Em uma ação coordenada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia e de Mato Grosso, foi preso na manhã desta quarta-feira (06/11/2024) um dos líderes de uma facção criminosa com atividades na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A captura do suspeito ocorreu em Cuiabá, durante a deflagração da Operação Nexus, e envolveu o cumprimento de dois mandados de busca e um de prisão.
O alvo, identificado como um dos chefes do tráfico de armas e drogas, operava uma rota internacional de contrabando, trazendo fuzis, pistolas, carregadores, munições e drogas da Bolívia para a Bahia. Esses materiais eram distribuídos para integrantes da facção na RMS, fortalecendo as atividades criminosas na região. Investigações apontam que o suspeito também ordenava a execução de rivais, incluindo homicídios com abandono de corpos, em um ciclo de violência para expandir o domínio do grupo.
Segundo a FICCO, o suspeito vivia em Cuiabá sob a fachada de empresário, utilizando documentos falsos. Residindo em um bairro nobre, ele levava uma rotina luxuosa, frequentando estabelecimentos exclusivos e adquirindo bens importados, como bolsas e relógios. A investigação identificou que ele geria as atividades do grupo criminoso de forma remota, mantendo contato com seus subordinados e gerenciando o envio dos itens ilícitos à Bahia.
O delegado federal Eduardo Badaró, coordenador da FICCO Bahia, enfatizou a importância da operação para desmantelar o esquema transnacional de tráfico e diminuir os índices de violência na RMS. “As investigações relacionadas a esta liderança de facção continuam. Nosso objetivo é desarticular essa rota internacional de armas e drogas. Atuaremos em parceria com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia e a Polícia Federal. Capturar os responsáveis pelos crimes violentos é a nossa prioridade”, afirmou.
A Operação Nexus representa um esforço conjunto para combater o crime organizado e diminuir o fluxo de armas e drogas que abastecem facções no país. A continuidade das investigações busca localizar e prender outros integrantes envolvidos na rede de contrabando e financiamento de atividades ilegais.








Deixe um comentário