Autoridades estaduais e representantes chineses participaram da abertura nesta terça-feira (25/11/2025) da terceira edição do Fórum Bahia–China, evento que consolida a expansão da agenda internacional baiana voltada a tecnologia, energia limpa, inovação e desenvolvimento sustentável. Na cerimônia, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, afirmou que “a China é um exemplo para o mundo”, destacando a profundidade da cooperação bilateral e os impactos econômicos dos investimentos chineses instalados no estado.
O III Fórum Bahia–China, realizado nesta terça-feira (25/11/2025) em Salvador, reforçou o avanço das relações econômicas e institucionais entre o estado e o país asiático. Durante a abertura, o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, afirmou que a China simboliza “um exemplo para o mundo” ao combinar disciplina, paz social e planejamento estratégico para alcançar crescimento sólido e redução de desigualdades. Segundo ele, essa trajetória tem inspirado nações do Sul Global, especialmente no contexto de transição energética e inovação tecnológica.
A programação do evento incluiu debates sobre economia verde, tecnologias digitais, transição energética justa, cooperativismo produtivo e novos mecanismos de cooperação Bahia–China. A iniciativa faz parte de uma política estadual voltada à atração de investimentos estruturantes, à modernização industrial e à internacionalização da economia baiana.
Durante seu discurso, Angelo Almeida lembrou a orientação dada pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao assumir a SDE há três anos: fortalecer o ambiente de negócios, simplificar processos, acolher investidores e garantir que oportunidades sejam acessíveis a micro, pequenas, médias e grandes empresas. Ele ressaltou o trabalho conjunto da equipe técnica da secretaria e o compromisso com um desenvolvimento baseado em fraternidade, dignidade e justiça social.
Cooperação Bahia–China avança com investimentos estratégicos
Nos últimos três anos, a presença chinesa na Bahia se consolidou com a chegada de grandes companhias globais em setores considerados essenciais para a nova economia. Segundo o secretário, três empreendimentos simbolizam esse movimento:
- BYD — fábrica de carros elétricos;
- Goldwind — produção de turbinas eólicas;
- Sinoma — produção de pás eólicas.
Esses projetos ampliam a participação da Bahia nas cadeias globais de energia limpa, reforçando a posição do estado como polo nacional de energias renováveis. Além disso, Angelo Almeida destacou o início, previsto para o começo de 2026, das obras da Ponte Salvador–Itaparica, empreendimento liderado por capital chinês que representa um marco logístico e econômico para o estado.
Para ele, a ponte simboliza mais que mobilidade urbana: representa um vetor de integração regional, impulsionando turismo, comércio, agroindústria e novos corredores produtivos. O secretário afirmou que “há ainda muitas pontes a serem construídas” — no sentido literal e figurado — para fortalecer o desenvolvimento da Bahia e aprofundar a cooperação internacional.
Presenças institucionais reforçam dimensão estratégica do Fórum
A abertura contou com representantes chineses, entidades de planejamento e organismos multilaterais. Estiveram presentes:
- Tian Min, cônsul-geral da República Popular da China no Rio de Janeiro;
- Jing Yanhui, cônsul comercial;
- Elisa Calcaterra, representante do PNUD no Brasil;
- Geraldo Júnior, vice-governador da Bahia;
- José Acácio Ferreira, diretor-geral da SEI e presidente da ANIPES;
- Francisco Luz, embaixador e chefe do Escritório do Itamaraty na Bahia;
- Matheus Ferreira, deputado estadual e vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALBA;
- Representantes da PGE, empresários, pesquisadores e integrantes do Governo da Bahia.
O evento é organizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Consulado-Geral da China no Rio de Janeiro.
Cooperação estratégica e desafios para a próxima década
A ampliação das relações Bahia–China indica um movimento estruturante de atração de investimentos em setores estratégicos, especialmente energia limpa e tecnologia industrial. A China, ao se consolidar como principal parceira econômica de diversos estados brasileiros, ocupa posição central na redefinição dos fluxos produtivos e das cadeias globais de inovação.
A presença de empresas como BYD, Goldwind e Sinoma mostra que a Bahia se tornou um território prioritário para indústrias de ponta. Contudo, o desafio para os próximos anos estará em garantir que esses investimentos gerem encadeamento produtivo local, transferência tecnológica consistente e formação de mão de obra especializada. A execução da Ponte Salvador–Itaparica deve potencializar esse processo, mas exigirá planejamento de longo prazo para evitar desigualdades regionais e assegurar sustentabilidade fiscal.
O Fórum Bahia–China reforça uma dinâmica internacional na qual estados subnacionais assumem papel ativo na diplomacia econômica. Essa descentralização pode fortalecer o desenvolvimento, desde que acompanhada de transparência, estabilidade institucional e capacidade técnica para gerir acordos complexos.










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