A diretoria executiva da Autoridade Portuária Federal (CODEBA) participou, nesta quarta-feira (07/10/2026), em Brasília, de reunião com representantes da Infra S/A e da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculada à Casa Civil da Presidência da República. O encontro tratou da viabilidade técnica para operações de movimentação de cargas pela Hidrovia do São Francisco (HN 500).
Durante a reunião, a Infra S/A apresentou um relatório preliminar sobre o corredor logístico, que possui 1.371 quilômetros de trecho navegável, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA)/Petrolina (PE).
De acordo com o levantamento apresentado, a hidrovia tem potencial para movimentar até 5 milhões de toneladas de cargas já no primeiro ano de operação. Entre os produtos identificados estão grãos, algodão e frutas, além de cargas relacionadas à avicultura, mineração, produção de gesso e calcário agrícola.
Relatório avalia potencial logístico da hidrovia
A reunião em Brasília concentrou-se nas condições técnicas necessárias para viabilizar a movimentação de cargas pela HN 500, denominação utilizada para o trecho da Hidrovia do São Francisco.
O corredor conecta áreas produtoras e regiões de consumo por meio de uma extensão navegável de 1.371 quilômetros, estabelecendo uma alternativa de transporte entre Minas Gerais e a região do Médio e Submédio São Francisco, alcançando as áreas de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.
O relatório preliminar apresentado pela Infra S/A aponta capacidade potencial de movimentação de 5 milhões de toneladas de cargas no primeiro ano de operação, considerando os produtos e atividades econômicas identificados ao longo do corredor logístico.
Produtos agrícolas e minerais estão entre as cargas potenciais
Entre as mercadorias consideradas no estudo estão grãos, algodão e frutas, produtos associados a importantes cadeias produtivas das regiões atendidas pelo São Francisco.
O levantamento também considera cargas provenientes de setores como avicultura, mineração, produção de gesso e calcário agrícola. A diversidade de produtos indica a possibilidade de utilização da hidrovia para diferentes segmentos econômicos.
A movimentação desses produtos depende, contudo, da estruturação das condições necessárias para a operação da via navegável. Por isso, a reunião também abordou aspectos relacionados à gestão, modernização e manutenção do complexo aquaviário.
Gestão e manutenção integram discussão sobre retomada da navegação
Durante o encontro, foram discutidas diretrizes para gestão, modernização, manutenção e operação do complexo aquaviário. As medidas fazem parte da avaliação das condições necessárias para a retomada da navegação comercial no corredor.
A estruturação envolve a definição de condições operacionais que permitam utilizar a hidrovia para o transporte regular de cargas. O planejamento também considera a necessidade de manutenção da infraestrutura associada ao complexo aquaviário.
A discussão reúne a CODEBA, Infra S/A e o PPI, instituições envolvidas em diferentes etapas relacionadas ao planejamento e à estruturação de projetos de infraestrutura e logística.
CODEBA busca ampliar integração logística
A participação da CODEBA na discussão está relacionada à estratégia da autoridade portuária de ampliar sua atuação na integração logística nacional.
A iniciativa também busca avaliar alternativas de transporte que possam contribuir para a circulação de mercadorias e para a integração entre diferentes regiões produtoras e mercados consumidores.
A Hidrovia do São Francisco, nesse contexto, é analisada como uma possibilidade de ampliar as alternativas de transporte de cargas no interior do país, conectando Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) por meio de um corredor navegável de 1.371 quilômetros.








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