Governo vai monitorar aquecimento global no Nordeste

A caatinga e o cerrado, regiões que juntas somam 60 milhões de habitantes, vão ganhar um sistema integrado para monitorar os impactos das mudanças climáticas. Uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais está desenvolvendo o projeto piloto do Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação. Reunião marcada para o início do próximo mês entre os dois órgãos dará mais um passo na definição da estratégia para assegurar que o Governo esteja pronto para dar respostas aos efeitos do aquecimento global.

O quarto relatório do, Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) prevê impactos ambientais dramáticos para as regiões tropicais até fins do século 21 e recomenda a adoção de medidas de monitoramento. A região do semi-árido será a mais atingida, segundo estudos do IPCC, levando à necessidade de um sistema capaz de alertar o estado para que se adotem medidas que previnam os 28 milhões de habitantes do semi-árido. O SAP, como vem sendo chamado o sistema de alerta, é importante para direcionar as políticas públicas principalmente para o Nordeste.

Técnicos do setor de combate à desertificação do MMA acreditam que dentro de no máximo dois anos o SAP entrará em operação. Dados estatísticos e meteorológicos e de sensoriamento por satélite vão permitir que se acompanhe o efeito do aumento da temperatura global sobre a região do semi-árido em intervalos de tempo bem definidos. A alternância entre períodos de seca prolongados e estações de chuvas mais curtas e menos intensas são a principal preocupação dos órgãos ambientais. Elas também foram previstas pelo IPCC.

A dificuldade de acesso à água no semi-árido está sendo vista como um dos primeiros efeitos das mudanças climáticas. A região já sofre o efeito da escassez e má distribuição dos recursos hídricos, insuficientes, no quadro atual, em pelo menos em seis estados. O sistema de alerta está sendo pensado no sentido de prevenir para diminuir o impacto, principalmente as populações pobres, as primeiras a sofrerem os impactos das mudanças climáticas.


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