Rodrigo Pacheco toma posse como ministro do TCU e Renzo Braz assume vaga no Senado

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira (30/09/2026), durante cerimônia realizada na sede do Tribunal, em Brasília. Ele passou a ocupar a vaga deixada pelo ministro emérito Bruno Dantas. No mesmo dia, o ex-deputado federal Renzo Braz (PP-MG) assumiu a vaga de Pacheco no Senado.

Durante a cerimônia, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, destacou a experiência acumulada por Pacheco no Poder Legislativo e mencionou sua atuação anterior na construção de decisões públicas e nas relações entre os Poderes.

O ministro Antonio Anastasia também saudou o novo integrante do colegiado e destacou sua experiência no diálogo institucional. Com a posse, Pacheco passa a exercer as atribuições de ministro do TCU, incluindo atividades relacionadas ao controle externo da administração pública e à fiscalização da aplicação de recursos públicos.

Trajetória de Rodrigo Pacheco no Legislativo

Natural de Porto Velho (RO) e criado em Minas Gerais, Rodrigo Pacheco é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), com atuação na área do direito penal. Ele também integrou o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A carreira política de Pacheco começou em 2014, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Durante o mandato na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Em 2018, foi eleito senador por Minas Gerais. Em fevereiro de 2021, assumiu a Presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional, sendo posteriormente reconduzido ao cargo.

Pacheco assume função no Tribunal de Contas da União

Em seu primeiro pronunciamento como ministro do TCU, Pacheco afirmou que assume a função considerando a responsabilidade constitucional atribuída ao Tribunal. Ele destacou o papel do controle externo na proteção dos recursos públicos e na avaliação dos resultados das políticas públicas.

O novo ministro também afirmou que a atuação institucional deve combinar independência e diálogo. A declaração ocorreu durante sua primeira manifestação pública após a posse no colegiado do Tribunal.

Durante sua passagem pelo Congresso Nacional, Pacheco participou da articulação de propostas como a PEC da Transição e apresentou projetos relacionados à regulamentação da inteligência artificial e à atualização do Código Civil.

Com a mudança, Rodrigo Pacheco encerra sua atuação parlamentar como senador e passa a integrar o colegiado do TCU.

Renzo Braz assume mandato no Senado por Minas Gerais

O ex-deputado federal Renzo Braz tomou posse como senador por Minas Gerais nesta quarta-feira (30/09/2026). Ele havia sido eleito em 2018 como primeiro suplente da chapa encabeçada por Rodrigo Pacheco.

Braz passa a completar o mandato de Pacheco, com término previsto para fevereiro de 2027. A posse ocorreu após a saída do titular para assumir o cargo de ministro do TCU.

Em seu discurso, o novo senador mencionou a trajetória de Pacheco na Presidência do Senado e afirmou que pretende atuar em questões relacionadas ao desenvolvimento de Minas Gerais. Também defendeu o diálogo entre diferentes posições políticas.

Perfil e trajetória de Renzo Braz

Renzo do Amaral Braz nasceu em Muriaé (MG), em 11 de abril de 1980. Empresário e administrador, é formado em Administração de Empresas pela Universidade Iguaçu (Unig) e possui especialização em gerência de custos logísticos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Sua trajetória política começou em 2010, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Exerceu mandato entre 2011 e 2015 e foi reeleito para a legislatura seguinte.

Durante sua atuação na Câmara dos Deputados, destinou recursos para obras de infraestrutura e para a área da saúde em Minas Gerais. Também apoiou ações destinadas a hospitais filantrópicos.

Segundo as informações apresentadas sobre sua trajetória parlamentar, Braz votou a favor de medidas como a Emenda Constitucional que estabeleceu o teto de gastos públicos e a reforma trabalhista de 2017.

Chapa de 2018 e mudança na representação de Minas Gerais

Nas eleições de 2018, a chapa encabeçada por Rodrigo Pacheco e que tinha Renzo Braz como primeiro suplente recebeu 3.616.864 votos para o Senado por Minas Gerais.

Com a posse de Pacheco no TCU, Braz assumiu a titularidade da cadeira no Senado. O mandato será exercido até o encerramento do período que originalmente pertencia ao ex-senador, previsto para fevereiro de 2027.

A mudança ocorre na etapa final da atual legislatura e mantém a representação de Minas Gerais no Senado por meio do suplente eleito na mesma chapa.

Autoridades participaram da cerimônia no TCU

A cerimônia de posse de Rodrigo Pacheco reuniu autoridades dos diferentes Poderes e instituições do sistema de Justiça. Entre os presentes estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin.

Também participaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão; o ministro do STJ Benedito Gonçalves; e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.

Estiveram ainda na cerimônia integrantes do Ministério Público junto ao TCU, ministros e ministros-substitutos do Tribunal, representantes da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e autoridades do Judiciário.

A posse de Rodrigo Pacheco no TCU e a entrada de Renzo Braz no Senado formalizaram, em 30 de setembro de 2026, a mudança nas funções institucionais dos dois políticos. Pacheco passa a atuar no controle externo da administração pública federal, enquanto Braz assume a cadeira de Minas Gerais no Senado até fevereiro de 2027.

*Com informações do Portal TCU e Agência Senado.


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