Secretário Estadual de Comunicação comenta sobre disputa política em Feira de Santana e Salvador; Robinson Almeida avalia cenário das Eleições 2012

Robinson Almeida comenta sobre Carlos Geilson: "eu apenas tomei como surpresa. Lamento muito. Acho que há uma confusão entre o profissional de comunicação e o deputado.". (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Robinson Almeida comenta sobre Carlos Geilson: Eu apenas tomei como surpresa. Lamento muito. Acho que há uma confusão entre o profissional de comunicação e o deputado.

O Secretário Estadual de Comunicação da Bahia, Robinson Santos Almeida, durante visita a Feira de Santana nesta quinta-feira (15/12/2011), esteve reunido com a imprensa para apresentar um balanço do primeiro ano do segundo governo de Jaques Wagner, intitulado ‘Uma Nova Bahia’. Ele abordou investimentos em andamento e futuros projetos, destacando o Polo Naval do Recôncavo e a Ferrovia Leste-Oeste como obras principais responsáveis por uma significativa contratação de mão de obra.

Na segunda parte da palestra, Robinson refutou a visão equivocada sobre a falta de investimentos estaduais em Feira de Santana, ressaltando projetos em andamento, como a reforma e ampliação do Aeroporto João Durval e do Presídio Regional, além da reconstrução da rodovia Feira de Santana – Coração de Maria. Projetos futuros incluem a conclusão do Centro de Convenções, Avenidas Noíde Cerqueira e Airton Sena, entre outros.

O secretário estadual concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia, abordando temas políticos, eleições municipais em Feira de Santana e Salvador. Robinson também respondeu às declarações do deputado Carlos Geilson, que o acusou de tentativa de cerceamento de opinião. Ao final da entrevista, afirmou que a eleição em Feira é uma disputa em aberto, com muita competitividade e é uma prioridade do governo eleger um candidato da base.

A afirmação mais contundente ficou para o final da entrevista:

“A eleição em Feira é uma eleição em aberto, uma eleição de muita competitividade e é uma prioridade do governo, do governador, do projeto em eleger um candidato da base do governo.”, afirmou.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Na ultima entrevista nós tocamos no assunto, questionamos a possibilidade de vir para Feira de Santana, um escritório da TV Educativa. Como é que anda esse projeto e a questão da comunicação em âmbito Estadual?

Robinson Almeida – Nós estamos fechando o ano de 2011, com um balanço extremamente positivo. Primeiro pela criação da Secretaria de Comunicação Social, transformando a antiga Assessoria Geral, a AGECOM em SECOM, que era uma reinvindicação antiga dos profissionais de comunicação, dos empresários de comunicação, da sociedade como um todo. Porque sempre entenderam que comunicação tinha que ter o status de política pública, como é a cultura, a saúde, a habitação. O governador Jaques Wagner criou essa secretaria, dando melhores condições pra que o estado baiano possa promover a atividade econômica da comunicação.

Além disso, nós elegemos os conselheiros, do primeiro Conselho de Comunicação a ser instalado no Brasil. Eles tomam posse no dia 10 de janeiro (2012). E esse é outro marco muito importante para a comunicação baiana. Porque pela primeira vez nós vamos ter um fórum, onde o segmento empresarial, o segmento social, os profissionais de comunicação podem discutir as políticas públicas pra o setor.

Em relação ao IDERB, nós estamos fazendo uma reestruturação tecnológica pra digitalizar o sinal da TV e do rádio, cumpri inclusive as exigências da ANATEL que estabelece até o ano de 2016 como prazo limite para a digitalização de todo o sistema de rádio difusão brasileiro. E essa modernização tecnológica vai ser acompanhada de uma modernização administrativa, pra que a gente possa adequar às rotinas de trabalho, a forma de funcionamento a essa nova tecnologia. No bojo dessa reestruturação tecnológica e administrativa é que nós vamos colocar a expansão do sinal e da televisão para o interior do estado, a partir do ano de 2012.

JGB – A gestão no governo do Estado se pautou, também, no primeiro mandato do governador, por uma fragmentação da mídia publicitária, uma mídia extremamente concentrada na rede Bahia e que hoje está interiorizada. Essa política vai ser ampliada em 2012, existe essa perspectiva?

Robinson Almeida – Nossos compromissos em princípio são de democratizar a Bahia e democratizar a comunicação baiana, republicar os costumes e a independência. Rádio difusão, concessão pública tem que levar notícia, tem que informar a sociedade e tem que ter uma atividade comercial, que tenha com o governo uma relação de um indutor, de um promotor do desenvolvimento dessa atividade e é por isso mesmo que nós ampliamos o número de veículos com anúncios do governo.

Todas as rádios do interior do estado, todas sem exceção recebem verbas publicitárias do governo. Todos os veículos de comunicação recebem publicidade do governo e nós fizemos uma ampliação muito expressiva pra essa área tecnológica, a chamada mídia digital que surge com a Internet, com os sites do interior, que se transformaram em verdadeiros jornais eletrônicos diários, retratando os costumes do cotidiano, da vida social no interior da Bahia. Nós vamos aprofundar essa linha. Sem efetivamente deixar de lado as mídias mais tradicionais como a televisão, o rádio, o jornal impresso, mas nós acreditamos que a comunicação se amplia e chega mais, quando ela está pulverizada, segmentada e abrangendo cada vez mais munícipios e cada vez mais baianos.

