Uma operação integrada do Ministério Público da Bahia (MPBA), do Ministério Público de Goiás (MPGO) e da Polícia Militar da Bahia resultou na prisão de um homem apontado pelas investigações como liderança de uma organização criminosa envolvida na produção em larga escala e no tráfico interestadual de anfetaminas. A ação, denominada Operação Três Caras, foi realizada na quarta-feira (07/10/2026), em Feira de Santana, onde as equipes também localizaram e desmantelaram um laboratório clandestino de fabricação de drogas instalado em uma chácara na zona rural do município.
O investigado, Anderson Alves da Silva, estava foragido desde dezembro de 2024 e foi localizado durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás. Além da ordem de prisão, as equipes executaram mandados de busca e apreensão em imóveis utilizados pelo suspeito.
A operação teve participação de equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao MPBA, e da Polícia Militar. A ação contou ainda com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma atuação conjunta voltada ao cumprimento das determinações judiciais e à apreensão de materiais relacionados às investigações.
Laboratório clandestino é localizado na zona rural de Feira de Santana
Durante a operação, os agentes encontraram uma estrutura utilizada para a fabricação de substâncias entorpecentes em uma propriedade rural de Feira de Santana. O laboratório foi desmantelado, e equipamentos e insumos empregados em processos industriais foram apreendidos para investigação.
Entre os materiais recolhidos estavam mil unidades de anfetamina, substância cujos comprimidos são comercializados no varejo, segundo as informações da operação, por valores entre R$ 1,50 e R$ 2 por unidade. Também foram encontradas substâncias identificadas preliminarmente como microcelulose e êxtase.
A apreensão dos equipamentos e insumos deverá contribuir para a apuração sobre o funcionamento da estrutura clandestina, os métodos de fabricação empregados e a possível participação de outras pessoas na produção e distribuição dos entorpecentes.
Armas, munições e veículos estão entre os materiais apreendidos
Além das drogas e dos equipamentos utilizados na produção, as equipes apreenderam duas armas de fogo: uma pistola calibre 9 mm e uma carabina calibre .22. Também foi recolhida uma espingarda de ar comprimido, além de três carregadores e 130 munições dos calibres .22 e 9 mm.
A lista de materiais inclui ainda cinco aparelhos celulares e uma caminhonete Toyota Hilux. Os dispositivos eletrônicos e os demais itens poderão auxiliar na análise das comunicações, dos contatos e das atividades relacionadas ao grupo investigado, conforme os procedimentos de apuração.
A presença de armamentos, munições e equipamentos industriais entre os materiais apreendidos integra o conjunto de elementos que serão examinados pelas autoridades. A identificação definitiva das substâncias encontradas e a análise dos objetos recolhidos dependem dos procedimentos técnicos e periciais pertinentes.
Investigado estava foragido desde dezembro de 2024
Segundo as informações divulgadas pelo Ministério Público de Goiás, Anderson Alves da Silva era procurado desde dezembro de 2024. As investigações apontam que ele exerceria função de liderança em uma organização criminosa dedicada à produção e à distribuição de comprimidos conhecidos popularmente como “rebites”, associados ao consumo de anfetaminas.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça de Goiás. Durante a Operação Três Caras, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis que, de acordo com as investigações, eram utilizados pelo suspeito com apoio de familiares e terceiros para manter sua condição de clandestinidade.
As autoridades investigam ainda o uso de diferentes identidades falsas para evitar a localização policial. Conforme as informações do MPGO, o homem também é suspeito de articular fraudes no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), com o objetivo de promover a baixa indevida de mandados de prisão.
Condenação por tráfico interestadual e organização criminosa
De acordo com o Ministério Público de Goiás, Anderson Alves da Silva foi condenado a 18 anos, 11 meses e 21 dias de prisão por crimes relacionados à organização criminosa armada, ao tráfico interestadual de drogas e à posse de maquinários destinados à produção de entorpecentes.
A condenação informada pelo órgão fundamentou a atuação para localizar o investigado e cumprir a ordem judicial. A operação em Feira de Santana resultou na captura do homem, que também foi preso em flagrante em razão dos materiais ilícitos encontrados durante as buscas, conforme as informações divulgadas pelas autoridades.
A situação processual do investigado e os efeitos jurídicos das apreensões deverão ser tratados pelas autoridades competentes, observadas as decisões judiciais aplicáveis. As suspeitas relacionadas ao uso de identidades falsas e a possíveis fraudes no sistema de mandados também dependem da apuração correspondente.
Investigação busca esclarecer a estrutura de produção e distribuição
A Operação Três Caras reuniu instituições de diferentes estados para cumprir medidas judiciais relacionadas a uma investigação sobre produção de anfetaminas e tráfico interestadual de drogas. A localização do laboratório clandestino em Feira de Santana acrescentou à ação a apreensão de materiais associados à fabricação de entorpecentes.
A análise dos aparelhos celulares, dos equipamentos industriais, das substâncias e dos demais objetos poderá contribuir para esclarecer a dimensão da atividade identificada, a origem dos insumos e os possíveis vínculos entre os envolvidos. Essas questões dependem do andamento das investigações e dos exames técnicos.
Com a prisão do homem apontado como liderança do grupo e a desativação da estrutura clandestina, as autoridades avançam no cumprimento das medidas relacionadas ao caso. A operação teve como principais resultados a captura do foragido, a localização do laboratório e a apreensão de drogas, armas, munições, equipamentos e outros materiais, conforme as informações divulgadas pelo Ministério Público.








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