Neste domingo (11/10/2026), duas semanas antes do segundo turno presidencial, o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ocupa posição central na mobilização regional pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Após assegurar novo mandato no primeiro turno estadual, Jerônimo afirmou que não identifica propriamente uma frustração do eleitorado com Lula, mas uma elevação das expectativas sobre o presidente e uma cobrança maior por resultados concretos. A avaliação ocorre depois de Lula terminar o primeiro turno nacional atrás de Flávio, embora tenha vencido com ampla margem na Bahia.
Em entrevista concedida em Salvador na quinta-feira (08/10/2026) e publicada pela Folha de S.Paulo em 09/10, Jerônimo afirmou que a referência histórica construída por Lula em seus primeiros governos já não produz automaticamente os mesmos efeitos eleitorais. Segundo o governador, políticas anteriormente percebidas como novidade — entre elas programas habitacionais, investimentos públicos e políticas sociais — passaram a integrar um patamar mais elevado de expectativa da população.
A leitura do governador ganha peso diante dos resultados de 04/10/2026. Nacionalmente, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.268 votos, ou 47,03% dos válidos, enquanto Lula somou 53.876.617 votos, equivalentes a 45,16%. O segundo turno está marcado pela Justiça Eleitoral para domingo (25/10/2026).
Bahia mantém vantagem para Lula, mas margem cai em relação a 2022
Apesar da derrota nacional no primeiro turno, Lula manteve na Bahia uma de suas maiores vantagens regionais. A apuração registrou 5.664.771 votos para o presidente, equivalentes a 66,17% dos votos válidos, contra 2.442.585 votos, ou 28,53%, para Flávio Bolsonaro. A diferença ficou acima de 3,2 milhões de votos.
O resultado representa, entretanto, redução em comparação com o primeiro turno presidencial de 2022. Naquele pleito, Lula havia alcançado na Bahia 5.873.081 votos e 69,73% dos válidos, enquanto Jair Bolsonaro recebeu 2.047.599 votos e 24,31%. Dados divulgados após a apuração de 2026 indicam, portanto, simultaneamente a permanência da predominância lulista no estado e uma diminuição de sua vantagem relativa e absoluta sobre o campo bolsonarista.
Esse desempenho ficou abaixo da expectativa expressa por Jerônimo durante a campanha, quando trabalhava com a possibilidade de construir uma frente próxima de 5 milhões de votos para Lula na Bahia. Questionado sobre a diferença efetiva de aproximadamente 3,2 milhões, o governador afirmou que sua prioridade no segundo turno será ampliar essa margem para contribuir com a tentativa de reversão do resultado nacional.
Jerônimo é reeleito e PT alcança sexto mandato consecutivo na Bahia
A mobilização presidencial ocorre poucos dias depois de Jerônimo assegurar a própria reeleição no primeiro turno. O Tribunal Superior Eleitoral informou, ainda durante a totalização, que o petista havia alcançado 55,80% dos votos válidos, suficiente para derrotar novamente o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) sem necessidade de uma segunda votação estadual.
A vitória garantiu ao grupo político liderado pelo PT o sexto mandato consecutivo no Governo da Bahia, sequência iniciada com a eleição de Jaques Wagner em 2006, continuada pelas reeleições de Wagner, pelos dois mandatos de Rui Costa e pelas eleições de Jerônimo em 2022 e 2026.
Há, porém, uma divergência residual entre páginas oficiais consultadas sobre o número absoluto de votos de Jerônimo. A página do TSE publicada em 05/10, com 99,99% das urnas apuradas, registra 4.626.265 votos e 55,80%. Já publicação do TRE-BA atualizada em 06/10 apresenta 4.623.659 votos e 55,79%. A diferença não altera o resultado eleitoral nem a vitória em primeiro turno, mas recomenda que números absolutos sejam confrontados com a base final de totalização antes de utilização documental definitiva.
O TRE-BA informou ainda comparecimento superior a 9 milhões de eleitores e abstenção próxima de 20% no estado. A eleição também resultou na escolha de Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) para as duas vagas baianas no Senado.
Governador diz que população passou a exigir resultados adicionais
Ao analisar a campanha nacional, Jerônimo argumentou que políticas associadas historicamente a Lula já foram incorporadas às expectativas sociais e deixaram de produzir o mesmo efeito político de seus primeiros mandatos.
“Eu não digo que é uma frustração, mas é exigir do Lula algo mais”, afirmou o governador ao comentar o desempenho presidencial.
