A arroba do boi gordo manteve média de R$ 330,00 na primeira semana de dezembro de 2025, segundo levantamento da Cooperfeira, consolidando a tendência de valorização observada desde agosto. O cenário reflete oferta limitada, demanda estável e impacto das exportações, com o mercado seguindo firme e sem sinais de queda no curto prazo.
A apuração aponta que a média de R$ 330 representa apenas uma variação marginal em relação à semana anterior. Técnicos classificam o movimento como um ajuste natural, típico do fim do ano, quando a oferta se reduz após o encerramento dos ciclos de confinamento e a pecuária avança para o boi de pasto ainda em fase de recuperação.
A dinâmica sazonal do período não apresentou fatores extraordinários de pressão sobre os preços. A Cooperfeira reforça que o mercado se mantém dentro do cenário previsto para dezembro, caracterizado pela oferta mais enxuta e estabilidade das negociações.
Com menor disponibilidade de animais terminados, a sustentação dos valores ganha força adicional, preservando a média elevada observada desde novembro, quando o preço da arroba alcançou o maior patamar do ano.
Valorização acumulada desde agosto reforça firmeza do setor
Entre agosto e dezembro, a arroba registrou trajetória consistente de alta. Em agosto, o valor médio estava próximo de R$ 280,00. Em setembro e outubro, consolidou-se na faixa dos R$ 300,00, refletindo aumento gradual da demanda e redução da oferta.
Em novembro, a marca de R$ 330,00 foi atingida e mantida, reforçando a força do mercado e indicando confiança dos frigoríficos na reposição de estoques. O desempenho acompanha a continuidade das exportações, que seguem retirando produção do mercado interno, e o comportamento estável do consumo brasileiro, influenciado por datas festivas e maior circulação econômica.
A sequência de aumentos demonstra que o setor atravessa um ciclo de firmeza, sustentado por fundamentos de mercado mais sólidos do que os registrados no início do ano, quando havia maior pressão de oferta.
Análises da Cooperfeira projetam semanas de estabilidade
Segundo avaliação técnica da Cooperfeira, não há indicação de recuo relevante nos preços no curto prazo. A instituição destaca que o ritmo das exportações permanece regular e que a disponibilidade de animais prontos para abate continua limitada, condição que deve se prolongar até a consolidação das chuvas e a plena recuperação das pastagens.
Os analistas observam ainda que eventuais variações devem ser pontuais, decorrentes de ajustes regionais e da dinâmica própria das escalas de abate. Mesmo assim, novas altas não estão descartadas, especialmente se a reposição no campo permanecer lenta e a indústria mantiver o atual nível de compras.
O balanço reforça que o mercado pecuário chega a dezembro em ambiente de firmeza, com fundamentos que sustentam o valor elevado da arroba e reduzem a probabilidade de quedas abruptas.
Fundamentos sólidos, mas dependentes do clima e do consumo
A estabilidade da arroba em patamar elevado indica um setor equilibrado entre oferta limitada e demanda constante. Esse cenário, porém, ainda depende de fatores estruturais sensíveis, como a regularidade das chuvas e a recuperação das pastagens, essenciais para o desempenho do boi de pasto nos próximos meses.
A manutenção do consumo interno, embora estável, precisa ser observada diante de eventuais oscilações macroeconômicas que possam influenciar o poder de compra das famílias. No campo externo, a continuidade das exportações segue como variável central, podendo reforçar ou aliviar a pressão sobre os preços, dependendo da demanda internacional.











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