Nesa sexta-feira (13/10/2023), o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um apelo contundente ao respeito às regras de guerra e ao cumprimento do direito humanitário internacional em meio à crise em curso entre Israel e Palestina. Em uma coletiva de imprensa realizada na sede da ONU em Nova Iorque, Guterres enfatizou que, mesmo em tempos de conflito, normas e direitos humanos não podem ser negligenciados.
“Mesmo guerras têm regras”, afirmou Guterres, destacando a importância de proteger a vida dos civis e impedir que sejam usados como escudos humanos. Ele enfatizou que o direito humanitário internacional deve ser respeitado, e as violações devem ser condenadas.
Além disso, o chefe da ONU pediu a imediata libertação de todos que estão reféns na Faixa de Gaza, uma das regiões mais afetadas pelo conflito. A situação, de acordo com Guterres, atingiu um novo nível de perigo.
A recente ordem de evacuação emitida pelas autoridades de Israel para Gaza também foi abordada por Guterres. Ele alertou que mover mais de um milhão de pessoas em uma zona densamente povoada em meio a um conflito é uma tarefa “simplesmente impossível”.
A fragilidade da situação na região é evidenciada pelos atos de violência cometidos pelo Hamas e pela resposta das forças israelenses, resultando em milhares de vítimas na Faixa de Gaza e em diversas cidades de Israel.
O sistema de saúde em Gaza está à beira do colapso, com hospitais sobrecarregados e uma crescente escassez de recursos. Além disso, a infraestrutura de água foi danificada, agravando ainda mais a crise humanitária na região.
António Guterres também expressou sua preocupação com os tiroteios ao longo da Linha Azul e enfatizou a necessidade de encerrar a violência. Ele pediu acesso humanitário imediato em toda a Faixa de Gaza para fornecer combustível, comida e água às pessoas necessitadas.
Por fim, Guterres condenou veementemente a linguagem de ódio e fez um apelo aos líderes para condenar o antissemitismo, a intolerância contra os muçulmanos e o discurso de ódio. Ele destacou a urgência de uma ação internacional conjunta para proteger os civis e encontrar uma solução duradoura para o ciclo incessante de morte e destruição na região.
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