Prefeito do Rio de Janeiro afirma que PMDB deve dar tranquilidade para o país avançar

Prefeito Eduardo da Costa Paes afirma que PMDB deve dar tranquilidade para o país avançar.
Prefeito Eduardo da Costa Paes afirma que PMDB deve dar tranquilidade para o país avançar.
Prefeito Eduardo da Costa Paes afirma que PMDB deve dar tranquilidade para o país avançar.
Prefeito Eduardo da Costa Paes afirma que PMDB deve dar tranquilidade para o país avançar.

Um dos seis prefeitos de capitais recebidos na segunda-feira (14/12/2015) pela presidenta Dilma Roussef para entregar a ela um manifesto contra o pedido de impeachment e em defesa do mandato presidencial, com assinaturas de 14 chefes de executivo municipais, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse, em Brasília, que seu partido é marcado pela defesa da democracia e das instituições democráticas, e, no momento atual, deve “dar tranquilidade” para que o país possa avançar.

No último dia 2, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que também é do PMDB, aceitou o pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Na opinião do prefeito, o PMDB nunca escondeu a vontade de estar no poder nas próximas eleições presidenciais, e ele próprio está “sedento” para que o partido tenha candidato próprio em 2018, mas sempre “pelo respeito ao voto da população”.

“Quero crer, e não posso acreditar diferente disso, o próprio vice-presidente Michel Temer [presidente nacional do partido] também tem essa história, de que não há ninguém, ou não há pelo menos uma maioria do PMDB voltada para essa tentação ou essa tendência de tomar o poder que não pela via do voto popular”, afirmou o prefeito carioca.

O prefeito do Rio de Janeiro explicou que o documento não é um “gesto de apoio ou de aliados” a Dilma, mas uma posição “institucional”. Segundo ele, os signatários do manifesto entendem que o processo do impeachment está “eivado de fragilidades”, e os cidadãos estão olhando para os recentes acontecimentos em Brasília “com muito susto”.

“Não há qualquer crime de responsabilidade contra a presidenta. A gente sabe que essa crise econômica existe, mas é enormemente agravada por essa loucura política”, disse Paes. Ele disse não temer que sua posição lhe cause efeitos eleitorais negativos e considerou ainda um “gesto sem sentido” e uma “violência” a troca do líder do partido na Câmara, ocorrida na última semana.

De acordo com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), somente chefes dos executivos das capitais que pertencem a partidos da base aliada do governo foram convidados a assinar o documento, “em respeito à posição político-partidária” de integrantes da oposição.

Segundo ele, a iniciativa do manifesto partiu do próprio prefeito do Rio, e ambos fizeram as ligações, mas por motivos de agenda somente seis (LINK) puderam comparecer no encontro: além de Paes e Garcia, os prefeitos de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT); Palmas, Carlos Amastha (PSB); Macapá, Clécio Luiz (sem partido) e Campo Grande, Alcides Bermal (PP).

“Alguém de nós perguntou a ela o que ela desejaria que nós fizéssemos. Ela disse: defendam a democracia, Não peço nem que façam minha defesa pessoal Mas defendam a democracia, que esse país merece ter um futuro estável, democrático, representativo. Penso que essa é grande a motivação de todos nós”, disse Garcia.

A informação inicial da prefeitura de Goiânia era de que 16 prefeitos assinaram a carta de apoio a Dilma, mas, de acordo com o Palácio do Planalto, foram 14 os signatários. Além dos seis que participaram do encontro com a presidenta, também assinaram o documento os seguintes prefeitos: Carlos Eduardo Alves (PDT), Natal; Edivaldo Holanda Junior (PTC), São Luís; Fernando Haddad (PT), São Paulo; José Fortunati (PT), Porto Alegre; Marcus Alexandre (PT), Rio Branco; Gustavo Fruet (PDT), Curitiba; Luciano Cartaxo (PSD), João Pessoa; Teresa Surita (PMDB), Boa Vista.

*Com informações da Agência Brasil.


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