Na manhã desta terça-feira (09/04/2024), dirigentes de duas renomadas empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo, Transwolff e Upbus, foram presos em uma operação conduzida pelo Ministério Público do estado. As prisões ocorreram em meio a suspeitas de envolvimento desses indivíduos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A operação, que está em curso, abrange diversas cidades da Região Metropolitana paulistana e também municípios do interior, onde estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão. Os alvos incluem as garagens das transportadoras, as residências e os escritórios dos envolvidos. Em uma das propriedades, as autoridades encontraram armas de fogo, dinheiro em espécie e joias, intensificando as suspeitas de atividades ilícitas.
Além do Ministério Público, a operação conta com a participação da Receita Federal, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Polícia Militar, evidenciando a amplitude e a gravidade das investigações em curso.
Diante da situação, o Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu uma determinação para que a SPtrans, empresa municipal responsável pela gestão do transporte coletivo na cidade, assuma imediatamente a operação das linhas afetadas. Estas linhas, que atendem mensalmente cerca de 15 milhões de passageiros, são operadas pela Transwolff na zona sul e pela Upbus na zona leste da capital.
A prisão dos dirigentes das empresas de ônibus e a investigação em andamento lançam luz sobre a possível influência criminosa no setor de transporte público da maior cidade do país, levantando questões sobre segurança, integridade e transparência no sistema de mobilidade urbana.
*Com informações da Agência Brasil.








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