Deputado Targino Machado classifica proibição das vaquejadas no Brasil como ‘lambança’ do Supremo Tribunal Federal

Vaquejada.
Vaquejada.
Vaquejada é considerada patrimônio imaterial da cultura brasileira. Deputado Targino Machado critica decisão do STF sobre legalidade da vaquejada.
Vaquejada é considerada patrimônio imaterial da cultura brasileira. Deputado Targino Machado critica decisão do STF sobre legalidade da vaquejada.

Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia nesta tarde de quarta-feira (19/10/2016), o deputado estadual Targino Machado defendeu, mais uma vez, a permanência das vaquejadas no calendário cultural brasileiro. Esses eventos foram julgados como inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início do mês, o que revoltou a todos.

Segundo o parlamentar, enquanto se busca proteção aos “animais irracionais”, a população fica à mercê das medidas protetivas do Estado, União e do próprio STF.

“Enquanto se busca medidas protetivas para proteger os “animais irracionais”, ficamos, nós outros, animais racionais, à mercê da ausência de medidas protetivas do Estado, da União ou do Supremo Tribunal Federal, que presenteou o Brasil e, de forma especial, o Nordeste, com uma lambança sem tamanho e sem precedentes, desconhecendo as medidas protetivas que ele nunca foi capaz de adotar em direção aos animais, mas que os vaqueiros e proprietários de animais já fazem há muito tempo”, afirmou.

De acordo com o deputado, o STF cometeu uma verdadeira “lambança” ao proibir as vaquejadas em todo o país.

“Pergunto ao Ministro Marco Aurélio quando vai se espraiar medidas protetivas para nossas crianças que estão morrendo de fome à míngua de carinho e proteção? Essa medida do STF é uma misto de lambança com hipocrisia e entendam como quiserem aqueles que defendem essas medidas protetivas e que enxergam atos de crueldade contra os animais onde não existe. Falta é coração, alma, humanidade e sobra lambança. Falta responsabilidade e compromisso com o Nordeste”, disse.

Ainda para Targino, a população baiana, que hospeda 60% do Semiárido nordestino, é a que mais sofrerá com essa medida do STF.

“Infelizmente aparecem umas figuras assim, quase deuses, que se julgam mais reais que o rei, mais deuses que os deuses e apontam para a cabeça de milhares de nordestinos a ameaça do desemprego, da fome. A Bahia hospeda 60% do Semiárido nordestino. Dentre os estados do Nordeste, nós seremos o que mais vamos sofrer com esse ‘excesso de inteligência’ das supremas condutas do Supremo Tribunal Federal, que deveria estar preocupado com tantas irresponsabilidades que acontecem neste país”, finalizou.


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