O raciocínio apresentado por Jerônimo sugere uma alteração importante na relação entre políticas públicas e comportamento eleitoral. Conquistas anteriormente associadas à expansão de renda, habitação, infraestrutura e proteção social podem deixar de funcionar como elementos suficientes de mobilização quando passam a ser percebidas pelo eleitorado como direitos consolidados ou obrigações permanentes do Estado.
A avaliação, porém, é uma interpretação política do governador. O resultado das urnas, isoladamente, não permite determinar uma única causa para a perda relativa de votos de Lula. Fatores nacionais como abstenção, transferência de votos entre candidaturas, avaliação econômica, segurança pública, rejeição partidária, corrupção, debate sobre instituições e comportamento de diferentes grupos sociais também precisam ser considerados.
Abstenção nacional supera 33 milhões e entra no cálculo eleitoral
Um dos componentes relevantes do primeiro turno foi a abstenção nacional. Mais de 33 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado, segundo dados divulgados após a votação.
Analistas ouvidos pela Folha apontaram a abstenção e a concentração de voto útil como fatores capazes de ajudar a explicar o desempenho de Flávio Bolsonaro. Essa interpretação não significa que todos os ausentes votariam em Lula, mas chama atenção para diferenças históricas de participação eleitoral relacionadas a renda, escolaridade, idade e condições de deslocamento.
Na Bahia, a abstenção ficou próxima de 20%, abaixo do percentual nacional, mas ainda equivalente a mais de 2,2 milhões de eleitores. Esse contingente constitui um dos segmentos observados pelas campanhas para o segundo turno.
Jerônimo defende combinar democracia com problemas cotidianos
Para o governador baiano, a campanha de Lula não deve abandonar os debates sobre democracia e soberania nacional, mas precisa vinculá-los às preocupações concretas do eleitorado.
Jerônimo citou temas como alimentação, moradia, educação e segurança ao defender uma comunicação que associe valores institucionais às necessidades materiais das famílias. Na avaliação dele, assuntos institucionais não estão desconectados da execução das políticas públicas.
A declaração responde a uma dificuldade recorrente das campanhas políticas: transformar conceitos institucionais abstratos em consequências compreensíveis para a vida cotidiana. No caso do segundo turno de 2026, a disputa ocorre em ambiente marcado por questões econômicas, segurança pública, relação entre Executivo e Congresso e debates sobre mudanças constitucionais.
Segurança pública entra entre os temas prioritários
Jerônimo também destacou a segurança como um dos temas que deverão ocupar espaço relevante tanto na campanha presidencial quanto em seu próximo mandato estadual.
Ao comentar o debate nacional, lembrou a divisão constitucional de competências entre União e estados e citou a discussão sobre a PEC da Segurança Pública. Segundo ele, educação e segurança são componentes fundamentais de uma estratégia de desenvolvimento.
Na Bahia, a segurança pública constituiu um dos principais focos da oposição durante a campanha estadual. ACM Neto utilizou índices de violência e criminalidade para questionar a gestão petista, enquanto o governo apresentou investimentos em estrutura policial, contratação de profissionais, tecnologia e redução observada em determinados indicadores.
A disputa política não elimina a necessidade de acompanhamento objetivo dos dados. Séries de homicídios, mortes violentas intencionais, letalidade policial, crimes patrimoniais, produtividade investigativa, elucidação de homicídios e distribuição territorial da violência permanecem indicadores necessários para avaliar os resultados do próximo mandato.
Educação integral, saúde e segurança formam prioridades do segundo mandato
Questionado sobre suas prioridades entre 2027 e 2030, Jerônimo indicou três eixos: universalização da educação em tempo integral, otimização da oferta da saúde pública e aperfeiçoamento da segurança pública.
A educação integral já havia sido apresentada como prioridade durante a votação de 04/10, quando o governador compareceu ao Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, em Salvador. Na ocasião, afirmou que pretendia ampliar o modelo ao longo de um segundo mandato.
Na saúde, o desafio envolve não apenas expansão física da rede, mas também regulação, acesso regional, tempos de espera, integração entre municípios e estado e capacidade operacional dos equipamentos existentes.
Governador critica ACM Neto após apoio a Flávio Bolsonaro
Outro eixo da entrevista foi o reposicionamento de ACM Neto no segundo turno presidencial. Derrotado na disputa estadual, o ex-prefeito de Salvador anunciou apoio a Flávio Bolsonaro.
Jerônimo reagiu lembrando que, durante a campanha estadual, setores ligados ao adversário tentaram conquistar eleitores lulistas e defenderam combinações de voto que incluíam Lula para presidente e ACM Neto para governador. O petista utilizou o apoio posterior a Flávio para questionar essa estratégia.
