O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta quinta-feira (02/10/2025) a inclusão de ameaças ao ministro Flávio Dino no inquérito que investiga milícias digitais. A decisão ocorre após o voto de Dino no julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, sendo motivada por ameaças de morte e ataques direcionados a ele e a seus familiares.
A determinação de Moraes estabelece que as plataformas Meta, TikTok, X e YouTube forneçam em 48 horas informações sobre dezenas de perfis envolvidos nos ataques digitais, permitindo à Polícia Federal identificar responsáveis e tomar medidas cabíveis.
Contexto da investigação
A inclusão das ameaças ao ministro Flávio Dino no inquérito de milícias digitais atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que mapeou cerca de 50 perfis ligados às publicações hostis. Segundo a PF, os ataques incluem ameaças de morte, ofensas a familiares e xingamentos, representando risco real e podendo obstaculizar o exercício das funções públicas de Dino.
O inquérito das milícias digitais foi ampliado em junho por Moraes, diante da intensificação do cenário político e da conclusão de processos relacionados a Bolsonaro. O ministro justificou que a atuação dessas milícias permanece ativa, inclusive durante julgamentos do STF, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo.
Procedimentos e prazos
Com base na decisão, as plataformas digitais devem enviar informações detalhadas sobre os perfis identificados, permitindo à PF analisar a origem das ameaças e subsidiar investigações criminais. O prazo estipulado é de 48 horas, e a medida integra esforços para garantir segurança institucional e proteção de autoridades públicas.
Impactos sobre a atuação do STF
Especialistas ressaltam que ataques digitais a ministros podem comprometer a independência e imparcialidade do Judiciário, interferindo no desempenho das funções públicas. A investigação coordenada por Moraes visa coibir esse tipo de comportamento, reforçando mecanismos legais contra crimes digitais e fortalecendo a proteção de membros do STF frente a pressões externas.
*Com informações da Sputnik News.
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Uma resposta
Que lixo