7 de dezembro de 2023, quinta-feira, é um dia que ficou marcado na história política e criminal de Feira de Santana e da Bahia. Foi nesta data que a Polícia Federal (PF), em colaboração com a Receita Federal (RF), o Ministério Público da Bahia (MPBA) e a Força Correcional Integrada FORCE/COGER/SSP/BA, deflagraram a Operação El Patron, com o objetivo de desmantelar uma estruturada organização criminosa (ORCRIM) atuante em Feira de Santana e em outros quatro municípios da Bahia por um período estimado de 10 anos.
Segundo a PF e o MP, a sofisticada organização criminosa é especializada na lavagem de capitais advindos de jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada, entre outras infrações penais. No epicentro do esquema, em tese, está o deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, mais conhecido como Binho Galinha, filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD), legenda oriunda da fusão entre o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Patriota.
Pablo Escobar e Kleber Cristian, o Binho Galinha
O nome da operação, ‘El Patrón’, é uma alusão ao famoso traficante de drogas colombiano Pablo Emilio Escobar Gaviria, morto em 2 de dezembro de 1993, em Medellín, segunda maior cidade da Colômbia.
Dois fatos conectam o perfil histórico do mafioso colombiano com o empresário, político e acusado pelo MP de comandar milícia em Feira de Santana e região, quais sejam, ambos tiveram registro de ocorrência criminal antes de ingressarem na política e conquistarem mandato parlamentar.
Originário de Milagres, Binho Galinha viveu a maior parte da vida em Feira de Santana, onde se envolveu em uma controvérsia em 2011, ao ser preso por supostamente integrar quadrilha de roubos de automóveis e caminhões, portando uma pistola. Após ser detido, permaneceu por três dias sob custódia da Polícia Civil, sendo posteriormente liberado e respondendo a um inquérito em liberdade, sem que este resultasse em processo judicial.
A eleição de Kleber Cristian Escolano de Almeida (Binho Galinha)
Entre 2011 e 2022, Kleber Cristian Escolano de Almeida permaneceu como uma personalidade pouco conhecida da sociedade feirense. Mas, em 2022, com a campanha eleitoral em curso, ele se candidatou e usou Feira de Santana como a principal base eleitoral, lançando nome pelo grupo da Direita e declarando apoio a ACM Neto (UB), governador, e Jair Bolsonaro (PL), presidente.
Após conquistar o mandato de deputado estadual pelo Patriota e com o resultado eleitoral do primeiro turno apontando para a possibilidade de vitória de Lula (PT), presidente, e Jerônimo Rodrigues (PT), governador no segundo turno, Binho Galinha muda de lado e adere às forças de centro-esquerda. Dos 49.834 (0,63%) votos obtidos para deputado estadual da Bahia, Binho Galinha recebeu 32.980 votos (10,40%) oriundos de eleitores de Feira de Santana.
Na declaração de renda à Justiça Eleitoral, o político informou ter poucas posses que totalizavam R$ 316.420,00 em bens declarados, sendo composto por R$ 21.420,00 em depósito bancário, R$ 10 mil em dinheiro em mãos, R$ 155 mil referente a um imóvel tipo terreno e mais R$ 130 mil referente a um posto de combustível situado no Distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana. Um fato que chama a atenção é que, na declaração oficial, não há registro de que ele fosse proprietário da empresa Tend Tudo, um dos alvos da polícia, na qual ocorria desmanche de veículos.
Quem é Kleber Cristian Escolano de Almeida (Binho Galinha)?
O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida (Binho Galinha, PRD), vice-líder do Bloco Parlamentar MDB/PSB/Patriota/PSC/Avante, nasceu em 17 de novembro de 1977, na cidade de Milagres e migrou para Feira de Santana, local onde fixou residência e domicílio eleitoral.
Em 1992, ele cursa o ensino médio no Colégio Assis Chateaubriand, em Feira de Santana. No resumo biográfico registrado pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), consta que é solteiro e tem como pais José Pedro Vieira de Almeida e Rosy Mairy Santos Escolano de Almeida.