As declarações de Jerônimo constituem posicionamento partidário e não podem ser tratadas como demonstração objetiva sobre as intenções anteriores do adversário. O fato verificável é que ACM Neto disputou o governo estadual pelo União Brasil e, depois da derrota, declarou apoio ao candidato do PL no segundo turno nacional.
Acusações de corrupção exigem separação entre discurso eleitoral e fatos comprovados
Durante a entrevista, Jerônimo fez acusações políticas contra o grupo de ACM Neto relacionadas a corrupção. Ao mesmo tempo, foi questionado pela manutenção no governo do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, citado em investigação da Polícia Federal.
O governador respondeu que Sodré deverá prestar contas sobre os questionamentos existentes. Esse trecho exige tratamento jornalístico cuidadoso: investigação, citação em procedimento policial ou acusação política não equivalem a comprovação de crime ou responsabilidade individual.
Da mesma forma, alegações feitas por Jerônimo contra adversários precisam ser atribuídas ao governador enquanto não houver decisão judicial ou documentação conclusiva correspondente. O acompanhamento dos procedimentos investigativos, manifestações das defesas, eventual atuação do Ministério Público e decisões judiciais constitui elemento indispensável para estabelecer responsabilidades.
Debate constitucional passa a integrar segundo turno
Jerônimo também criticou manifestações de Flávio Bolsonaro sobre possíveis mudanças na Constituição Federal, dizendo enxergar risco institucional nas declarações.
O governador empregou o termo “golpistas” ao se referir ao campo político adversário. Trata-se de uma caracterização política feita por Jerônimo e, portanto, deve ser apresentada como declaração atribuída, não como qualificação editorial do candidato presidencial.
A discussão constitucional deverá exigir maior precisão ao longo do segundo turno. Alterações na Constituição dependem de proposta de emenda constitucional, aprovação em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado e quórum de três quintos em cada votação. Assim, declarações genéricas sobre mudanças constitucionais precisam ser confrontadas com propostas específicas para permitir avaliação objetiva de alcance, legalidade e consequências.
Esquerda precisa rever métodos de comunicação, afirma Jerônimo
Além da campanha imediata, o governador fez uma avaliação sobre a organização futura da esquerda brasileira. Ele defendeu uma revisão dos métodos de diálogo com a sociedade e maior capacidade de atuação nas redes sociais.
“Precisamos rever os métodos para dialogar com a população”, declarou. Segundo Jerônimo, a política precisa responder às demandas sociais e compreender de maneira mais rápida os ambientes digitais.
A reflexão ocorre em momento de reorganização da campanha presidencial. Após o primeiro turno, Lula promoveu alterações em sua coordenação, ampliando a participação de lideranças nordestinas, entre elas Rui Costa, Camilo Santana e Rafael Fonteles, segundo informações publicadas após a votação.
Pesquisas nacionais indicam disputa desfavorável a Lula no início do segundo turno
A primeira rodada de levantamentos nacionais após o primeiro turno indica vantagem numérica para Flávio Bolsonaro.
Pesquisa Ipespe/Abrapel, realizada entre 06 e 08/10/2026, ouviu 1.500 eleitores e registrou Flávio com 49% das intenções de voto totais e Lula com 44%. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Considerados apenas os votos válidos, o instituto calculou 52,7% para Flávio e 47,3% para Lula. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00933/2026.
O levantamento representa uma fotografia do período da coleta, não uma previsão do resultado de 25/10. Mudanças de preferência, comparecimento, abstenção, transferência de votos das candidaturas eliminadas e acontecimentos das duas semanas finais podem modificar o cenário.
Outros levantamentos divulgados na primeira semana do segundo turno também registraram vantagem numérica para Flávio, reforçando a necessidade de Lula recuperar votos fora de seus redutos tradicionais e ampliar o comparecimento onde mantém maior apoio.
Bahia torna-se peça central da estratégia nacional do PT
Nesse contexto, a Bahia assume valor eleitoral que transcende a disputa estadual. Com mais de 11 milhões de eleitores aptos e uma diferença superior a 3,2 milhões de votos favorável a Lula no primeiro turno, qualquer crescimento adicional da margem baiana pode contribuir para reduzir o déficit nacional registrado em 4 de outubro.
Jerônimo iniciou reuniões com prefeitos e lideranças políticas logo depois da própria reeleição. A estratégia envolve utilizar a estrutura política construída na campanha estadual para tentar elevar a votação presidencial, especialmente no interior.
