
Diferente de Jaques Wagner, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), articula apoio ao governado do estado condicionando as legendas a retirada de apoio ao prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto). Durante o governo Wagner os apoios eram restritos as votações na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Mas, Rui Costa, vislumbrando a própria reeleição, e um projeto político/partidário mais coeso, tenta formular alianças mais articuladas do ponto de vista de projeto político.
Crise com o PDT
A aliança definida entre PTN e o governo Costa ocorreu em articulação ao projeto político. Com apoio do PTN ao governo do Estado, e oposição ao prefeito de Salvador. Uma aliança com o PDT era articulada na mesma direção. Mas, em menos de 24 horas ocorreu uma crise. O PDT, através das executivas nacional e estadual, confirmou apoio a Costa, deixando subentendido um afastamento da gestão do prefeito ACM Neto. Poucas horas após a confirmação do apoio, uma notícia veiculada no Jornal Folha de São Paulo falava em ruptura e demissão da secretária estadual de agricultada, indicada pelo partido.
Segundo a Folha, a secretária da agricultura do estado, Fernanda Ferreira Mendonça, indicada pelo partido para assumir a pasta, deve ser exonerada em decorrência da falta de apoio político. O jornal revela que a demissão é uma questão de tempo. Mas, o fato da secretária municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Renda de Salvador, Andrea Mendonça (PDT) não ter seguido a orientação da executiva par romper com ACM Neto, foi principal motivo da crise envolvendo o PDT e o governo Costa.
No jogo do poder, Marcelo Nilo, atual presidente da ALBA, busca mais uma reeleição com o aval governista. Mas, a crise política pode conduzir Nilo a ter que enfrentar um concorrente governista à presidência do legislativo. Neste processo, início de governo, o PDT estadual pode ter o poder político significativamente diminuído.
Golpes foram sentidos
A constante presença de ACM Neto no horário eleitoral da campanha de 2014, destinado a candidatura de Paulo Souto ao governo do Estado, objetivava duas finalidades, a primeira era projetar a imagem do Neto do magalhismo, e a segunda finalidade era renovar a desgastada imagem das oposições na Bahia.
Soma-se a esta articulação, o episódio com a revista Veja, quando, sem qualquer fundamento ou documentos que comprovassem as afirmações, mentiras acusatórias foram publicadas contra o então candidato Rui Costa. A farsa, pouco tempo depois, foi revelada, e o estrago midiático foi contido.
Ao vencer as eleições de 2014, Costa mira a liderança de Neto e articula o esvaziamento, e isolamento do magalhista. A favor do governador, o tempo. Restam apenas 22 meses para ACM Neto enfrente as urnas eleitorais. O resultado da eleição de 2016 é importante componente para que o Magalhista possa enfrentar a reeleição de Costa, em 2018.
Pelas articulações, observa-se que governador trabalha para derrotar o magalhista, ou ver diminuída a possibilidade de vitória em 2016.
PMDB
Observando a cena, o líder estadual do PMDB Gedddel Vieira Lima cobra espaço e uma aliança mais efetiva entre o PMDB e o DEM da Capital. Nos bastidores, comenta-se que Geddel almeja o cargo de vice-prefeito. Ele avaia que Neto deve deixar um possível segundo mandato para enfrentar Rui Costa, em 2018.
Leia +











Deixe um comentário