A Bahia definiu neste domingo (04/10/2026) os 63 deputados estaduais que integrarão a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) na legislatura iniciada em 2027. Com 100% das urnas apuradas, a totalização confirmou a composição das bancadas partidárias e das federações que ocuparão o Legislativo estadual. O número oficial de vagas é 63 — e não 73.
No resultado final, Ivana Bastos (PSD) terminou como a candidata mais votada para deputada estadual, com 203.202 votos. Diego Castro (PL) ficou em segundo lugar, com 160.305 votos, enquanto Rowenna (PT) alcançou a terceira posição, com 137.266 votos.
A conclusão da apuração também modificou parte da composição apresentada durante a noite eleitoral. A Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV, terminou com 20 deputados eleitos, e não 19. O PT passou a contar com 14 cadeiras, enquanto o Avante ficou com cinco. Entre as alterações da fase final da totalização, Euclides Fernandes (PT) entrou na relação dos eleitos e Felipe Duarte (Avante) ficou fora das 63 vagas. A relação final divulgada após a totalização confirma os 63 nomes da nova Assembleia.
Ivana Bastos, Diego Castro e Rowenna lideram votação para a ALBA
Com a apuração encerrada, Ivana Bastos (PSD) recebeu 203.202 votos, correspondentes a aproximadamente 2,49% dos votos válidos para deputado estadual. Diego Castro (PL) somou 160.305 votos, cerca de 1,96%, enquanto Rowenna (PT) recebeu 137.266 votos, aproximadamente 1,68%.
Ivana Bastos é administradora, empresária e política com base histórica em Guanambi, no Sudoeste da Bahia. Natural de Caetité, foi eleita deputada estadual pela primeira vez em 2010 e iniciou o mandato em 2011, sendo sucessivamente reeleita. Em 18 de março de 2025, assumiu definitivamente a Presidência da Assembleia Legislativa e tornou-se a primeira mulher a comandar a ALBA em sua história. O resultado de 2026 garante novo mandato parlamentar.
Diego Castro Barbosa, nascido em Salvador em 14 de setembro de 1992, é advogado e técnico em edificações. Graduado em Direito, trabalhou na administração municipal de Salvador e na advocacia antes de ser eleito deputado estadual pelo PL em 2022. Na ALBA, presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública e exerceu funções na bancada de oposição.
Rowenna dos Santos Brito, do PT, construiu trajetória profissional na educação pública. Professora e gestora pública, é graduada em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), servidora concursada da rede estadual e exerceu diferentes funções técnicas e administrativas na área educacional. Assumiu a Secretaria da Educação do Estado da Bahia em 6 de abril de 2024 e deixou o Executivo para disputar uma cadeira na ALBA em 2026. A terceira maior votação estadual marca sua entrada no Legislativo baiano.
Federação Brasil da Esperança conquista 20 cadeiras
A composição final dos 63 deputados estaduais eleitos coloca a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, como o maior agrupamento parlamentar da próxima legislatura, com 20 cadeiras.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, conquistou oito vagas. A Federação PSDB Cidadania alcançou duas cadeiras, enquanto a Federação PSOL Rede conquistou uma vaga.
Entre os partidos que disputaram isoladamente, o PSD conquistou nove cadeiras; o PL, sete; o Avante, cinco; o PDT, cinco; o Republicanos, quatro; e o MDB, duas. Consideradas individualmente as siglas, PT, com 14 deputados, e PSD, com nove, terão as duas maiores bancadas partidárias.
Federação Brasil da Esperança — 20 deputados
PT — 14 cadeiras
Rowenna; Rosemberg Pinto; Osni Cardoso; Angelo Almeida; Vilma Reis; Júlio Pinheiro; Juvenilson Passos; Zé Raimundo; Junior Muniz; Tagner; Robinson Almeida; Fátima Nunes; Neusa Cadore; e Euclides Fernandes.
PCdoB — 3 cadeiras
Bobô; Fabrício; e Zó do Sertão.
PV — 3 cadeiras
Roberto Carlos; Eduardo Salles; e Marquinho Viana.
A Federação Brasil da Esperança encerrou, portanto, a disputa com 20 representantes, resultado que amplia sua posição na composição da nova Assembleia.
Federação União Progressista — 8 deputados
União Brasil — 5 cadeiras
Elinaldo; Pedro Tavares; Sandro Régis; Junior Nascimento; e Luciano Simões Filho.
PP — 3 cadeiras
Hassan de Zé Cocá; Dr. Pitágoras; e Penalva.