No levantamento biográfico sobre Binho Galinha consta que, desde 2006, ele é sócio da loja de autopeças Tend Tudo uma espécie de loja tipo ferro-velho que comercializa peças e acessórios para veículos automotores em Feira de Santana.
Segundo fontes do Jornal Grande Bahia (JGB), Binho Galinha trabalhou por um período com o empresário Oldair José da Silva Mascarenhas (Dainho), cuja atuação era associada ao Jogo do Bicho. Em 1º de março de 2013, aos 39 anos, o empresário foi morto com 12 tiros, quando estava em um bar na Rua São Domingos, em Feira de Santana.
Ao longo do período pandêmico, ele forneceu refeições para indivíduos em estado de vulnerabilidade social, situação que chamou a atenção dos líderes comunitários locais. Em decorrência desse destaque, foi formalmente convidado a participar como candidato nas eleições pelo partido Patriota.
No transcurso da campanha eleitoral, elucidou que o epíteto “Binho Galinha” teve origem imediatamente após sua mudança para Feira de Santana. Ao se estabelecer na cidade, desempenhou o papel de entregador em um abatedouro de aves, marcando o início de sua trajetória de trabalho na cidade, que é a segunda mais populosa da Bahia.
Em 2023, no primeiro ano do mandato parlamentar, ele apresentou três projetos de lei, abordando temas como meia-entrada para mulheres em jogos de futebol, instituição de um programa estadual de tratamento e reciclagem de óleos, e o reconhecimento de uma associação beneficente como utilidade pública, além de uma proposta da construção do Centro Administrativo de Feira de Santana.
A biografia de Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, revela uma trajetória marcada por atividade empresarial, envolvimento político e controvérsias judiciais que culminaram na recente operação policial.
A Operação El Patron
14 meses antes de Kleber Cristian Escolano de Almeida (Binho Galinha, PRD) ser eleito deputado estadual, foi iniciada profunda investigação sobre possível esquema criminoso no formato de milícia liderado na cidade de Feira de Santana e região. Medidas cautelares, como quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático, foram expedidas pela Justiça contra os investigados.
Cerca de 28 meses depois, em 7 de dezembro de 2023 (quinta-feira), a Operação El Patron foi deflagrada por entidades do Sistema de Segurança estadual e federal. O alvo principal foi a suposta milícia que atuava há mais de 10 anos em Feira de Santana, liderada, em tese, pelo deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida (Binho Galinha, PRD, Bahia) e composta por outros 14 membros, todos, denunciados criminalmente pelo MPBA.
Segundo a PF e o MP, a sofisticada organização criminosa é especializada em lavagem de capitais provenientes de agiotagem, extorsão, receptação qualificada, tráfico de drogas, prostituição e exploração de jogos de azar (jogo do bicho), entre outras infrações penais. A organização criminosa também era responsável por cobranças violentas relacionadas a dívidas de jogatinas e empréstimos a juros abusivos.
A ação policial ocorreu de maneira abrangente em Feira de Santana, Salvador e 3 municípios da região. 5 auditores-fiscais, 7 analistas tributários da Receita Federal e 200 policiais cumpriram 33 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, resultando em 6 prisões.
Em cumprimento à decisão da 1ª Vara Criminal de Feira de Santana, ocorreu o bloqueio em contas bancárias, sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão das atividades econômicas de seis empresas. 15 investigados foram denunciados à Justiça Estadual.
A Polícia Federal anunciou o bloqueio de R$ 200 milhões nas contas bancárias dos investigados. O montante total de R$ 700 milhões incluiu danos morais, conforme pleiteado pelo Ministério Público.
Os órgãos de segurança informaram que o esquema criminoso movimentou mais de R$ 100 milhões em contas bancárias nos últimos dez anos, envolvendo lavagem de dinheiro, agiotagem e receptação qualificada. Além disso, a busca e apreensão realizada na loja de autopeças Tend Tudo, da qual Binho Galinha é sócio, revelou peças de carros roubados, dinheiro do jogo do bicho e até mesmo uma mala com pasta de cocaína.
