
“Quando foi criada, a Previdência Municipal de Feira de Santana era uma boa medida, mas, hoje, ela é uma bomba relógio”, enfatizou o prefeito José Ronaldo de Carvalho, ao inaugurar, na manhã desta sexta-feira (13/01/2017), a nova sede do Instituto de Previdência de Feira de Santana, no bairro Kalilândia.
Como já o fizera em várias oportunidades, José Ronaldo voltou a criticar com veemência a Lei que criou os institutos de previdências municipais, que obriga as prefeituras a arcarem com parcela significativa do orçamento para honrar a folha de pagamento dos funcionários inativos.
Ao justificar que a administração ampliou, nos últimos quatro anos, de 12% para 34% a contribuição para esta rubrica, com vistas a não cair na inadimplência, José Ronaldo defendeu que esta questão deve passar por um profundo debate nacional, sob pena de as prefeituras terem de fazer a opção entre pagar a folha salarial de inativos ou dos funcionários da ativa.
“Seria irresponsabilidade da minha parte, se eu não falasse sobre esta realidade. Ninguém quer discutir esta realidade, ninguém está olhando para o futuro. Mas não quero ser acusado de omisso”, ponderou Ronaldo.
Dificuldade de gestão
Avalia-se que o prefeito, ao citar que a “previdência municipal é uma bomba relógio”, queira fazer referência a incapacidade de sustentabilidade financeira da instituição em longo prazo. Esse fato foi denunciado pelo Jornal Grande Bahia de forma recorrente, inclusive, questionando pagamento de aposentadorias integrais, com pensões equivalentes ao salário de secretário, quando o servidor contribui por poucos anos com o referente salário.
Discursos e benção
Em seu pronunciamento, o presidente da Previdência, Alcione Cedraz, afirmou que as novas instalações do órgão vão proporcionar “um melhor atendimento aos aposentados e pensionistas, e os esforços do governo serão traduzidos nos serviços prestados”.
Com as bênçãos do frei José João Monteiro, a inauguração da sede da Previdência contou com as presenças de secretários e lideranças políticas regionais, e, de acordo com o prefeito José Ronaldo, representará uma economia de aluguel, em relação à antiga sede, em torno de R$ 200 mil, ao logo dos próximos quatro anos.
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