A federação formada por União Brasil e PP terá oito representantes na nova legislatura.
Federação PSDB Cidadania — 2 deputados
PSDB — 2 cadeiras
Tiago Correia e Jordávio Ramos.
Cidadania
O partido não conquistou cadeira diretamente na composição resultante da votação da federação.
Federação PSOL Rede — 1 deputado
PSOL — 1 cadeira
Kleber Rosa.
Rede
A legenda não terá parlamentar próprio entre os eleitos pela federação.
PSD — 9 deputados
Ivana Bastos; Denise Menezes; Alex da Piatã; Andrea Castro; Niltinho; Ricardo Rodrigues; Eduardo Alencar; Cláudia Oliveira; e Ludmilla Fiscina.
Com nove deputados, o PSD terá a segunda maior bancada partidária da Assembleia, atrás apenas do PT quando as siglas integrantes das federações são consideradas individualmente.
PL — 7 deputados
Diego Castro; Cinthya Marabá; Samuel Júnior; Igor; Jânio Natal Júnior; Paulo Câmara; e Soldado Prisco.
O partido elegeu sete deputados estaduais, incluindo Diego Castro, segundo candidato mais votado em toda a Bahia.
Avante — 5 deputados
Tancredo Isidório; Léo de Neco; Vitor Azevedo; Silva Neto; e João de Furão.
A totalização final reduziu de seis para cinco o número de parlamentares eleitos pelo Avante em relação à composição indicada durante a fase ainda incompleta da apuração.
Felipe Duarte, que figurava entre os eleitos na atualização anterior, terminou fora da composição definitiva.
PDT — 5 deputados
Luciano Pinheiro; Marcinho Oliveira; Neto Coelho; Josafá Marinho; e Cacau da Mata.
O PDT terá cinco representantes na próxima legislatura da Assembleia Legislativa da Bahia.
Republicanos — 4 deputados
Dr. Thiago Gilleno; Angelo Coronel Filho; Jurailton Santos; e José de Arimateia.
O partido conquistou quatro cadeiras. Dr. Thiago Gilleno, com 114.627 votos, terminou na quarta posição geral da votação nominal para deputado estadual.
MDB — 2 deputados
Rogério Andrade e Carlinhos Sobral.
Com os dois eleitos, o MDB completa a distribuição das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia.
Composição final das 63 cadeiras
Consideradas as federações e os partidos isolados, a distribuição das vagas ficou da seguinte forma:
- Federação Brasil da Esperança — 20 cadeiras: PT, 14; PCdoB, três; PV, três;
- PSD — nove cadeiras;
- Federação União Progressista — oito cadeiras: União Brasil, cinco; PP, três;
- PL — sete cadeiras;
- Avante — cinco cadeiras;
- PDT — cinco cadeiras;
- Republicanos — quatro cadeiras;
- Federação PSDB Cidadania — duas cadeiras: ambas do PSDB;
- MDB — duas cadeiras;
- Federação PSOL Rede — uma cadeira: PSOL.
A soma resulta nas 63 vagas destinadas à representação parlamentar da Bahia na Assembleia Legislativa.
Sistema proporcional explica diferença entre votação nominal e eleição
A escolha dos deputados estaduais ocorre pelo sistema proporcional, no qual a votação individual do candidato não é o único elemento utilizado para definir quem será eleito.
Os votos dados aos candidatos e às legendas determinam inicialmente a quantidade de cadeiras conquistadas por cada partido ou federação. Depois dessa distribuição, as vagas são preenchidas pelos candidatos de cada agrupamento conforme as regras estabelecidas pela legislação eleitoral, incluindo quocientes e distribuição das sobras.
Por isso, candidatos com votação individual superior à de determinados parlamentares eleitos podem ficar fora da Assembleia caso seu partido ou federação não tenha conquistado cadeiras suficientes para acomodá-los.
Cinco mais votados entre os candidatos não eleitos
Com a totalização encerrada, a ordenação pela votação nominal dos candidatos que não estão entre os 63 eleitos também sofreu alterações em relação à apuração parcial.
Os cinco candidatos não eleitos com maior votação nominal foram:
- Hilton Coelho (PSOL) — 64.500 votos — Federação PSOL Rede;
- Marcelinho Veiga (PP) — 57.170 votos — Federação União Progressista;
- Quinho (PSD) — 56.183 votos — PSD;
- Kátia Oliveira (União Brasil) — 53.729 votos — Federação União Progressista;
- Wagner Alves (União Brasil) — 53.451 votos — Federação União Progressista.