No transcurso da investigação foram apreendidos, também, duas pistolas calibres 9 milímetros e .40, sete carregadores, 81 munições, notebook, documentos e uma balança, além de rifle de longo alcance com mira telescópica. As provas demonstram a existência de um verdadeiro arsenal para guerra do crime contra a sociedade e as forças de segurança pública.
Envolvimento de policiais e foro privilegiado
Dois soldados e um subtenente, vinculados a unidades em Salvador e Feira de Santana, foram identificados como o braço armado da organização criminosa, sendo responsáveis por cobranças violentas relacionadas a jogatinas e empréstimos a juros excessivos.
Eles foram presos em conjunto com o filho e a esposa de Binho Galinha, além de um terceiro investigado que atuava como operador financeiro do esquema. Para a mulher, a prisão foi comutada para restrição de liberdade com uso de tornozeleira.
Os promotores expressam a convicção de que o número de policiais envolvidos pode ser ainda maior. No celular do deputado, foram identificados os contatos de pelo menos 120 policiais militares e civis.
O deputado, detentor de foro por prerrogativa de função, foi denunciado por diversos crimes, mas não pode ser preso de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre deputados estaduais.
Loja de autopeças e desmanche de veículos estão no centro do esquema
Conforme reportagem do Jornal Folha de S.Paulo, a loja de autopeças Tend Tudo tornou-se o centro de operações do esquema de atividades ilícitas, alegadamente utilizado para encobrir ações do deputado, anteriormente preso por roubos de veículos, posse ilegal de arma de fogo e receptação de peças automotivas roubadas.
A análise minuciosa dos dados bancários pela Polícia Federal revelou que a Tend Tudo recebeu vultosos R$ 40,7 milhões, sem adequado lastro de notas fiscais emitidas. Auditores concluíram que há indícios de movimentação financeira incompatível com a receita bruta declarada pela empresa.
Um dos postos-chaves na receptação de peças ilícitas era Kleber Herculano de Jesus, conhecido como Compadre Charutinho, responsável pela aquisição dessas peças, posteriormente vendidas à Tend Tudo, operada por Binho Galinha e Mayana Cerqueira da Silva.
O Ministério Público revela que Charutinho possui um extenso histórico criminal, especialmente contra o patrimônio, e mantém uma relação próxima com o deputado em questão. Contudo, a defesa dele não foi alcançada para comentários.
A Tend Tudo também recebeu créditos de outras duas pessoas com registros criminais relacionados à receptação e organização criminosa. Suspeitas de notas fiscais fraudulentas também surgiram.
Em 2020, a Tend Tudo emitiu uma nota fiscal no valor de R$ 3 milhões, alegadamente referente à venda de mil cabines de caminhão a R$ 3.000 cada. Auditores apontam a ausência de comprovação desses recursos na empresa, levantando dúvidas sobre a existência de cabines em quantidade suficiente para revenda ou de material para fabricação.
Além da Tend Tudo, o deputado é sócio de empresas, incluindo outra revendedora de autopeças e um posto de combustíveis, este último movimentando mais de R$ 500 mil, apesar de estar inativo.
Investigações adicionais revelam a ligação do deputado com o jogo do bicho, envolvendo sua esposa, filho, um policial e um suposto operador financeiro. A análise de celulares sugere que os envolvidos armazenam documentação relacionada ao jogo do bicho e receberam créditos vinculados à contravenção em suas contas bancárias.
O operador financeiro
Segunda reportagem da Folha de S.Paulo, identificado como operador financeiro do grupo, Jorge Piano é acusado de movimentar uma quantia superior a R$ 40 milhões e é registrado como proprietário de diversas empresas. Surpreendentemente, durante a pandemia da Covid-19, ele também recebeu parcelas do auxílio emergencial.
Bens sem comprovação de origem
Ao analisar o caso da lavagem de dinheiro, as autoridades apontam que o deputado movimentou mais de R$ 15 milhões, uma quantia significativamente distante do valor declarado em seu imposto de renda. Durante a campanha em 2022, o político afirmou possuir R$ 316 mil em bens, incluindo um terreno, um posto de combustível e dinheiro.
