Exportações baianas enfrentam desafios e registram queda de 18,9% em 2023

Após dois anos de crescimento, exportações na Bahia enfrentam retração acentuada de 18,9%. Desafios econômicos globais e queda na demanda impactam setores-chave, revela análise da SEI.
Após dois anos de crescimento, exportações na Bahia enfrentam retração acentuada de 18,9%. Desafios econômicos globais e queda na demanda impactam setores-chave, revela análise da SEI.

Em um cenário desafiador, as exportações da Bahia enfrentaram um declínio significativo de 18,9% em 2023, marcando uma reviravolta em relação aos dois anos anteriores de crescimento consistente. Ao contrário da tendência nacional, o estado viu uma queda tanto nos preços quanto no volume exportado, liderada pela redução de 11,8% nos preços e 8% no volume, especialmente notável nos derivados de petróleo, destaque nas exportações de 2022. As informações, analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), revelam um cenário desafiador para setores cruciais.

O segmento agropecuário, que alcançou US$ 4,65 bilhões em exportações, enfrentou uma redução de 7%, apesar da safra recorde de grãos no estado. Enquanto a soja e seus derivados representaram a maior parte das vendas, outros produtos agropecuários, como frutas (+46,5%) e milho (+57%), registraram notáveis aumentos nas exportações.

Por outro lado, a indústria de transformação enfrentou uma queda expressiva de 29,8%, totalizando US$ 5,33 bilhões em 2023. O setor de refino e petroquímica, impulsionadores tradicionais, teve desempenhos muito aquém do esperado. A indústria extrativa, por sua vez, teve a menor queda entre os setores, com um decréscimo de 0,85%.

A China permaneceu como principal destino das exportações baianas, mesmo com uma redução de 4,1%. A queda nas importações, especialmente de combustíveis e bens intermediários, somando US$ 8,51 bilhões, reflete a desaceleração da demanda interna, indicando uma economia com baixo dinamismo.

O saldo comercial do estado cresceu 8,3%, alcançando US$ 2,78 bilhões, resultado da redução maior nas importações do que nas exportações. A corrente de comércio, indicador chave, totalizou US$ 19,8 bilhões, apresentando uma queda de 21,7% em comparação com o ano anterior.


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