No sábado, 13/06/2026, a Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com empate por 1 a 1 diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em partida marcada por dificuldades no primeiro tempo, reação com gol de Vinicius Júnior e avaliação crítica do técnico Carlo Ancelotti sobre a necessidade de maior equilíbrio, agressividade ofensiva e controle da posse de bola para o próximo compromisso contra o Haiti.
Brasil sai atrás, reage com Vinicius Júnior e estreia com empate
A Seleção Brasileira entrou em campo sob grande expectativa, diante de mais de 80 mil torcedores, mas encontrou um Marrocos competitivo, organizado e agressivo nas transições. A equipe africana tomou a iniciativa nos primeiros minutos e criou situações de perigo antes de abrir o placar.
Aos 6 minutos, Mazraoui avançou pela esquerda, passou por Ibañez e cruzou para a entrada da área. El Aynaoui finalizou, mas Bruno Guimarães conseguiu afastar. No minuto seguinte, Hakimi apareceu pela direita e arriscou chute cruzado, obrigando o sistema defensivo brasileiro a redobrar a atenção.
O Brasil respondeu aos 13 minutos, quando Raphinha conduziu o ataque e acionou Vinicius Júnior pela esquerda. O atacante foi à linha de fundo e cruzou, mas Igor Thiago não conseguiu alcançar de cabeça. Apesar da tentativa, a Seleção ainda demonstrava dificuldade para controlar o ritmo da partida.
Marrocos abre o placar em jogada rápida
O gol marroquino saiu aos 20 minutos. Após recuperação rápida da bola, Brahim Díaz encontrou Saibari livre no campo de ataque. O jogador avançou em direção ao gol e finalizou para vencer Alisson, colocando o Marrocos em vantagem.
A desvantagem expôs problemas de compactação e de perda de posse no setor intermediário. O Brasil tentava construir jogadas, mas encontrava dificuldade para sustentar a bola e acionar seus jogadores de frente com continuidade.
A reação brasileira veio aos 31 minutos, em lance de qualidade individual. Bruno Guimarães puxou o ataque e abriu a jogada pela esquerda para Vinicius Júnior. O camisa 7 cortou o marcador e chutou cruzado, marcando o gol de empate. Foi o 10º gol de Vinicius Júnior pela Seleção Brasileira, em sua 50ª partida com a camisa amarelinha.
Paquetá quase vira antes do intervalo
Ainda no primeiro tempo, o Brasil teve chance de virar o placar. Aos 46 minutos, Douglas Santos cruzou para Lucas Paquetá, que finalizou de voleio. A bola levou perigo, mas Bono fez a defesa e evitou o segundo gol brasileiro.
O lance encerrou uma etapa inicial de alternância emocional para a Seleção. O Brasil sofreu com erros de passe, mostrou ansiedade e precisou recorrer à capacidade individual de seus atacantes para equilibrar o confronto.
A igualdade no placar manteve a equipe viva no jogo, mas não apagou as falhas observadas nos primeiros 45 minutos. O desempenho indicou que a Seleção ainda busca estabilidade sob o comando de Carlo Ancelotti em ambiente de Copa do Mundo.
Ancelotti muda a equipe e Brasil melhora na etapa final
Para o segundo tempo, Carlo Ancelotti realizou duas alterações: Danilo entrou no lugar de Ibañez, e Fabinho substituiu Casemiro. As mudanças deram maior solidez ao meio-campo e melhoraram a capacidade de bloqueio das jogadas marroquinas.
Na etapa final, o Brasil passou a controlar melhor os espaços e reduziu a velocidade das transições adversárias. A Seleção também aumentou sua presença no campo ofensivo, finalizando sete vezes contra duas do Marrocos no segundo tempo.
