Nesta sexta-feira (11/09/2026), o candidato ao Senado Rui Costa (PT) discursou em Jequié, no sudoeste da Bahia, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, em um comício com público informado em mais de 30 mil pessoas. No ato político, Rui agradeceu o apoio recebido no município, reafirmou seu compromisso com a cidade e a região, pediu votos para a chapa formada por Lula, Jerônimo, Jaques Wagner e sua própria candidatura ao Senado e vinculou a defesa dessa aliança à continuidade da parceria entre os governos federal e estadual.
Comício em Jequié reforça discurso de continuidade política
A mobilização ocorreu após uma caminhada pelas ruas da cidade e foi apresentada como demonstração de força eleitoral do grupo político ligado ao chamado Time de Lula. Em seu discurso, Rui Costa centrou a fala em três eixos: a relação construída com Jequié ao longo dos anos, o legado de sua passagem pelo Governo da Bahia e a necessidade, segundo ele, de preservar a convergência política entre Brasília e Salvador.
Ao se dirigir ao público, o candidato recorreu a uma declaração de forte apelo pessoal para enfatizar a ligação com o município. “Eu sou apaixonado por essa cidade, como sou apaixonado por minha esposa, minhas filhas e meus filhos. Aqui, eu me casei com a família de Jequié, com o povo de Jequié, e eu quero reafirmar o nosso compromisso, dos dois senadores, com essa cidade, com essa região e com o nosso povo”, afirmou.
A fala procurou consolidar a imagem de proximidade política com a cidade e transformar essa relação em ativo eleitoral. Ao mesmo tempo, Rui apresentou sua candidatura ao Senado como extensão de um vínculo que, segundo ele, foi reforçado durante sua atuação no governo estadual.
Obras e serviços foram usados como base do argumento eleitoral
Durante o comício, Rui Costa recordou intervenções realizadas em Jequié entre 2015 e 2022, período em que governou a Bahia. Entre as obras citadas estão o Novo Hospital Prado Valadares, a Policlínica Regional de Saúde e o Hospital da Criança, além de investimentos em infraestrutura e outras áreas consideradas estratégicas.
Ao recuperar essas ações, o candidato procurou demonstrar que a relação política com o município foi acompanhada de entregas administrativas. A menção às obras funcionou, no discurso, como evidência de uma trajetória de atuação pública na cidade e na região.
Essa linha argumentativa foi combinada com a leitura política do resultado eleitoral de 2022. Segundo o relato apresentado, a votação expressiva de Jequié teve papel relevante na vitória de Jerônimo Rodrigues para o Governo da Bahia, reforçando o peso do município na estratégia do grupo governista.
Rui pede manutenção da aliança entre Bahia e Governo Federal
Um dos principais pontos do discurso foi o apelo para que o eleitorado mantenha, nas urnas, a articulação política entre o presidente Lula e o governador Jerônimo Rodrigues. Rui tratou essa parceria como fator decisivo para a execução de políticas públicas e para a ampliação de investimentos.
Nesse contexto, afirmou: “A Bahia e os baianos não podem perder a oportunidade de ter mais quatro anos o presidente Lula de mãos dadas com o governador da Bahia”.
O ex-governador comparou sua experiência administrativa com momentos distintos da relação entre a Bahia e o Governo Federal. Ao mencionar os governos que sucederam Dilma Rousseff, sustentou que o estado enfrentou dificuldades em sua interlocução com Brasília e defendeu a preservação da parceria entre Lula e Jerônimo a partir de 2027.
Jequié tem R$ 361,3 milhões em ações previstas
Além de rememorar obras já executadas, Rui destacou o volume de investimentos atualmente previstos para o município. Segundo os dados apresentados no ato, estão programados R$ 361,3 milhões em ações para Jequié.
Desse total, R$ 119 milhões são destinados a abastecimento e acesso à água. Outros R$ 64,2 milhões foram indicados para contenção de encostas e urbanização. Já R$ 144,5 milhões estão vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida.
Os valores detalhados no material somam R$ 327,7 milhões. Assim, a destinação de R$ 33,6 milhões dentro do total de R$ 361,3 milhões não foi especificada nas informações disponíveis. Essa ausência de detalhamento impede identificar, com base apenas nos dados apresentados, quais ações completam o montante anunciado.
Presença de Jerônimo e Wagner reforça unidade da chapa
A participação de Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner ao lado de Rui Costa teve função política evidente no comício. O ato foi utilizado para demonstrar unidade entre os principais nomes do grupo e para reforçar a ideia de uma chapa integrada ao projeto nacional liderado por Lula.
Ao final do discurso, Rui pediu votos no chamado Time de Lula, defendendo Lula para presidente, Jerônimo para governador e Jaques Wagner e Rui Costa para as duas vagas da Bahia no Senado. A formulação apresentou o Senado como peça estratégica para sustentar o projeto político defendido no palanque.
Mais do que uma simples exibição de apoio, a composição do palco indicou que a campanha pretende transformar Jequié em vitrine da aliança entre governo estadual, base federal e representação baiana no Congresso Nacional.
Jequié ganha centralidade na narrativa da campanha
A cidade foi apresentada não apenas como cenário do evento, mas como símbolo político da narrativa construída por Rui Costa. Jequié apareceu, no discurso, como exemplo de uma relação entre apoio eleitoral, presença administrativa e promessa de continuidade de investimentos.
Ao associar passado administrativo, disputa eleitoral atual e projeção de futuro, o candidato procurou transformar o comício em demonstração de que a manutenção da mesma coalizão política nas diferentes esferas de poder favoreceria a cidade e a Bahia. Trata-se de uma tese eleitoral sustentada pelo próprio candidato e utilizada como eixo central do ato.








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