O desafio é duplo: preservar eleitores que já votaram em Lula e buscar parte dos abstencionistas ou dos eleitores que escolheram outras candidaturas presidenciais. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro procura ampliar sua votação no estado e conta com o apoio de setores da oposição baiana, entre eles ACM Neto.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 2006 — Jaques Wagner (PT) vence a eleição para governador da Bahia e inicia a sequência de governos petistas que permanece até 2026.
- 2022 — Jerônimo Rodrigues é eleito governador da Bahia em sua primeira disputa eleitoral, derrotando ACM Neto no segundo turno.
- 2022 — No primeiro turno presidencial na Bahia, Lula obtém 5.873.081 votos, ou 69,73%, contra 2.047.599 votos e 24,31% de Jair Bolsonaro.
- 03/09/2026 — Pesquisa AtlasIntel/A TARDE registra disputa apertada pelo Governo da Bahia, com vantagem nominal de ACM Neto.
- 24 a 28/09/2026 — Nova rodada AtlasIntel/A TARDE registra Jerônimo com 50,7% dos votos válidos e Lula com 58,9% na Bahia. Pesquisa registrada sob os números BA-02425/2026 e BR-00633/2026.
- 04/10/2026 — Jerônimo Rodrigues é reeleito governador no primeiro turno, com aproximadamente 55,8% dos votos válidos, assegurando o sexto mandato consecutivo do PT no estado.
- 04/10/2026 — Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno presidencial no Brasil, com 47,03%, seguido por Lula, com 45,16%.
- 04/10/2026 — Na Bahia, Lula alcança 66,17% dos votos válidos, contra 28,53% de Flávio Bolsonaro, abrindo vantagem superior a 3,2 milhões de votos.
- 08/10/2026 — Jerônimo reúne-se com prefeitos aliados e concede entrevista em Salvador sobre a estratégia para ampliar a votação de Lula no segundo turno.
- 09/10/2026 — Entrevista é publicada, e Jerônimo afirma que não houve necessariamente frustração com Lula, mas que o eleitor passou a “exigir do Lula algo mais”.
- 10/10/2026 — Pesquisa Ipespe/Abrapel, registro BR-00933/2026, apresenta Flávio com 52,7% dos votos válidos e Lula com 47,3%, dentro do cenário medido entre 6 e 8 de outubro.
- 25/10/2026 — Data prevista pela Justiça Eleitoral para o segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A avaliação de Jerônimo de que o eleitor “exigiu mais” de Lula oferece uma hipótese política relevante para compreender a eleição de 2026, mas não constitui, isoladamente, explicação causal do resultado. O primeiro turno reuniu fenômenos simultâneos: redução relativa da vantagem lulista no Nordeste, crescimento eleitoral do campo bolsonarista, abstenção nacional superior a 33 milhões de pessoas e concentração do voto útil nos dois candidatos que chegaram ao segundo turno. Determinar o peso de cada variável exigirá análise territorial, socioeconômica e demográfica mais ampla.
Na Bahia, o resultado apresenta uma aparente dualidade. O PT preservou forte capacidade eleitoral, reelegeu Jerônimo no primeiro turno, elegeu dois senadores e garantiu a Lula vantagem superior a três milhões de votos. Ao mesmo tempo, a margem presidencial foi menor que a registrada em 2022. A diferença indica que hegemonia estadual e transferência automática de votos para uma candidatura nacional são fenômenos distintos. A eleição municipalizada, a força das lideranças locais e as preocupações cotidianas do eleitor precisam ser analisadas separadamente das identidades partidárias.
Também será necessário acompanhar de forma documental as promessas para o segundo mandato de Jerônimo. A universalização da educação integral, a melhoria da regulação e da oferta de saúde e os resultados da política de segurança pública deverão ser aferidos por metas, orçamento, cronograma e indicadores públicos. Da mesma forma, acusações envolvendo integrantes do governo ou adversários políticos exigem acompanhamento de inquéritos, manifestações das partes e decisões judiciais, sem substituir investigação por discurso eleitoral.
O núcleo factual é que Jerônimo Rodrigues inicia o segundo mandato politicamente fortalecido na Bahia, mas seu principal aliado nacional entrou no segundo turno em desvantagem após o primeiro turno. Até 25/10/2026, o governador, prefeitos aliados, partidos da base e coordenação nacional de Lula tentarão ampliar a votação presidencial no estado, enquanto Flávio Bolsonaro e seus apoiadores buscarão reduzir essa diferença. Paralelamente, a sociedade baiana terá de acompanhar como as promessas de educação, saúde e segurança serão convertidas em políticas mensuráveis entre 2027 e 2030.








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