O SENAI Bahia realizou, na sexta-feira (29/08/2025), durante a INDEX 2025, o painel “Aprendizagem Industrial: Estratégia contra o apagão de mão de obra”, reunindo especialistas e líderes empresariais para discutir os desafios da formação e retenção de talentos na indústria baiana. O debate enfatizou a necessidade de adaptação da força de trabalho às novas tecnologias e à transformação digital, além da importância de programas de aprendizagem industrial como porta de entrada para jovens no mercado de trabalho.
Desafios da indústria e formação de profissionais qualificados
Mediado pelo jornalista Fernando Sodake, o painel contou com as participações de Joaquim de Paula Filho (Agrovale), Eliana Lima (Heineken Alagoinhas) e Luis Henrique Tapia (Veracel). O consenso dos debatedores foi que a qualidade organizacional depende da qualidade dos profissionais, embora a indústria enfrente dificuldade em encontrar talentos com competências técnicas atualizadas, muitas vezes não contempladas pela educação tradicional.
O cenário é agravado pelo envelhecimento da força de trabalho, dificuldades na transferência intergeracional de conhecimento e pela rapidez das inovações em áreas como Inteligência Artificial (IA), ESG, cibersegurança e transformação digital. Além disso, novas gerações buscam ambientes de trabalho colaborativos, flexíveis e inclusivos, exigindo mudança na postura de lideranças.
Jovem Aprendiz: ferramenta de transformação e retenção
O Programa de Aprendizagem Industrial foi destacado como estratégia eficaz para combater o apagão de mão de obra. A Agrovale elevou o aproveitamento de jovens aprendizes de menos de 10% em 2018 para 30% em 2025, com meta de 80%. A empresa implementou ações como o Grand Prix, promovendo senso de pertencimento e reduzindo evasão.
A iniciativa também busca integração entre diferentes gerações, estimulando segurança psicológica e valorização de ideias, além de equilibrar a participação feminina, atualmente em 33%, com meta de 50%.
Experiências de outras empresas
Na Heineken Alagoinhas, o programa de Jovem Aprendiz inclui mulheres, pessoas com deficiência e profissionais acima de 50 anos. A primeira turma formou técnicos em Eletrotécnica e Mecânica com 80% de efetivação, promovendo a mistura de experiências e idades em projetos.
A Veracel também enfrenta o apagão de mão de obra, priorizando sucessão e manutenção de talentos. A empresa investiu em turmas presenciais, como a capacitação de 20 operadoras de retroescavadeira pelo SENAI, todas contratadas. Além disso, a Veracel incentiva profissionais mais experientes a assumirem protagonismo e valoriza a opinião dos jovens como estratégia de retenção.
Tendências e perspectivas para a indústria baiana
O debate destacou que aprendizagem industrial, diversidade geracional, inclusão e cuidado com o bem-estar dos profissionais são fatores estratégicos para reduzir a escassez de mão de obra. Programas estruturados e políticas de retenção podem fortalecer a competitividade e sustentabilidade do setor industrial no estado.
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