Nova Délhi (Índia) e Seul (Coreia do Sul), 17/02/2026 — O deputado federal Zé Neto integra, nesta terça-feira (17/02/2026), a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em missão oficial à Índia e à Coreia do Sul. A agenda internacional, que segue até 24 de fevereiro, tem como eixos centrais cooperação tecnológica, inteligência artificial, minerais estratégicos, transição energética, agronegócio e atração de investimentos, além do fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com duas das principais economias asiáticas.
A participação de Zé Neto na comitiva presidencial ocorre no contexto do fortalecimento da diplomacia parlamentar. Vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, coordenador do Capítulo Brasil da Rede Parlamentar do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e integrante das Comissões de Desenvolvimento Econômico e de Finanças e Tributação, o parlamentar acompanha uma agenda estratégica voltada à ampliação do ambiente de negócios e à consolidação de parcerias institucionais.
A presença de representantes do Legislativo em missões oficiais tem como objetivo facilitar a articulação institucional necessária à implementação de acordos internacionais, especialmente aqueles que demandam aprovação legislativa ou ajustes normativos. A atuação conjunta entre Executivo e Congresso é considerada elemento-chave para garantir segurança jurídica e previsibilidade regulatória.
Além do deputado, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também integra a comitiva, ampliando a dimensão federativa da missão e fortalecendo a interlocução para projetos com impacto regional.
Agenda na Índia: minerais críticos, saúde e transição energética
Na Índia, a programação inclui fóruns empresariais e reuniões bilaterais voltadas ao aprofundamento da cooperação estratégica entre os dois países. Entre os temas prioritários estão:
- Indústrias e Minerais Estratégicos Críticos
- Mobilidade e Transição Energética
- Saúde e Setor Farmacêutico
- Agronegócio e segurança alimentar
O debate sobre minerais estratégicos ganha centralidade no cenário da transição energética global, especialmente diante da crescente demanda por insumos utilizados em baterias, tecnologias digitais e geração de energia limpa. A articulação nessa área pode impactar cadeias produtivas ligadas à inovação industrial e à competitividade internacional.
No setor de saúde, a interlocução com a indústria farmacêutica indiana busca ampliar parcerias tecnológicas e comerciais, enquanto o agronegócio aparece como vetor relevante de cooperação, considerando o papel do Brasil na segurança alimentar global.
Coreia do Sul: Fórum Empresarial e inovação tecnológica
Na Coreia do Sul, o presidente participa do Fórum Empresarial Brasil-Coreia, reunindo centenas de empresas com o objetivo de ampliar oportunidades de negócios e cooperação econômica. A agenda inclui debates sobre:
- Minerais Estratégicos
- Inteligência Artificial
- Agronegócio
- Indústrias Criativas
- Setor de Cosméticos
A inteligência artificial figura entre os principais eixos da missão, tanto sob a perspectiva de inovação produtiva quanto de segurança e governança tecnológica. A Coreia do Sul é reconhecida por seu elevado grau de desenvolvimento tecnológico e industrial, o que amplia o potencial de transferência de conhecimento e atração de investimentos.
Setores como indústrias criativas e cosméticos também são considerados estratégicos por sua capacidade de geração de emprego, agregação de valor e inserção competitiva no mercado internacional.
Atração de investimentos e ambiente de negócios
A missão oficial tem como meta ampliar investimentos em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento nacional, como:
- Inteligência Artificial e tecnologia digital
- Agroindústria
- Saúde
- Desenvolvimento sustentável
- Energia limpa
Segundo a articulação governamental, a estratégia busca fortalecer a competitividade do país e consolidar um ambiente regulatório capaz de transformar compromissos internacionais em resultados econômicos concretos.
A presença de parlamentares na comitiva reforça a perspectiva de continuidade institucional, especialmente em pautas que dependem de deliberação no Congresso Nacional, contribuindo para maior estabilidade normativa e previsibilidade jurídica.








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