A médica Analuzia Moscoso participará do XVI Congresso Latino-Americano de Obesidade (FLASO 2026), que será realizado de quarta-feira (28/10/2026) a sábado (31/10/2026), no Centro de Convenções de Salvador, na Bahia. O encontro reunirá médicos, pesquisadores e outros profissionais da saúde para discutir prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da obesidade e de condições metabólicas associadas.
Promovido no âmbito da Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade (FLASO), o congresso terá quatro dias de programação científica. A grade oficial inclui debates sobre manejo farmacológico da obesidade, síndrome cardiorrenal metabólica, composição corporal, risco cardiovascular, cirurgia metabólica, procedimentos endoscópicos e integração entre farmacoterapia e cirurgia, entre outros temas.
Analuzia Moscoso atua há cerca de duas décadas na área de obesidade e emagrecimento, segundo informações fornecidas à reportagem. A médica afirma que a participação em congressos científicos integra o processo de atualização das práticas clínicas. “Participar de um evento desse porte é fundamental para atualizar condutas e trazer para o consultório o que há de mais moderno e seguro no tratamento dos nossos pacientes”, declarou.
Obesidade é tratada como doença crônica e exige acompanhamento continuado
A realização do FLASO ocorre em um cenário de crescimento da obesidade em diferentes regiões do mundo. Em atualização publicada em 7 de outubro de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a obesidade como uma doença crônica resultante da interação entre fatores ambientais, sociais, biológicos e comportamentais. A entidade estima que 1,1 bilhão de pessoas viviam com obesidade no mundo em 2024.
Entre os adultos, aproximadamente 940 milhões apresentavam obesidade em 2024, correspondendo a cerca de 16% da população adulta mundial, segundo a OMS. A organização relaciona a condição ao aumento do risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, enfermidades hepáticas e renais e alguns tipos de câncer, ressaltando que o tratamento deve considerar diferentes fatores clínicos e sociais.
No Brasil, o Ministério da Saúde também define a obesidade como uma doença crônica e multifatorial. Dados do Vigitel referentes a 2024 indicam que 62,6% dos adultos brasileiros apresentavam excesso de peso e 25,7% viviam com obesidade, ante 11,8% em 2006. O avanço amplia a demanda por estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento continuado nos sistemas público e privado de saúde.
FLASO 2026 terá debates sobre medicamentos, risco metabólico e cirurgia
A programação científica do congresso reflete a ampliação das possibilidades terapêuticas disponíveis para o tratamento da obesidade. Entre as atividades estão sessões dedicadas ao manejo farmacológico da obesidade na América Latina, com discussão sobre medicamentos disponíveis nos diferentes países, barreiras de acesso e práticas relacionadas ao tratamento.
Outro eixo aborda a chamada síndrome cardiorrenal metabólica, com debates sobre relação entre tecido adiposo, resistência à insulina, coração, rins e avaliação do risco cardiovascular. Também estão previstas atividades sobre obesidade ao longo do envelhecimento, composição corporal, fragilidade e escolha de estratégias terapêuticas de acordo com o perfil clínico de cada paciente.
Na área cirúrgica, o programa inclui discussões sobre seleção de pacientes para cirurgia bariátrica, resultados cardiometabólicos, hepáticos e renais, novas técnicas cirúrgicas, procedimentos endoscópicos e combinação entre cirurgia e farmacoterapia. A organização informa ainda que simpósios patrocinados seguem regras próprias de compliance e determinações sanitárias relacionadas à divulgação de medicamentos.








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