Terroristas sim senhor | Por Luiz Holanda

Ministro do STF Luís Roberto Barroso.
Ministro do STF Luís Roberto Barroso.
Ministro do STF Luís Roberto Barroso.
Ministro do STF Luís Roberto Barroso.

O ministro Luís Roberto Barroso, cuja desmoralização culminou com a sua atuação no julgamento da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), proposta pelo PCdoB contra o rito processual do impeachment de dona Dilma imposto pela Câmara dos Deputados, estava eufórico no dia 08 de junho de 2011 quando o STF libertou o seu cliente  após quatro anos de prisão.

O cliente do ministro era justamente o terrorista Cesare Battisti, cujo refúgio no país havia sido concedido pelo então ministro da Justiça petista Tarso Genro, atendendo a um pedido dos companheiros, que consideravam herói o terrorista que, nos anos 70, na Itália, havia sido preso juntamente com os criminosos do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), por assassinato.

A partir daí começaram as filigranas jurídicas inerentes ao processo brasileiro, pleno de atos procrastinatórios que permitem aos advogados levar para as calendas qualquer demanda. Depois de tudo pronto para libertar o terrorista, eis que o ministro Cezar Peluso, de triste memória, resolveu analisar se o ex-sindicalista Lula da Silva, no plantão da presidência, havia cumprido os limites do tratado de extradição firmado entre o Brasil e a Itália.

O resultado foi outra palhaçada do STF, pois a Itália, ao recorrer da decisão, fez com que Battisti ficasse mais cinco meses preso, até que o Supremo decidisse pela legalidade do ato do ex-presidente Lula negando sua extradição. A palhaçada se deu porque o STF resolveu criticar a nação amiga por ter contestado o ato do ex-presidente brasileiro, ferindo, assim nossa “soberania nacional”, como se um Estado estrangeiro não pudesse contestar, no Supremo, um ato do Chefe do Poder Executivo na condução da Política Internacional.

Agora nossa pátria petista tem outro herói. Trata-se do companheiro e colaborador Adlène Hicheur, terrorista argelino naturalizado francês e atualmente professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, conforme revelado pela imprensa. Esse “mestre” parece ser um colaborador da AL-Qaeda, trazido pelos companheiros petistas para ensinar terrorismo em nossas universidades.

Depois de divulgado o seu paradeiro, eis que dona Dilma, comandante do “governo popular”, informou que vai investigar o caso, sem precipitações, para, só depois, esclarecer do que se trata ou, se for o caso, tomar as providências necessárias, ou seja, proteger o terrorista tal como o fizeram com Cesare Battisti. Essas foram, praticamente, as razões apresentadas pelo desmoralizado ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

Ironizando a situação, a imprensa de todo o país está afirmando que o Brasil não pode abrir mão de um cientista dessa categoria, ou seja, que dona Dilma não pode demitir um companheiro da Al-Qaeda, especialista em terrorismo. Entretanto, essa estratégia protetora, mesmo para alguns petistas, parece ser um erro, porque, em matéria de terrorismo, o professor da Al-Qaeda não tem nada para ensinar ao PT.

Mesmo assim, a demissão do professor Adléne Hicheur do ensino público federal pode ser mais um erro do partido, pois, segundo a imprensa, ele ensina a nossos alunos como sair às ruas para depredar propriedades privadas, bancos, fábricas, indústrias ou qualquer outro símbolo do capitalismo. Criar o caos no sistema capitalista é com ele. E como ele exerce uma grande influência sobre seus alunos, todos estão orgulhosos de dizer por aí que, realmente, são terroristas sim senhor. E daí?

*Luiz Holanda é advogado e professor universitário.

 

 

 

 

 


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