FLIFS 2026 reúne mais de 77 mil pessoas em Feira de Santana e encerra 19ª edição com Armandinho e Márcia Porto

A 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) foi encerrada no domingo (30/08/2026), após receber mais de 77 mil pessoas ao longo de seis dias de programação. As apresentações de Márcia Porto e Armandinho concluíram uma agenda que reuniu escritores, jornalistas, músicos, estudantes, professores, artistas e produtores culturais em torno da literatura, da educação e de diferentes manifestações artísticas.

Márcia Porto e Armandinho encerram programação musical

O encerramento começou com a apresentação de Márcia Porto, que abriu a programação musical do último dia e antecedeu o show mais aguardado da tarde. Durante a participação, a cantora destacou a importância de iniciativas que aproximam a produção cultural da comunidade.

Homenageada na programação, Márcia relacionou o reconhecimento à própria trajetória artística e à contribuição para a música produzida em Feira de Santana.

“Receber essa homenagem é muito emocionante e me traz uma sensação de nostalgia. É um imenso orgulho saber que contribuí para a música e a arte da minha cidade”, declarou Márcia Porto.

No fim da tarde, Armandinho assumiu o palco diante de um público que acompanhou e cantou músicas associadas à trajetória do artista. A apresentação reuniu diferentes gerações e marcou o encerramento da programação musical da edição.

O cantor afirmou que o repertório apresentado integra a história da música baiana e permanece na memória coletiva do público.

“São músicas que a gente fez no decorrer dessa história, que estão presentes até hoje nesse consciente coletivo, e a gente faz uma grande festa”, declarou Armandinho.

Balanço registra público superior a 77 mil pessoas

O balanço informado aponta que mais de 77 mil pessoas passaram pelo FLIFS durante os seis dias de atividades. O conteúdo disponível, entretanto, não detalha a metodologia de contagem, não informa se o número corresponde a visitantes únicos ou à soma da circulação diária e não apresenta comparação com todas as edições anteriores.

A dimensão do público indica o alcance da programação, que combinou literatura, música, jornalismo, educação, cultura popular e economia criativa. Famílias, estudantes, professores e leitores circularam pelos diferentes ambientes e participaram de atividades voltadas a públicos de faixas etárias e interesses distintos.

Entre os convidados estiveram Thalita Rebouças, Tia Má, Jessé Souza, Jéssica Senra, Roberta Sá e Maryzelia, além de outros participantes. Os encontros aproximaram a literatura de debates sobre educação, comunicação, jornalismo, sociedade, representatividade e música.

Literatura permaneceu como eixo central do festival

Embora tenha reunido diferentes linguagens artísticas, o FLIFS manteve os livros e a leitura no centro da programação. Os estandes ofereceram obras de gêneros e autores diversos, enquanto os lançamentos possibilitaram o contato direto entre escritores e leitores.

A participação de autores conhecidos nacionalmente, ao lado de escritores, artistas e representantes da produção cultural regional, ampliou o intercâmbio de experiências. Escritores conversaram com leitores, artistas abordaram suas trajetórias e jornalistas participaram de discussões relacionadas à comunicação e à representação social.

A diversidade de convidados permitiu que a programação transitasse por diferentes áreas sem perder a literatura como elemento articulador. O encontro entre autores, público, instituições de ensino e agentes culturais constituiu uma das principais características da edição.

Escolas e Flifinha ampliam formação de leitores

As apresentações de escolas inseriram estudantes diretamente na programação e transformaram o espaço do festival em ambiente de participação, aprendizagem e circulação de conhecimento. As atividades educacionais aproximaram o público escolar de escritores, livros e manifestações artísticas.

A Flifinha ofereceu ações específicas para crianças, proporcionando o primeiro contato de parte do público infantil com livros e histórias e fortalecendo vínculos já existentes com a leitura. O espaço também contribuiu para ampliar o alcance do festival além dos leitores habituais.

A presença simultânea de crianças, jovens, educadores, famílias e produtores culturais permitiu diferentes formas de participação. Uma criança podia acompanhar uma atividade literária, enquanto estudantes participavam de apresentações escolares e outros visitantes percorriam os estandes ou assistiam aos encontros com convidados.

