Paulo Roberto Costa diz que defasagem em preço de combustíveis “arrebentou” Petrobras

Paulo Roberto Costa: “É uma distorção dizer que essa decisão é da diretoria executiva. Só o Conselho de Administração da Petrobras tem esse poder”.
Paulo Roberto Costa: “É uma distorção dizer que essa decisão é da diretoria executiva. Só o Conselho de Administração da Petrobras tem esse poder”.
Paulo Roberto Costa: “É uma distorção dizer que essa decisão é da diretoria executiva. Só o Conselho de Administração da Petrobras tem esse poder”.
Paulo Roberto Costa: “É uma distorção dizer que essa decisão é da diretoria executiva. Só o Conselho de Administração da Petrobras tem esse poder”.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse, há pouco, que o maior problema financeiro da estatal nos últimos anos não foram os R$ 6 bilhões desviados em esquema de corrupção e admitidos no balanço financeiro da empresa. Ele disse que o maior problema é o rombo de mais de R$ 60 bilhões provocado pela defasagem dos preços de combustíveis vendidos pela Petrobras e definidos pelo governo.

“A (Operação) Lava Jato é uma coisa repugnante, que não devia acontecer. Mas o maior problema da Petrobras, que arrebentou a Petrobras, foi o preço dos combustíveis, que o governo segurou. O rombo detectado na Lava Jato é apenas 10% desse valor. O governo manteve os preços congelados e arrebentou com a empresa”, disse.

Pasadena

Ele atribuiu ao Conselho de Administração da Petrobras a decisão de comprar a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. “É uma distorção dizer que essa decisão é da diretoria executiva. Só o Conselho de Administração da Petrobras tem esse poder”, disse.

Ele fez a afirmação ao responder pergunta do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), um dos sub-relatores da CPI. A compra da refinaria, em 2006, deu origem à CPI Mista da Petrobras, no ano passado, e o negócio foi apontado como um prejuízo pelo Tribunal de Contas da União.

Na época da compra, presidia o Conselho de Administração da Petrobras a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. “Na época não dava para afirmar que era um mau negócio. Comprar uma refinaria nos Estados Unidos era um bom negócio”, defendeu Costa.

A refinaria foi comprada pela empresa Astra Oil, em 2005, por US$ 42,5 milhões. Um ano depois, a Petrobras decidiu adquirir 50% da refinaria ao custo de US$ 360 milhões, e se tornou sócia da emprega belga.

Em 2008, as companhias entraram em desacordo e a Astra Oil se baseou na cláusula Put Option para exigir na Justiça que a Petrobras comprasse o restante da refinaria. O valor determinado por um juiz dos EUA foi US$ 820,5 milhões, pagos em 2012.

No total, o negócio custou US$ 1,18 bilhão à empresa brasileira, valor quase 27 vezes superior ao que a Astral Oil pagou pela refinaria em 2005.

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-diretor Paulo Roberto Costa afirmou que recebeu 1,5 milhão de dólares de Fernando Soares, ligado ao diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, para “não atrapalhar” a compra da refinaria. O dinheiro, segundo ele, foi depositado no exterior.

*Com informações da Agência Câmara.


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