Na Índia, governador Jerônimo firma parceria para Bahiafarma produzir medicamentos oncológicos de alta complexidade na Bahia

No encerramento de uma agenda oficial em Nova Délhi, o governador Jerônimo Rodrigues formalizou, neste sábado (21/02/2026), uma parceria internacional para viabilizar a produção na Bahia, por meio da Bahiafarma, de quatro medicamentos de alta tecnologia e complexidade voltados ao tratamento do câncer, incluindo Nivolumabe e Pertuzumabe. A assinatura ocorreu durante compromissos no país asiático, em missão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco em cooperação industrial, atração de investimentos e fortalecimento do acesso a terapias de ponta no Sistema Único de Saúde (SUS).

Acordos preveem transferência de tecnologia e produção local

A parceria reúne empresas com atuação global e nacional, incluindo Biocon e Dr. Reddy’s (Índia) e a Bionovis (Brasil), com previsão de transferência de tecnologia para permitir que a Bahiafarma passe a produzir medicamentos considerados estratégicos pela complexidade e pela demanda na oncologia.

Segundo as informações apresentadas durante o ato, a iniciativa busca fortalecer a produção nacional, ampliar o acesso a tratamentos de maior sofisticação pelo SUS e estimular efeitos econômicos locais, como geração de emprego e renda no estado, a partir da ampliação da capacidade produtiva no setor farmacêutico.

Em declaração durante a cerimônia, Jerônimo Rodrigues afirmou que participou das assinaturas com empresas que devem financiar, apoiar e investir na produção em parceria com a Bahiafarma, destacando o caráter estratégico do momento e a vitrine aberta para novos negócios com o setor privado indiano.

Quais medicamentos entram no escopo inicial

Entre os medicamentos citados como parte do conjunto de produção e protocolos, estão Nivolumabe e Pertuzumabe, descritos como fundamentais no tratamento contra o câncer. A diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, detalhou que os acordos incluem transferência de tecnologia de um medicamento para câncer de mama e um protocolo para o Nivolumab, empregado em diferentes tipos de câncer, incluindo mieloma e câncer de pulmão.

A formalização, conforme indicado pelas autoridades estaduais, integra uma estratégia de ampliação de capacidades industriais no campo da saúde, combinando acordos produtivos e cooperação tecnológica com vistas à oferta de medicamentos de maior complexidade no mercado público.

Reindustrialização da saúde e redução de dependências externas

A missão foi apresentada como parte do esforço de reindustrialização da saúde no Brasil, com participação da Bahiafarma e parcerias estratégicas voltadas à redução de dependências externas na cadeia de medicamentos e insumos. A proposta é reforçar a autonomia produtiva e reduzir vulnerabilidades associadas a importações, especialmente em itens de maior valor tecnológico.

A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, afirmou que produzir mais no país, ampliar o acesso à inovação e fortalecer o SUS resulta de planejamento, parceria institucional e compromisso com uma saúde pública mais tecnológica e acessível.

No desenho político-institucional do projeto, a Bahiafarma aparece como instrumento operacional do estado para internalizar tecnologia e ampliar produção, enquanto a articulação internacional busca atrair capacidade técnica e investimentos de empresas já consolidadas no segmento farmacêutico.

Impactos esperados para o SUS e para a oncologia

Do ponto de vista do atendimento, o foco declarado é a ampliação do acesso a terapias de ponta pelo SUS, com ênfase em oncologia. A produção local tende a ser associada, segundo a narrativa institucional, a maior previsibilidade de fornecimento e fortalecimento da política pública de saúde.

No plano econômico, as autoridades mencionaram potencial de dinamização produtiva, com estímulo a empregos e renda, além de consolidação de um polo industrial com maior densidade tecnológica, caso os acordos avancem conforme o planejado.

Fórum Empresarial Índia-Brasil 2026 reuniu governo e empresas

A cerimônia ocorreu durante o Fórum Empresarial Índia-Brasil 2026, com presença de autoridades brasileiras e indianas, lideranças empresariais e representantes de setores considerados estratégicos. O encontro foi organizado pela ApexBrasil para promover debates sobre desafios globais e oportunidades de investimento, por meio de reuniões bilaterais e apresentações sobre áreas prioritárias de cooperação.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, relacionou o conjunto de acordos firmados ao fortalecimento econômico e à atração de investimentos indianos, afirmando que o governador viabiliza investimentos da Índia na Bahia e que há possibilidades para diferentes setores, com destaque para a economia baiana.

No âmbito editorial do Jornal Grande Bahia, cabem links internos para conteúdos sobre Bahiafarma, SUS na Bahia, missão do governo baiano à Índia e ApexBrasil, além de links externos para páginas institucionais de ApexBrasil e das empresas mencionadas, para contextualização e checagem pelo leitor.


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