Federação: Brasil da Esperança — PT / PCdoB / PV
- Deputados estaduais eleitos pela federação: 20
- Último eleito: Euclides Fernandes (PT) — 54.557 votos
- 1º suplente: Antonio Henrique Jr. (PV) — 52.122 votos, concorreu pelo PV, número 43043, integrado à Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).
- 2ª suplente: Drª Fabíola Mansur (PV) — 47.016 votos
- 3º suplente: Radiovaldo (PT) — 46.597 votos
- 4º suplente: Tito (PT) — 33.414 votos
- 5º suplente: Wenceslau (PCdoB) — 32.866 votos
- Diferença entre o último eleito e o 1º suplente: 2.435 votos
Essa relação representa exclusivamente uma ordenação dos candidatos não eleitos pela quantidade de votos nominais. Não existe uma lista geral e única de suplentes da Assembleia Legislativa formada pelos candidatos mais votados fora das 63 vagas.
A suplência é definida dentro do partido ou da federação responsável pela cadeira. Em eventual afastamento definitivo ou temporário de um parlamentar, a Justiça Eleitoral considera a ordem correspondente ao agrupamento partidário pelo qual aquela vaga foi conquistada, conforme as regras aplicáveis ao sistema proporcional.
Hilton Coelho recebeu mais votos do que diversos deputados eleitos
O resultado de Hilton Coelho (PSOL) ilustra diretamente o funcionamento do sistema proporcional. O parlamentar recebeu 64.500 votos e terminou na 45ª posição da votação nominal geral, mas não conseguiu renovar o mandato.
Na mesma Federação PSOL Rede, Kleber Rosa (PSOL) obteve 68.921 votos e ficou com a única cadeira conquistada pelo agrupamento. Hilton aparece imediatamente depois entre os candidatos da federação, mas a votação global do PSOL/Rede não produziu uma segunda vaga.
O fenômeno também explica por que candidatos situados abaixo de Hilton na classificação nominal geral conseguiram mandatos. As vagas pertencem inicialmente às legendas e federações conforme a votação coletiva e os cálculos previstos na legislação, e somente depois são atribuídas aos candidatos.
Euclides Fernandes entra na composição final
Uma das principais mudanças entre a atualização parcial da noite eleitoral e a totalização completa ocorreu na Federação Brasil da Esperança.
Euclides Fernandes (PT) terminou com 54.557 votos e garantiu mandato, passando a integrar a bancada petista. Com isso, o PT chegou a 14 deputados estaduais, enquanto a Federação Brasil da Esperança alcançou 20 cadeiras.
A alteração retirou Euclides da relação de candidatos não eleitos utilizada durante a apuração parcial e modificou a distribuição geral anteriormente apresentada.
Felipe Duarte fica fora após fechamento das urnas
No Avante, a atualização definitiva produziu efeito inverso. Felipe Duarte, que chegou a aparecer entre os eleitos durante a apuração, terminou com 51.921 votos e ficou fora da composição final.
O partido encerrou a eleição com cinco deputados estaduais: Tancredo Isidório, Léo de Neco, Vitor Azevedo, Silva Neto e João de Furão.
O fechamento da totalização, portanto, consolidou uma troca em relação à versão anterior da reportagem: Euclides Fernandes passa a constar entre os eleitos e Felipe Duarte deixa a relação dos 63 deputados estaduais. A composição final publicada após 100% da apuração confirma essa configuração.
Nova Assembleia terá mandato de quatro anos
Os 63 deputados estaduais eleitos exercerão mandato de quatro anos, a partir de 2027. Entre as atribuições constitucionais da Assembleia Legislativa estão elaborar e votar leis estaduais, fiscalizar os atos do Poder Executivo, analisar matérias orçamentárias e exercer a representação política da população baiana.
A composição resultante das Eleições 2026 reúne parlamentares reeleitos e novos integrantes da Casa, distribuídos entre diferentes partidos e federações.
Datas das posses
Os deputados federais, deputados estaduais e senadores eleitos nas eleições de 2026 tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027, data de início da nova legislatura no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas; os senadores eleitos exercerão mandato de oito anos, de 1º de fevereiro de 2027 a 31 de janeiro de 2035. Já o presidente e o vice-presidente da República eleitos tomarão posse em 5 de janeiro de 2027, enquanto os governadores e vice-governadores dos estados, inclusive da Bahia, serão empossados em 6 de janeiro de 2027. As novas datas para as posses do presidente e dos governadores foram estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 111/2021 e passam a valer justamente a partir das eleições de 2026.








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