Aos 32 minutos, Matheus Cunha lançou Vinicius Júnior pela esquerda. O atacante tocou para Raphinha, que finalizou para boa defesa de Bono. Já aos 47 minutos, após cobrança de escanteio, Luiz Henrique ficou com a sobra fora da área e encontrou Danilo, que chutou colocado, novamente exigindo intervenção do goleiro marroquino.
Alisson evita derrota nos minutos finais
Apesar da melhora brasileira no segundo tempo, o Marrocos ainda teve oportunidade de vencer nos minutos finais. El Aynaoui arriscou finalização de fora da área, e Alisson fez boa defesa.
No rebote, Amaimouni concluiu novamente, mas o goleiro brasileiro voltou a intervir. As defesas asseguraram o empate e impediram que a estreia terminasse com derrota para a Seleção Brasileira.
O resultado deixou o Brasil com um ponto na primeira rodada da Copa do Mundo. A equipe volta a campo contra o Haiti, na sexta-feira, 19/06/2026, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30, pelo horário de Brasília.
Ancelotti reconhece dificuldades e aponta necessidade de ajustes
Após a partida, Carlo Ancelotti classificou a estreia como difícil, especialmente pelo comportamento da Seleção no primeiro tempo. Segundo o treinador, o Brasil sofreu com perdas de bola, ansiedade e falta de equilíbrio.
O técnico afirmou que a equipe apresentou melhora na segunda etapa e reforçou que o resultado não deve abalar a confiança do grupo. Para Ancelotti, o primeiro jogo de uma Copa do Mundo costuma envolver tensão adicional, mas a Seleção precisa corrigir rapidamente os problemas identificados.
O treinador também indicou que já tem clareza sobre os pontos que deverão ser trabalhados antes do duelo contra o Haiti. A prioridade será construir uma equipe mais equilibrada, com maior controle da posse e mais agressividade no ataque.
Próximo jogo aumenta pressão por resposta da Seleção
O empate na estreia não compromete a campanha brasileira, mas aumenta a importância do segundo jogo. Contra o Haiti, a Seleção terá a oportunidade de buscar a primeira vitória, melhorar seu desempenho coletivo e reduzir a pressão gerada pela atuação irregular diante do Marrocos.
A partida também será um teste para as escolhas de Ancelotti. As mudanças realizadas no intervalo tiveram efeito positivo, especialmente na marcação e na redução dos espaços cedidos ao adversário, mas a Seleção ainda precisará demonstrar maior constância ofensiva.
O desempenho de Vinicius Júnior foi o principal ponto individual da estreia brasileira. Além do gol, o atacante participou das melhores jogadas ofensivas e confirmou seu protagonismo em um momento de cobrança elevada sobre a equipe nacional.
Estreia abaixo da expectativa esportiva
O empate do Brasil com o Marrocos evidencia uma estreia abaixo da expectativa esportiva, mas não representa, por si só, um cenário de crise. Em Copas do Mundo, partidas iniciais frequentemente combinam pressão emocional, cautela tática e dificuldade de imposição. O dado mais relevante, entretanto, está na diferença entre os dois tempos: a Seleção foi vulnerável antes do intervalo e mais organizada depois das mudanças de Ancelotti.
O ponto sensível está na dificuldade brasileira para reter a posse de bola e controlar o ritmo do jogo diante de uma seleção marroquina disciplinada e rápida nas transições. A atuação mostrou que o Brasil ainda depende de lampejos individuais, especialmente de Vinicius Júnior, para transformar superioridade técnica em efetividade ofensiva. Essa dependência pode ser insuficiente contra adversários de maior profundidade competitiva.
O próximo jogo contra o Haiti passa a ter peso esportivo e simbólico. Uma vitória recolocaria a Seleção em posição confortável e reduziria a pressão pública sobre o trabalho de Ancelotti. Um novo tropeço, porém, ampliaria dúvidas sobre equilíbrio tático, escolhas de escalação e capacidade de resposta em um torneio no qual tradição, camisa e histórico já não bastam para garantir protagonismo.









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