
Campanha educativa no combate à prática do tabagismo desencadeada pela Divisão de Vigilância Sanitária em parceria com a Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor e a Guarda Municipal teve início na quinta-feira (28/02/2010), com os primeiros atos de fiscalização nos ambientes de uso coletivo, públicos ou privados de Feira de Santana. Segundo os seus fiscalizadores o objetivo é punir com multas que variam de R$ 200,00 a R$ 10 mil, todos aqueles que forem flagrados infrigindo o que determina a Lei Municipal de nº 91/2009.
A Lei Municipal tem gerado muitas controvérsias e dividido as opiniões do povo feirenses, há quem acredite que ao adotar estas medidas os seus autores (políticos) tiveram como objetivo não a busca na melhoria da sociedade como um todo e sim, visaram apenas obterem maior visibilidade em ano eleitoral.
Enquanto isso, batalhões de pessoas se deslocam por vários pontos da cidade, à noite, tendo como objetivo fiscalizar e se for o caso multar os donos de bares que não estiverem cumprindo as determinações da lei de combate ao tabagismo. Promovendo dessa forma desperdício do dinheiro público e de energia em uma cruzada quixotesca e de pouco efeito prático.
O Conselho Tutelar, Vara da Infância e Juventude e a Secretaria de Ação Social que deveriam estar empenhados em fiscalizar e retirar as crianças que circulam pelos bares, nas madrugadas de Feira de Santana, vendendo doces e muitas sendo vítimas até mesmo de exploração sexual, quando deveriam estar recolhidas na segurança de seus lares. Nada fazem deixando o seu trabalho muito aquém do minimamente desejável .Enquanto as ciranças continua a sua marcha bizarra rumo a delinquência em em ritimo frenético, sendo violada nos seus mais elementares direitos básicos, tudo isso em decorrência de uma sociedade omissa e de famílias desestruturadas, gerando uma interminável ciranda de misérias.
A classe política não tem dado demonstrações efetivas de sensibilidade para com este grave problema social, parece propositadamente não enxergar esta forte chaga social que persiste de forma crescente na cidade. A impressão que nossas autoridades públicas deixam antever é que a questão de combate a exploração da criança é um problema de menor relevância do que coibir a prática do tabagismo nos logradores públicos. Triste Bahia!
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