Cordel, artesanato e cultura popular integram programação

A cultura popular teve espaço próprio na Praça do Cordel, onde versos, rimas e apresentações de cordelistas aproximaram os visitantes de uma tradição vinculada à identidade cultural nordestina.

A presença do cordel inseriu a oralidade e a poesia popular em uma programação que também contemplou linguagens contemporâneas. A integração preservou a dimensão literária do gênero e favoreceu o contato entre gerações.

A Feira de Artesanato ampliou a participação da economia criativa e dos trabalhos produzidos por artesãos. No mesmo ambiente, o público encontrou livros, produção manual, música, poesia e atividades educativas.

Cosplay amplia diálogo com o público jovem

A pró-reitora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Taíse Bonfim, avaliou que a variedade da programação demonstrou a importância de manter espaços destinados à aproximação entre população, cultura e conhecimento.

Entre as iniciativas destacadas pela dirigente esteve a inclusão do cosplay, atividade que atraiu jovens e incorporou elementos da cultura pop ao festival.

“O FLIFS representa cultura, arte e literatura. Um dos pontos que destaco é a variedade da programação. Este ano, trouxemos o cosplay, que foi um sucesso entre os jovens e veio para quebrar tabus”, afirmou Taíse Bonfim.

O professor Leandro Maciel, que acompanhou o evento como visitante, destacou a contribuição da programação para a formação dos jovens e a presença da cultura nordestina.

“O evento contribuiu para a formação dos jovens ao promover o acesso à cultura, à arte e à educação. Também percebi um protagonismo muito importante da cultura nordestina, que esteve presente em diferentes momentos da programação. Esta edição do FLIFS foi nota mil”, relatou Leandro Maciel.

FLIFS completa 19 anos de atividades

Realizado anualmente desde 2007, o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana completa 19 anos em 2026. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia, o evento é apresentado como a primeira feira literária do estado e uma das maiores iniciativas do segmento no território baiano.

Ao longo de sua trajetória, o FLIFS incorporou contação de histórias, cordel, oficinas, lançamentos de livros e apresentações musicais. A formação de novas gerações de leitores permanece entre os eixos da iniciativa.

A edição de 2026 reafirmou essa característica ao reunir atividades infantis e escolares, cultura popular, debates, produção literária, música, artesanato e manifestações contemporâneas, como o cosplay.

Rede institucional reúne universidades e órgãos públicos

A realização do festival é da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e do Sesc Feira de Santana. A organização conta com a parceria da Arquidiocese de Feira de Santana, da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, da Secretaria Estadual de Educação, por meio do Núcleo Territorial de Educação 19 (NTE 19), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e do Instituto Federal da Bahia (IFBA) — Campus Feira.

O patrocínio é da Câmara Municipal de Feira de Santana e da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). A Fundação Pedro Calmon e o Estado da Bahia aparecem como apoiadores da iniciativa.

A composição institucional demonstra que a realização do FLIFS depende da articulação entre entidades educacionais, culturais, religiosas e órgãos dos poderes públicos municipal e estadual. O conteúdo fornecido não apresenta valores investidos, divisão de responsabilidades financeiras ou prestação de contas da edição.

Linha do tempo dos principais acontecimentos

  • 2007 — Início da trajetória: o FLIFS passa a ser realizado anualmente em Feira de Santana, com atuação voltada ao livro, à leitura e às manifestações culturais.
  • 2026 — 19 anos de atividades: o festival chega à 19ª edição, mantendo ações de formação de leitores e incorporando literatura, música, cordel, artesanato, atividades escolares, programação infantil e cosplay.
  • Seis dias de programação em 2026 — Participação pública: escritores, jornalistas, músicos, estudantes, professores, artistas, produtores culturais e famílias participam das atividades; o balanço informado registra mais de 77 mil pessoas.
  • Domingo, 30/08/2026 — Encerramento: Márcia Porto abre as apresentações do último dia e Armandinho conclui a programação musical da 19ª edição.

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