Na sequência do amplo apagão que afetou 25 estados e o Distrito Federal na última terça-feira (15/08/2023), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou a implementação de medidas para assegurar o fornecimento contínuo de energia. O ONS divulgou o Informe Preliminar de Interrupção de Energia no Sistema Interligado Nacional (IPIE), que marca o início da investigação para determinar as causas do evento e como evitar que ele se repita.
Medidas de precaução adotadas
De acordo com o informe divulgado pelo ONS em 17 de agosto, o sistema está sendo operado de maneira mais conservadora para garantir a segurança do fornecimento de energia, em conformidade com os Procedimentos de Rede. Para isso, foram adotadas medidas como a redução no carregamento das linhas de transmissão e a postergação de manutenções programadas. Essas ações visam minimizar os riscos de interrupções futuras e garantir a confiabilidade do sistema elétrico.
Relatório detalhado em 45 dias
O relatório completo que detalhará as causas do apagão e suas implicações deve ser concluído em 45 dias úteis, conforme informou o ONS. Já estão agendadas duas reuniões para discutir os resultados preliminares da investigação e o início da elaboração do relatório final. A primeira reunião acontecerá em 25 de agosto, com a participação do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de representantes do setor. O segundo encontro ocorrerá em 1º de setembro.
O desencadeador do apagão
O apagão, que teve início às 8h30 do dia 15 de agosto, resultou na queda de fornecimento de cerca de 27% da carga total, totalizando aproximadamente 19 mil megawatts. O evento foi desencadeado pelo desligamento da linha de transmissão 500 kV Quixadá-Fortaleza II, operada pela Eletrobras Chesf. O ONS afirmou que um funcionamento incorreto no sistema de proteção da linha levou ao seu desligamento.
Desafios na avaliação
O ONS destacou que o desligamento dessa linha, por si só, não teria sido suficiente para causar a extensão do apagão observado, indicando que o desligamento afetou desproporcionalmente equipamentos adjacentes e causou oscilações elétricas nas regiões Norte e Nordeste. A separação das interligações entre essas regiões e as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocorreu após 600 milissegundos, quando os Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) foram acionados.
Restauração do sistema
O ONS assegurou que, após a queda, as cargas em todas as regiões começaram a ser recompostas em poucos minutos. O fornecimento já havia sido normalizado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste até as 10h. O sistema elétrico foi completamente restaurado às 14h49.
*Com informações da Agência Brasil.











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