Secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, defende venda de terras a estrangeiros associada à produção

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Destacando a sintonia que existe na Bahia entre agricultura e meio ambiente e condenando a especulação imobiliária, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, afirmou na manhã desta terça-feira, (21), no Rio de Janeiro, que os estrangeiros que queiram investir no Brasil devem ter o direito de comprar terras. Convidado para discutir a agropecuária brasileira no 12º Congresso de Agribusiness, Salles propôs que os empresários estrangeiros que queiram investir no Brasil, implantando fábricas para agroindustrializar a produção, possam adquirir terras com áreas suficientes para produzir o equivalente à capacidade instalada de processamento, garantindo assim a matéria prima para funcionamento do empreendimento.

De acordo com o secretário, o instrumento legal a ser aprovado pelo Congresso deverá também estabelecer prazos para o início da plantação. “Nós somos terminantemente contra a especulação imobiliária, mas devemos criar as oportunidades para quem quer investir e gerar renda no Brasil”, reafirmou ele. Usando uma figura de linguagem, o secretário disse que “devemos aproveitar um momento único em que o cavalo está passando selado à nossa frente para agregar valor aos nossos produtos e gerar milhares de emprego”. O secretário da Agricultura da Bahia pediu o apoio dos ex-ministros da Agricultura Pratini de Moraes e Roberto Rodrigues, presentes no evento, para essa questão.

Bahia discute agropecuária em fórum seleto no Rio de Janeiro

“Temos que alimentar a população, mas produzindo com sustentabilidade”, disse na manhã desta terça-feira, (21), no Rio de Janeiro, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao participar da abertura do 12º Congresso de Agribusiness, no auditório da Confederação Nacional do Comércio. O secretário destacou a sintonia que existe na Bahia entre agricultura e meio ambiente, e proferiu palestra mostrando as políticas públicas voltadas para o agronegócio familiar e empresarial. Salles enfatizou ainda que o Brasil não pode se dar ao luxo de perder investimentos internacionais por causa da restrição à venda de terras a estrangeiros, e defendeu que nesse sentido é preciso que haja flexibilização.

Salles propõe que os empresários estrangeiros que queiram investir no Brasil implantando fábricas para agroindustrializar a produção tenham o direito de comprar terras com áreas suficientes para produzir o equivalente à capacidade instalada de processamento, garantindo assim a matéria prima para funcionamento do empreendimento. De acordo com o secretário, o instrumento legal a ser aprovado pelo Congresso deverá também estabelecer prazos para o início da plantação. “Nós somos terminantemente contra a especulação imobiliária, mas devemos criar as oportunidades para quem quer investir e gerar renda no Brasil”, reafirmou ele. Usando uma figura de linguagem, o secretário disse que “devemos aproveitar um momento único em que o cavalo está passando selado à nossa frente para agregar valor aos nossos produtos e gerar milhares de emprego”. O secretário da Agricultura da Bahia pediu o apoio dos ex-ministros da Agricultura Pratini de Moraes e Roberto Rodrigues para essa questão.

O secretário baiano falou para um público seleto, formado por pessoas que são referencias tanto na agropecuária como no meio ambiente, entre elas a ministra do meio ambiente Isabella Teixeira, os ex-ministros da Agricultura Pratini de Moraes e Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, (FGV), o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Antonio Melo de Alvarenga, e o secretário da Agricultura do Rio de Janeiro, Christino da Silva, dentre outros.

O evento, que prossegue nesta quarta-feira, (22), com o tema “Oportunidades de investimentos no Agronegócio”, discute fórmulas para estimular o desenvolvimento, mas com sustentabilidade. Organizado pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e apoiado pela SEBRAE/RJ, o congresso envolve pessoas influentes nas áreas política, industrial, mercado e pesquisa, além de produtores rurais.

Moderno, eficiente e competitivo, os negócios brasileiros aplicados à agropecuária aquecem a economia brasileira, responsável por 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB), 42 % das exportações totais e 37 % dos empregos. Nos últimos anos, poucos países tiveram um aumento tão expressivo na produção e no comércio internacional deste segmento quanto o Brasil, que se tornou um dos líderes mundiais do setor. Consagrado como o maior produtor de café, cana- de- açúcar e laranja do mundo, o Brasil também leva vantagem como o maior exportador mundial de carne bovina e frangos e ocupa também a segunda colocação na produção de soja.

Detentor dos primeiro e segundo lugares na produção de várias culturas como guaraná, coco, manga, cacau, mamão, sisal, mamona e graviola, (estes na primeira posição), e em segundo lugar laranja, algodão, banana, dendê, borracha, cebola, limão, palmito, a Bahia tem na agropecuária um dos mais importantes pilares da economia do Estado, representando 24% do PIB, 30% dos empregos e 42% das exportações, 5% a mais que no ano passado.


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