O deputado estadual Robinson Almeida (PT) apresentou na quarta-feira (03/12/2025) Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um projeto de lei que propõe nomear o teatro do Centro de Convenções de Feira de Santana como Teatro Carlos Pitta, em homenagem ao cantor, compositor e instrumentista feirense Carlos Pitta, falecido em 7 de janeiro de 2025. A proposta reconhece a relevância artística do músico e sua contribuição para a cultura baiana e nordestina.
O parlamentar defendeu que a homenagem é “oportuna e necessária”, destacando que Pitta foi um dos mais importantes representantes da música regional. Em justificativa, afirmou que o artista levou o nome de Feira de Santana ao cenário nacional, com obras que marcaram gerações e contribuíram para a valorização da cultura popular.
Segundo Robinson Almeida, Carlos Pitta transitou entre o forró, o samba e outras manifestações nordestinas, consolidando legado musical que preserva tradições e identidades regionais. Entre suas composições mais conhecidas, o deputado citou “Cometa Mambembe” e “Todos os Caminhos Levam a Feira de Santana”, músicas que se tornaram referência no repertório da música baiana.
Centro de Convenções como símbolo cultural e econômico
Inaugurado em 16 de dezembro de 2024, o Centro de Convenções de Feira de Santana representa, segundo o parlamentar, um equipamento estruturante para cultura, turismo de negócios e desenvolvimento econômico regional. O complexo recebeu investimento estadual de R$ 56 milhões, com expectativa de ampliar a oferta de eventos culturais e empresariais no interior da Bahia.
Robinson Almeida avalia que a nomeação do espaço fortalece uma política permanente de valorização cultural no Estado. Para ele, o Teatro Carlos Pitta reforça o compromisso do governo em celebrar artistas que contribuíram para a identidade baiana.
“A denominação é mais que uma homenagem: é memória, reconhecimento e continuidade histórica”, afirmou.
Memória, identidade e legado
Na justificativa, o deputado ressaltou o simbolismo do teatro como local de encontro, reflexão e criação artística. Destacou ainda que o nome de Carlos Pitta pereniza sua trajetória, tornando-o referência para novas gerações de artistas e espectadores. A proposta tramitará nas comissões internas da ALBA antes de votação em plenário.
Legado cultural e política de memória
A iniciativa de Robinson Almeida se insere no debate sobre políticas públicas de preservação da memória e valorização de artistas regionais. Em um cenário onde o eixo Rio-São Paulo concentra a maior parte da visibilidade cultural, ações vinculadas ao interior baiano representam correção histórica importante. Nomear um grande teatro com o nome de um artista local reforça o vínculo entre patrimônio e identidade, aproximando a população dos símbolos de sua própria cultura.
Entretanto, a proposta também suscita reflexões sobre continuidade institucional e gestão cultural. A homenagem deve ser acompanhada de programação ativa, formação artística e ocupação qualificada do equipamento, para evitar que o nome se torne apenas marca simbólica sem desdobramentos práticos. O desafio futuro será transformar o teatro em espaço vivo, que dialogue com a obra de Pitta e promova novas expressões culturais.
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