Na terça-feira (13/05/2026), a zona turística Caminhos do Sudoeste, na Bahia, passou a contar com um novo produto estruturado de turismo: a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, que reúne 22 fazendas ao longo de um percurso de 54 quilômetros nos municípios de Barra do Choça e Vitória da Conquista. A iniciativa, fruto de parceria entre a Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) e a Prefeitura de Barra do Choça, foi oficialmente lançada com a presença de autoridades, produtores e representantes do trade turístico, que participaram de visitas técnicas a propriedades rurais e equipamentos do setor.
O novo roteiro turístico foi concebido para oferecer uma experiência imersiva na cultura cafeeira, abrangendo desde o cultivo até o consumo do café, incluindo aspectos históricos, produtivos e gastronômicos. A comitiva percorreu as fazendas Estância da Barra, Ouro Verde e Vidigal, além da sede da Cooperativa Mista dos Cafeicultores (Cooperbac), onde foram apresentados processos de produção de cafés especiais.
Segundo o secretário estadual de Turismo, Maurício Bacelar, o projeto inclui investimentos em infraestrutura e qualificação profissional, com destaque para a implantação de sinalização turística moderna e a capacitação de trabalhadores por meio do programa QualiTurismo Bahia. A iniciativa também contempla a instalação de um posto do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT) em Barra do Choça, ampliando o suporte ao visitante.
A proposta integra a estratégia de diversificação da oferta turística do estado, tradicionalmente associada ao litoral, ao incorporar experiências no interior baiano, com foco em produtos de maior valor agregado e forte identidade territorial.
Desenvolvimento econômico e valorização regional
A criação da rota é apontada como uma nova alternativa econômica para a região. O prefeito de Barra do Choça, Oberdan Rocha, destacou que a iniciativa contribui para consolidar o território como referência no segmento de turismo rural e de experiência. A valorização do café local, reconhecido pela qualidade, passa a ser associada a uma cadeia turística estruturada.
Para o produtor Idimar Barreto, da Fazenda Ouro Verde, a iniciativa representa um avanço na visibilidade do setor cafeeiro, ampliando não apenas o alcance comercial, mas também a inserção no mercado turístico. A integração entre produção e visitação permite apresentar ao público o trabalho desenvolvido nas propriedades, agregando valor à atividade agrícola.
A participação de representantes do setor privado reforça o potencial econômico do projeto. Haroldo Simões, gerente de Produtos da CVC Corp, avaliou que a rota atende a uma demanda crescente por turismo de experiência, com foco em públicos que buscam viagens personalizadas e vivências autênticas.
Cultura, arte e experiência turística
Entre os destaques do roteiro está a Fazenda Vidigal, que já recebe visitantes nacionais e internacionais e amplia a experiência ao incorporar uma galeria de arte a céu aberto, com obras inspiradas na cultura do café. A proposta combina turismo, arte e educação, abrangendo desde atividades pedagógicas até experiências voltadas a apreciadores de cafés especiais.
De acordo com a artista plástica Valéria Vidigal, a rota contribui para a promoção do território ao valorizar não apenas a produção agrícola, mas também as expressões culturais associadas à cafeicultura. A abordagem inclui a apresentação do ciclo produtivo completo — do cultivo ao consumo — aliado à narrativa histórica da região.
A iniciativa evidencia a articulação entre cultura, economia e turismo, reforçando o papel do café como elemento estruturante da identidade local.











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