JGB – Recentemente, o radialista e deputado estadual Carlos Geilson, foi a Assembleia Legislativa da Bahia e fez uma série de acusações, que vão em sua direção, de que o Governo do Estado, através da Secretária de Comunicação, interviu na gestão da comunicação. No direito de livremente expressar a opinião. O que existe de concreto, na afirmação do deputado?

Robinson Almeida – Eu apenas tomei como surpresa. Lamento muito. Acho que há uma confusão entre o profissional de comunicação e o deputado, misturando alhos com bugalhos, o que é política e o que é atividade empresarial, eu apenas lamento.

JGB – Isso foge um pouco da sua área de atuação, mas também se trata de política. Recentemente eu entrevistei o deputado Bira Corôa e questionei a ele sobre um número reduzido de deputados de oposição e grande números de deputados que apoiam o governo. O senhor não avalia que interfere no processo democrático de governo e oposição?

Robinson Almeida – A democracia pressupõe governo e oposição. A democracia necessariamente não significa que tem que ser meio a meio, que tem que ser 60/40% ou 70/30%. Quem define o tamanho na democracia é a hegemonia, é a capacidade que os grupos políticos têm de agregar força, de agregar poder. E o governador Jaques Vagner conseguiu como reconhecimento do seu trabalho, da sua gestão eficiente que melhorou a vida do povo, agregar um conjunto de apoiadores, desde aqueles de primeira hora do mandato dele, á aqueles outros que enxergaram uma nova forma de governar a Bahia e se agregaram a equipe que governa a Bahia, desde o primeiro momento de 2006.

Então essa nova hegemonia, não é um hegemonismo, ela não tem métodos do passado, que são os métodos da intimidação, da coerção e sim o método do convencimento. Quem está na base do governo está bem acomodado, está por convicção, não está por constrangimento. Isso é que faz essa Nova Bahia, no modo de fazer o governo, da prioridade para o social e nova também na forma democrática como o governador tem feito as suas ações.

JGB – Como é que fica a situação de Salvador no debate político do PT?

Robinson Almeida – Nós temos uma prioridade de governo, que é a prioridade de eleger o maior número de prefeitos possíveis. Temos 417 municípios, nós temos como meta de eleger 70/80% dessa quantidade de prefeitos. Temos prioridades, Salvador é uma prioridade, Feira de Santana é outra prioridade. Eleger os candidatos da base de apoio do governador Jaques Wagner e da presidenta Dilma Rousseff.

Em Salvador nós chegamos a um consenso que o candidato adequado é o deputado federal Nelson Peregrino. No domingo (16/12/2011) inclusive haverá o lançamento da sua pré-candidatura, no ato unitário do PT, m Salvador. Vamos organizar o processo de pré-campanha, discutir com o povo, apresentar nosso programa e buscar mais uma vitória, que certamente vai alinhar o projeto municipal, ao projeto estadual e ao projeto nacional.

JGB – Eu sei que o senhor é um homem de pesquisa e o último resultado eleitoral aqui em Feira de Santana apontou para uma forte presença do ex-prefeito José Ronaldo. Ele teve uma votação alta para o senado. O comentário é que o nome dele pontua na liderança. Como é que o senhor acredita que o PT pode enfrentar esse quadro, em que há um favoritismo aparente do ex-prefeito?

Robinson Almeida – Pesquisa vale nesse momento pra gente ver os macros cenários. O eleitor não está ainda com a definição do seu candidato. Ele vai esperar apresentar os programas, ver quais são as chapas montadas. Pra definir isso, vai ser em meados de 2012, especialmente nos três meses que antecedem a eleição. Existe o recall, a lembrança de alguns nomes que tiveram presença no executivo. É natural que pontuem com significância nesse momento. Agora, a eleição em Feira é uma eleição em aberto, uma eleição de muita competitividade e é uma prioridade do governo, do governador, do projeto em eleger um candidato da base do governo.

Robinson Almeida: A eleição em Feira é uma eleição em aberto, uma eleição de muita competitividade e é uma prioridade do governo, do governador, do projeto em eleger um candidato da base do governo.
Robinson Almeida: A eleição em Feira é uma eleição em aberto, uma eleição de muita competitividade e é uma prioridade do governo, do governador, do projeto em eleger um candidato da base do governo.
Robinson Almeida: Nós temos uma prioridade de governo, que é a prioridade de eleger o maior número de prefeitos possíveis. Temos 417 municípios, nós temos como meta de eleger 70/80% dessa quantidade de prefeitos.
Robinson Almeida: Nós temos uma prioridade de governo, que é a prioridade de eleger o maior número de prefeitos possíveis. Temos 417 municípios, nós temos como meta de eleger 70/80% dessa quantidade de prefeitos.

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