Operação Sisamnes
A Polícia Federal deflagrou a Operação Sisamnes em 26 de novembro de 2024, com o objetivo de investigar um esquema de venda de decisões judiciais, envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados. A investigação federal apurar crimes como organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal, com medidas cautelares, como afastamento de servidores públicos e sequestro de bens dos investigados. A segunda fase da investigação foi deflagrada em 20 de dezembro de 2024 e revelou conexões com atos de corrupção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com o Operação Faroeste, que atingiu parte do Pode Judiciário Estadual da Bahia (PJBA). O corpo probatório corrobora as teses formuladas pelo jornalista e cientista social Carlos Augusto, que identificam a formação de um Sistema Faroeste de Corrupção no Judiciário (SFCJ) e a consolidação de uma Cleptocracia Autocrática Judicial no Brasil (CAJB) — estrutura de poder marcada pela captura institucional, pela manipulação seletiva de processos e pela promiscuidade entre interesses privados e decisões judiciais.

























