A comitiva presidencial aproveitou a tarde desta quarta-feira (14/02/2024) para visitar as famosas pirâmides egípcias. O presidente Lula, a primeira-dama, Janja Silva, e os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, estiveram em Gizé, cerca de 20 km do Cairo, no fim da tarde, quando o movimento de pessoas em torno das pirâmides é bem menor do que pelas manhãs.
O céu estava nublado e a temperatura ficou em torno dos 19°C. O grupo voltou no início da noite para o Palácio de Qubba, onde a comitiva brasileira está hospedada, a convite do governo egípcio. De acordo com a assessoria da presidência, Lula conversou ainda com o ex-ministro de Antiguidades e Turismo, Khaled al- Anani, sobre uma possível colaboração na recuperação e acervo do Museu Nacional, no Rio.
A chegada de Lula não teve muito destaque na mídia local. As atenções se voltaram para a visita do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Foi a primeira visita dele ao Egito desde 2012. Os dois países eram muito próximos, mas passaram com uma crise diplomática em 2013, quando o embaixador turco acabou expulso do Egito.
O fato de Erdogan ter sido recebido pelo presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi, no aeroporto, e Lula pelo ministro do Turismo e Antiguidades, Ahmed Issa, não pode ser visto como uma demonstração de desprestígio em relação ao Brasil, que este ano completa 100 anos de relações diplomáticas com o Egito.
Erdogan ansiosamente esperado
É que a visita de Erdogan já vinha sendo ansiosamente aguardada pelos egípcios. No ano passado, os dois países voltaram a nomear embaixadores e agora seguem os esforços para que as relações voltem a ser como antes. Turquia e Egito possuem mais em comum, em se tratando de história, cultura e religião, do que o Brasil e seu anfitrião.
No fim da tarde, os presidentes turco e egípcio participaram de uma coletiva juntos. Sisi afirmou que Egito e Turquia trabalharão juntos para agilizar o envio de ajuda humanitária a quem ainda está na Faixa de Gaza.
O presidente egípcio foi claro ao destacar “as restrições impostas pelas autoridades israelenses à entrada desta ajuda, que faz com que os caminhões de ajuda entrem a um ritmo lento, o que não é compatível com as necessidades dos moradores da Faixa”.
*Com informações da RFI.








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