No entanto, investigações descobriram pelo menos 12 propriedades ligadas ao deputado, adquiridas sem um respaldo financeiro aparente. Terrenos, fazendas, uma casa de praia e até uma mansão em construção em Feira de Santana compõem esse conjunto de bens, revelando uma discrepância que levanta questões sobre a origem e legalidade de seu patrimônio.
A investigação também identificou a posse de cabeças de gado não declaradas oficialmente no patrimônio do parlamentar, acentuando as suspeitas em torno de suas atividades financeiras.
Deputado Binho Galinha acredita na Justiça
Em nota, a assessoria do deputado Binho Galinha afirmou que ele está à inteira disposição da Justiça da Bahia e que todas as questões serão esclarecidas no momento adequado. O comunicado ressalta a confiança na Justiça e a disposição para contribuir com a transparência dos fatos.
Advogado dos investigados diz desconhecer acusação
O advogado Rafael Esperidião, representante da família de Binho Galinha, concedeu entrevista exclusiva ao Acorda Cidade, destacando que o processo está em sigilo, impedindo a divulgação de informações específicas. Ele esclareceu que o deputado não foi conduzido durante a operação, pois não havia mandado de prisão contra ele. Esperidião enfatizou que Binho Galinha não está foragido e está à disposição da Justiça, encontrando-se em viagem pelo estado.
ALBA demonstra desapreço ao combate ao crime
Segunda reportagem da Folha de S.Paulo, a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia afirmou, por meio de comunicado, que não recebeu qualquer informação ou menção à operação conduzida pela Polícia Federal. Além disso, ressaltou que o Regimento Interno da Casa não contempla qualquer tipo de sanção a parlamentares durante o curso de investigações.
A afirmação da presidência da ALBA, ao indicar falta de informação prévia sobre a operação policial, levanta questionamentos éticos no âmbito da transparência e comunicação entre os poderes. A ausência de comunicação efetiva pode suscitar dúvidas sobre o comprometimento com a integridade e responsabilidade na gestão pública.
Além disso, a menção de que o Regimento Interno não prevê sanções a parlamentares durante investigações destaca uma possível brecha ética que merece ser avaliada quanto à sua adequação aos princípios de ética e probidade no serviço público.
Esse contexto ressalta a importância da transparência e da clareza nas relações entre instituições para manter a confiança da sociedade na integridade das instituições públicas.
Quem são os magistrados que vão julgar o Caso El Patron em Feira de Santana?
A investigação El Patron tramita em duas esferas judiciais, Federal e Estadual, nas quais foi decretado Segredo de Justiça. A Justiça Federal encarrega-se dos crimes tributários que envolvem a Receita Federal. Na Justiça Estadual tramita a denúncia criminal contra os 15 indivíduos apontados pelo MPBA como membros da Orcrim. O caso é processado pelo titular da 1ª Vara Crime de Feira de Santana.
Síntese da Operação El Patron
Confira a seguir os principais dados sobre a Operação El Patron.
Abrangência territorial da Operação El Patron
- Feira de Santana,
- Salvador,
- Brejões,
- São Sebastião do Passé, e
- Cabuçu, distrito de Saubara.
Resultados da Operação El Patron
- Mandados: Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, incluindo estabelecimentos comerciais do deputado, casas e fazendas ligadas a ele.
- Apreensões: Dinheiro, documentos, armas, munições e uma mala com pasta de cocaína foram apreendidos. Peças de carros roubados foram encontradas na loja Tend Tudo.
- Bloqueio Financeiro: R$ 700 milhões foram bloqueados nas contas bancárias dos investigados.
- Bens Sequestrados: A PF sequestrou 26 propriedades, incluindo fazendas, casas, terrenos, apartamentos e sala comercial. Também foram apreendidos 14 veículos.
