Em discurso à nação, presidenta Dilma Rousseff homenageia as mulheres, fala sobre ajuste econômico, e combate à corrupção

Dilma Rousseff: "a questão central é a seguinte: estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929. E, nesta segunda etapa, estamos tendo que usar armas diferentes e mais duras daquelas que usamos no primeiro momento.".
Dilma Rousseff: "a questão central é a seguinte: estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929. E, nesta segunda etapa, estamos tendo que usar armas diferentes e mais duras daquelas que usamos no primeiro momento.".

Em pronunciamento oficial neste domingo (08/03/2015), presidenta Dilma Rousseff reafirmou o compromisso do governo federal com os trabalhadores e a classe média.

“O Brasil passa por uma situação diferente, mas nem de longe passa por uma crise como dizem alguns”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff neste domingo (08/03/2015), durante pronunciamento em rede nacional de televisão.

O discurso foi feito em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Em sua fala, Dilma reforçou que, apesar das medidas de ajuste fiscal estabelecidas pelo governo federal, o Brasil não vai parar, pois a economia do país continua com fundamentos sólidos.

“Estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929. E, nesta segunda etapa, estamos tendo que usar armas diferentes e mais duras daquelas que usamos no primeiro momento” , afirmou.

De acordo com ela, a situação será passageira e a vitória chegará de maneira mais rápida se o País estiver unido.

“Temos compromissos profundos com o futuro do País”, disse a presidenta, que também afirmou que os “sacríficios temporários” são as “bases para enfrentar a crise e continuar crescendo no futuro”.

A presidenta lembrou que em 2003, primeiro ano do governo Lula, o então presidente precisou adotar medidas parecidas para que o país pudesse ter o crescimento que teve nos anos seguintes.

Momento de transição

De acordo com a Dilma, o “esforço fiscal não é um fim em si mesmo”. Ela alertou que “temos que controlar os nossos gastos para que nosso orçamento não saia do controle”.

A presidenta afirmou que esses ajustes buscam manter os índices positivos apresentados pelo Brasil nos últimos anos, quando 30 milhões de pessoas deixaram a situação de miséria e 44 milhões de cidadãos entraram na classe média. “Não vamos trair nossos compromissos com os trabalhadores e com a classe média”, exaltou.

Segundo a presidenta, precisamos transformar dificuldades em soluções. “O Brasil é maior que tudo isso… é momento de sonhar, de ter fé e esperança”, disse.

Dilma também detalhou a influência das secas no sudeste e no nordeste nas dificuldades enfrentadas pelo Brasil. Ela disse que a falta de água impacta diretamente nos preços da energia e de alguns alimentos, mas ressaltou que a situação é temporária. “Lhes peço paciência e compreensão”, complementou.

Concessões

A presidenta também afirmou que serão realizadas novas concessões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos para modernizar a infraestrutura do Brasil.

Combate à corrupção

Dilma exaltou a apuração e a independência da polícia federal em relação às investigações sobre os desvios realizados na Petrobras e reafirmou que os culpados serão punidos pelo Estado.

Proteção à mulher

Ainda em seu pronunciamento, Dilma informou que irá sancionar, nesta segunda-feira (9), a lei do femínicidio, que torna crime hediondo o assassinato de mulheres em decorrência da  violência doméstica ou de gênero.

“Este odioso crime terá penas bem mais duras. Esta medida faz parte da política de tolerância zero em relação à violência contra a mulher brasileira”, declarou a presidenta.


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