Arquidiocese de Feira de Santana emite nota em solidariedade ao padre Gilmar Assis; entidade rejeita atitude preconceituosa e racista contra clérigo

Padre Gilmar Assis e a nota de solidariedade da Arquidiocese de Feira de Santana.
Padre Gilmar Assis e a nota de solidariedade da Arquidiocese de Feira de Santana.
Padre Gilmar Assis e a nota de solidariedade da Arquidiocese de Feira de Santana.
Padre Gilmar Assis e a nota de solidariedade da Arquidiocese de Feira de Santana.

Em nota, emitida nesta segunda-feira (05/06/2017), pela Arquidiocese de Feira de Santana, a circunscrição eclesiástica da Igreja Católica presta solidariedade a Gilmar Assis, padre-cura da Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, localizada na cidade de Serra Preta.

“Prestamos nossa solidariedade ao padre Gilmar Assis e a todas as pessoas que sofrem qualquer tipo de discriminação e preconceito!”, expressa a Arquidiocese de Feira de Santana.

A entidade religiosa afirma que o clérigo foi “vítima de injúria racial e ameaças. Em um áudio compartilhado por inúmeras pessoas, o padre sofre preconceito de natureza racista, uma vez que o mesmo é negro, além disso, ameaças de morte e outras humilhações”.

A nota da Arquidiocese é assinada pelo Conselho Presbiteral, formado pelos monsenhores José Nery de Almeida e Luiz Rodrigues de Oliveira, e pelos padres Edimundo Almeida dos Santos, Gilvan Pereira Brito, Arivaldo Aragão Vitória, Gerson Pereira Figueiredo, Francisnário de Araújo Soares, Hipólito Gramosa dos Santos, João Carlos Falcão Brito e João Eudes R. de Jesus.

Confira íntegra da ‘Nota de Solidariedade’

A ARQUIDIOCESE DE FEIRA DE SANTANA vem manifestar a sua solidariedade ao Padre Gilmar Assis, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho na cidade de Serra Preta/BA, que foi vítima de injúria racial e ameaças. Em um áudio compartilhado por inúmeras pessoas, o padre sofre preconceito de natureza racista, uma vez que o mesmo é negro, além disso, ameaças de morte e outras humilhações. Sabemos o quanto essas atitudes machucam suas vítimas e abrem feridas de difícil cicatrização.

Num Estado democrático de direito, é inadmissível qualquer postura discriminatória. Somos todos iguais perante a lei e gozamos dos mesmos direitos e deveres. Repudiamos as manifestações de ódio e todas as formas de racismo e discriminação correlatas.

Racismo é crime. A Igreja, perita em humanidade, quer ser um espaço de misericórdia, perdão e acolhimento, mas não pode compactuar com atitudes que se constituem crimes e ferem a dignidade humana.

Prestamos nossa solidariedade ao Padre Gilmar Assis e a todas as pessoas que sofrem qualquer tipo de discriminação e preconceito! Recomendamos nossas preces e orações para que as pessoas que destilam seus ódios e preconceitos façam um caminho de conversão e de respeito ao ser humano.

Feira de Santana, 05 de Junho de 2017.


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