A relação dos 26 imóveis, veículos e empresas que foram alvos da Operação El Patron
- 10 fazendas
- 9 casas
- 4 terrenos
- 2 apartamentos
- 1 sala comercial
- 14 veículos
- 6 empresas tiveram as atividades econômicas suspensas
Resumo da Operação El Patrón envolvendo o deputado Binho Galinha:
- Líder de Milícia e Histórico Criminal: O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia como líder de uma milícia atuante há mais de 10 anos em Feira de Santana, Bahia.
- Investigação e Montante Movimentado: A Operação El Patrón revelou que a organização criminosa liderada por Binho Galinha movimentou mais de R$ 100 milhões em contas bancárias na última década. O dinheiro teria sido lavado através de empresas fictícias, com destaque para a loja de autopeças Tend Tudo, da qual o deputado é sócio desde 2006.
- Lavagem de Dinheiro na Tend Tudo: A investigação apontou que a Tend Tudo movimentou mais de R$ 40 milhões sem justificativas fiscais. A loja foi alvo de busca e apreensão, onde foram encontradas peças de carros roubados, dinheiro proveniente do jogo do bicho e até mesmo uma mala contendo cocaína.
Perfil da Organização Criminosa identificada na Operação El Patron
- Atuação Financeira: A milícia teria movimentado mais de R$ 100 milhões em contas bancárias nos últimos dez anos, lavando dinheiro por meio de empresas fictícias ligadas à loja Tend Tudo.
- Tend Tudo: A loja de autopeças, da qual Binho é sócio, é apontada como o centro do esquema de lavagem de dinheiro, movimentando mais de R$ 40 milhões sem justificativas fiscais.
- Participação Policial: A milícia contava com a participação de policiais militares, responsáveis por cobranças violentas relacionadas a jogatinas e empréstimos com juros abusivos.
Quem foram os denunciados criminalmente na Operação El Patron pelo MP
- Kléber Cristian Escolano de Almeida (Binho Galinha):
- Deputado estadual (Patriota-BA).
- Líder da suposta milícia em Feira de Santana, Bahia.
- Investigações apontam sua participação em crimes desde antes de assumir o mandato.
- Proprietário da loja de autopeças Tend Tudo desde 2006.
- Denunciado por lavagem de dinheiro, agiotagem, receptação qualificada, entre outros.
- Thierre Figueiredo Silva:
- Envolvimento na organização criminosa.
- Nilma Carvalho Pereira:
- Membro da organização criminosa.
- Ruan Pablo Pereira Carvalho:
- Integrante da suposta milícia.
- Alexandre Pereira dos Santos:
- Participação na organização criminosa.
- Washington Martins Silva:
- Envolvimento com a milícia.
- Mayana Cerqueira da Silva (esposa de Binho), preso durante a operação e colocada em domiciliar com uso de tornozeleira:
- Movimentação financeira incompatível com rendimentos declarados.
- João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano (filho de Binho), preso durante a operação:
- Responsável por receber dinheiro do crime desde menor de idade.
- Preso.
- Jorge Vinícius de Souza Santana Piano (operador financeiro), preso durante a operação:
- Principal operador financeiro da organização.
- Movimentou mais de R$ 39 milhões.
- Jackson Macedo Araújo Júnior (policial), preso durante a operação:
- Membro da milícia.
- Movimentou quase R$ 4 milhões.
- Vagney dos Santos Aquino:
- Participante da organização criminosa.
- Josenilson Souza da Conceição (policial), preso durante a operação:
- Bacharel em direito.
- Movimentou pouco mais de R$ 1,7 milhão.
- Roque de Jesus Carvalho (policial), preso durante a operação:
- Movimentou mais de R$ 9 milhões em 10 anos.
- Bruno Borges França:
- Envolvimento na suposta milícia.
- Kleber Herculano de Jesus (Compadre Charutinho):
- Participante do esquema criminoso.
A espera de Justiça
Por fim, a Operação El Patrón desvela uma trama complexa de possíveis crimes envolvendo um parlamentar, deixando a sociedade atônita diante da dimensão e audácia desse esquema m curso e do lapso temporal em subsistiu.











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