meryellen Baldim, gerente de Meio Ambiente e Certificações da Bracell Bahia, explica que os mosaicos florestais podem incluir áreas de eucalipto intercaladas com remanescentes de vegetação nativa, muitas vezes interligados.

“Essa configuração contribui para a conservação da fauna e da flora silvestres e para a proteção de nascentes, rios e riachos. Aqui na Bahia, essa proteção ocorre em dois biomas importantes, Mata Atlântica e Caatinga”, afirmou.

A integração entre áreas plantadas e nativas é apresentada pela companhia como parte de uma estratégia de manejo que considera a produção florestal e a conservação ambiental dentro de uma mesma paisagem.

Compromisso Um-Para-Um estabelece meta de conservação associada ao plantio

Em 2022, a Bracell lançou o Compromisso Um-Para-Um, iniciativa que estabelece o apoio à conservação de um hectare de áreas protegidas para cada hectare de eucalipto plantado.

A companhia informou que, em 2025, apoiou a conservação de 301 mil hectares de matas nativas nos estados da Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, superando a meta estabelecida para aquele período.

O compromisso está relacionado à estratégia de ampliar a conservação de áreas nativas associadas às atividades florestais e à manutenção de paisagens que contribuem para a proteção ambiental.

Parcerias ampliam proteção de áreas na Bahia

Entre as ações desenvolvidas no estado, a Bracell destaca a parceria com o Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para a conservação do Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador.

A área integra os remanescentes de Mata Atlântica existentes na capital baiana.

A empresa também informa possuir quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) reconhecidas na Bahia, que somam mais de 5 mil hectares de áreas protegidas.

Entre elas está a RPPN Lontra, localizada no Litoral Norte, com 1.377 hectares. A reserva abriga espécies consideradas raras e ameaçadas de extinção e recebeu o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da Unesco.

Florestas plantadas e nativas contribuem para a remoção de carbono

A Bracell informou que suas florestas plantadas removeram 1,8 milhão de toneladas de CO₂e da atmosfera no ano anterior ao período de divulgação dos dados. As florestas nativas preservadas, segundo a companhia, contribuíram com mais 1,6 milhão de toneladas de CO₂e.

O total informado foi de 3,4 milhões de toneladas de CO₂e removidas da atmosfera.

A empresa relaciona esses resultados à contribuição das paisagens florestais para a agenda climática, destacando o papel das áreas plantadas e nativas na absorção de carbono e na regulação ambiental.

Pesquisa e tecnologia apoiam monitoramento dos ecossistemas

Além das ações de conservação e restauração, a Bracell mantém iniciativas de pesquisa voltadas à compreensão dos processos ecológicos e à mensuração dos benefícios ambientais associados às florestas.

A companhia opera quatro torres de fluxo instaladas em áreas de florestas plantadas e vegetação nativa na Bahia e em São Paulo. Os equipamentos monitoram as trocas de carbono e vapor d’água entre a vegetação e a atmosfera.

Os dados obtidos são utilizados em estudos sobre a dinâmica dos ecossistemas, planejamento florestal e avaliação da contribuição das áreas para a regulação climática.

Bracell participa de programa internacional sobre o estado da natureza

Em 2025, a Bracell passou a integrar o programa-piloto de métricas sobre o estado da natureza da Nature Positive Initiative (NPI).

Segundo a empresa, a participação ocorre ao lado de outras organizações brasileiras e envolve o acompanhamento de indicadores relacionados aos ecossistemas, habitats naturais, condições das paisagens e riscos de extinção de espécies.

A iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento e a harmonização de métricas capazes de avaliar o estado da natureza e os impactos das atividades econômicas sobre os ecossistemas.

Conservação ambiental integra estratégias de produção florestal

As ações divulgadas por Suzano e Bracell apresentam diferentes mecanismos de integração entre produção de celulose, conservação de vegetação nativa e restauração ambiental.

Na Suzano, os destaques incluem a política de desmatamento zero, a proteção de 151 mil hectares de florestas nativas na Bahia, os corredores ecológicos e o Projeto Semear Bahia.

Na Bracell, as iniciativas incluem o modelo de mosaicos florestais, o Compromisso Um-Para-Um, a conservação de áreas protegidas, o monitoramento por torres de fluxo e a participação em programas de mensuração ambiental.

As empresas afirmam que essas ações estão relacionadas à conservação da biodiversidade, à proteção dos recursos hídricos, à regulação climática e ao desenvolvimento de atividades econômicas baseadas em recursos renováveis.


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