Brasil precisa agregar valor a destinos turísticos para atrair estrangeiros, diz Embratur

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Brasília – Para aumentar a competitividade no mercado turístico internacional, o Brasil precisa “enriquecer o seu produto turístico” e mostrar aos estrangeiros que o país tem, em vários destinos, mais de uma opção de atividade para quem venha a trabalho ou a passeio. A ideia é do presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moysés, que na manhã de hoje (09/02/2011) participou de entrevista a emissoras de rádio de todo o país no programa Brasil em Pauta, veiculado pela Rádio Nacional AM e pelo canal NBR.

Moysés deu como exemplo Salvador que agrega sol e praia com diversidade cultural. Além do chamariz do litoral, a capital da Bahia abriga o Centro Histórico do Pelourinho que guarda parte da história da colonização portuguesa e também tem diversas atividades de lazer, como os shows semanais do grupo Olodum. “Os turistas procuram locais com identidade própria”, enfatizou durante a entrevista aos radialistas.

No ano passado, números preliminares apontam que o Brasil recebeu 5,1 milhões de turistas estrangeiros que trouxeram US$ 5,91 bilhões ao país. No entanto, o valor gasto por brasileiros no exterior (cuja maior parcela é relativa ao turismo) é quase três vezes maior. Segundo Mário Moysés, “é difícil equilibrar o saldo”. Além dos atrativos de outros países, destinos estrangeiros têm vantagens por causa da conectividade de transporte e oferta de pacotes baratos, “que atrai perfil com renda mais baixa e forma grande volume de visitantes”, explicou.

Na competição com destinos de sol e praia, por exemplo, o Brasil sofre concorrência direta do México, dos países do Caribe e até da Espanha que estão mais próximos dos “países emissores” da Europa e América do Norte. Para atrair mais turistas estrangeiros, a estratégia é crescer em mercados que já são alvo como a Alemanha e a Inglaterra; em mercados emergentes, como os países escandinavos; e, especialmente, na América do Sul. Segundo Moysés, colombianos, peruanos e venezuelanos ainda visitam pouco o Brasil.

A expectativa da Embratur para este ano é que 5,5 milhões de turistas de outros países venham ao país. No ano da Copa do Mundo (2014), a projeção é de até 8 milhões de pessoas; e em 2020, 10 milhões de visitantes.

Para atrair mais turistas, a Embratur vai aumentar sua participação em feiras estrangeiras de turismo e seminários com agentes de viagem, companhias aéreas e operadores de pacotes no exterior. Hoje, por exemplo, o país promove um road show (seminários e exposições) em Paris por ocasião do amistoso de futebol das seleções brasileira e francesa.

Moysés aponta que esses eventos são úteis para esclarecer informações e reverter imagens negativas de violência e do turismo para exploração sexual. O presidente da Embratur citou como exemplo sua passagem, no mês passado, pela Espanha onde concedeu várias entrevistas à mídia local explicando que os deslizamentos das encostas na região serrana fluminense não afetaram a cidade do Rio de Janeiro, principal destino de estrangeiros no Brasil, a cerca de 80 quilômetros do local.

Segundo o presidente da Embratur, o país atualmente desfruta de uma imagem positiva em função da diminuição da exclusão social. “O Brasil projeta imagem de país que se desenvolve e atrai investimentos”, acredita.

*Com informações da Agência Brasil


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