
O deputado Hilton Coelho (PSOL) reuniu-se em Feira de Santana no sábado (07/03/2020), com representantes dos ambulantes, camelôs e feirantes que serão expulsos das ruas do centro comercia da cidade. “Manifestamos nosso repúdio a esta agressão da Prefeitura Municipal de Feira de Santana contra cerca de 8 mil pais e mães de famílias que estão para serem expulsos das ruas e obrigados a se instalarem no tal Shopping Popular Cidade das Compras que na realidade deveria se chamar ‘Shopping Particular’. O desespero toma conta da categoria que no dia 29 de fevereiro recebeu a portaria nº 01/2020 que estabelece a remoção das diversas ruas, praças e travessas. Manifestamos todo o nosso apoio e solidariedade à luta travada pela categoria. É um ataque às tradições culturais mais básicas da cidade, que dão, inclusive, nome ao município”.
O parlamentar detalha que “o processo de desmonte e destruição do entreposto, hoje conduzido pelo prefeito Colbert Martins (MDB), se iniciou em 2014, na gestão do ex-prefeito José Ronaldo (DEM), com a justificativa que seria ali construído um ‘shopping popular’ e que o projeto era de ‘interesse público’. Mas a gestão do ex-prefeito sequer se preocupou em promover o Estudo de Impacto de Vizinhança, o Estudo de Impacto Ambiental e estudos socioeconômicos, que deveriam ser prévios à obra, concedendo à citada empresa área pública para construção do empreendimento. Dentre outros absurdos, as obras atingiram uma veia do lençol freático da Bacia do Rio Jacuípe, dependendo a obra, portanto, de licenças ambientais que deveriam ser outorgadas pelo Instituto Estadual”.
Para o legislador “trata-se de um evidente processo de higienização social. Uma vasta gama de trabalhadores estão sendo prejudicados, pois feirantes, carregadores, artesãos, açougueiros e pequenos comerciantes foram expulsos do Centro de Abastecimento, para se dar continuidade a edificação do Shopping Center UAI, e cuja empresa já está negociando 1200 vagas para comerciantes locais, cobrando altos valores a título de aluguel, condomínio e outras taxas, que se tornam proibitivos para os trabalhadores tradicionais. Para piorar, os novos boxes são áreas muito menores do que aquelas que eram tradicionalmente ocupadas pela categoria”.
“É preciso se ressaltar que várias atividades culturais do Centro de Abastecimento de Feira de Santana estão perdendo seu espaço de protagonismo, como o artesanato sertanejo, o forró, o samba de roda que ecoava no teatro de arena e nas festas em homenagem a Santa Bárbara e a feira do chapéu, no período junino, dentre outras, atingindo a cultura da cidade e do Estado, tudo por conta da verdadeira privatização do espaço público. A Assembleia Legislativa da Bahia não pode se omitir e deve se posicionar contrária à expulsão dos trabalhadores, mantendo-se o direito ao trabalho de cerca de 8 mil pessoas que enfrentam a crise e o desemprego com seu trabalho como ambulantes, camelôs e feirantes”, conclui Hilton Coelho.
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