Crise na Líbia eleva preço do petróleo

Brasília – Como resultado da instabilidade política na Líbia, o preço do petróleo do tipo brent subiu 1,75% hoje (21/02/2011), atingindo US$ 104,57, maior nível desde o início da crise econômica em 2008. A empresa petrolífera BP anunciou a intenção de evacuar parte de seus 140 funcionários no país, um grande exportador para o mercado europeu. Paralelamente, as ações da petrolífera italiana ENI, que também atua na Líbia, caíram 3,2%.

A Líbia produz 2% do petróleo extraído no mundo, embora seja responsável por 10% do mercado europeu. A Itália é sua maior compradora. A atividade petrolífera é fundamental para a economia líbia, representando 95% de suas exportações e 25% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

A companhia ENI informou, no último sábado (19/02), que suas operações não haviam sido afetadas pela violência que se espalhou naquele dia para a capital, Trípoli. Segundo relatos, uma greve de funcionários fechou o campo de Nafoora, operado por uma subsidiária da petrolífera estatal líbia.

A empresa já interrompeu suas operações em campos onshore (sobre a terra), embora eles ainda estejam em fase preparatória, sem produzir petróleo.

A BP informou ainda que outros campos offshore explorados pela companhia não foram afetados. A chancelaria da Grã-Bretanha recomendou que cidadãos britânicos sem necessidade de permanecer na Líbia deixem o país por meios comerciais desde que seja seguro fazê-lo, e os Estados Unidos aconselharam seus cidadãos a não viajar ao país africano a menos que seja essencial.

O governo da Turquia diz ter recebido 3 mil pedidos de seus cidadãos na Líbia para serem resgatados de avião. O primeiro avião turco foi enviado a Benghazi, epicentro da revolta, ontem (20/02).

Os mercados de commodities não estão preocupados só com a Líbia, mas também com a ameaça de crescentes tensões no Irã, o segundo maior produtor petrolífero da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Há ainda temores de que o maior produtor da Opep, a Arábia Saudita, sucumba à instabilidade, embora o regime saudita ainda não tenha enfrentado protestos. Apesar dos eventos recentes no Oriente Médio, o fornecimento de petróleo ainda não foi interrompido.

Outro país afetado por distúrbios no Oriente Médio, o Bahrein teve sua nota de crédito rebaixada nesta segunda-feira pela agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P). A S&P reduziu em um nível a nota da dívida soberana do Bahrein, de “A” para “A-2”, e alertou que poderá baixá-la ainda mais, caso os protestos contra o governo bareinita se intensifiquem.

*Com informações da BBC Brasil


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.